Max Payne

novembro 30, 2009 at 10:18 pm 33 comentários

Apesar de ter uma estética muito parecida com obras do tipo “Sin City – A Cidade do Pecado”, de Robert Rodriguez e Frank Miller, o filme “Max Payne”, do diretor John Moore, é, na realidade, a adaptação de um popular game. Foi justamente este material o escolhido por Mark Wahlberg, ator que entrou para o primeiro time de Hollywood após a indicação recebida ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pela performance em “Os Infiltrados”, de Martin Scorsese, para colocá-lo antenado com uma das novas tendências hollywoodianas: a que põe atores ditos confiáveis em blockbusters. 

O filme conta a história de um policial nova-iorquino lotado em uma divisão que investiga aqueles casos que não conseguiram ter sua investigação finalizada (os chamados Cold Cases) e que tem uma única busca: desvendar e vingar o assassinato de sua esposa e filha. Entre a descoberta de uma pista e outra, Max Payne também encontra tempo para inserir novas pessoas em sua vida, como Natasha (a Bond Girl Olga Kurylenko) e a irmã dela Mona (Mila Kunis), bem como o policial Jim Bravura (Chris “Ludacris” Bridges), o qual é o detetive que tenta mostrar para Max quando ele ultrapassa os limites na direção de sua jornada. 

Um longa como “Max Payne” precisa de um antagonista poderoso. Neste caso, a investigação do personagem principal o levará diretamente ao encontro de uma grande empresa farmacêutica, chamada Aesir, a qual desenvolve uma pesquisa experimental com soldados norte-americanos. A obra encontra alguns de seus melhores momentos, os quais são repletos de muita ação e suspense, quando aborda Max se aprofundando nos meandros do funcionamento da empresa. 

Se existe algo a se celebrar em “Max Payne” é a concepção visual que o diretor John Moore oferece à sua obra. O filme tem uma fotografia brilhante (cortesia de Jonathan Sela) e cria uma Nova York que, a certo ponto, lembra uma cidade futurista. Em outras cenas, Moore se utiliza de recursos que poderiam muito bem ter saído da mente dos irmãos Andy e Larry Wachowski. A questão principal, no entanto, é que nem a embalagem bonita consegue disfarçar aquele que é o maior problema deste longa: o roteiro.

Cotação: 4,0

Max Payne (Max Payne, 2008)
Diretor: John Moore
Roteiro: Beau Thorne (baseado no game de Sam Lake)
Elenco: Mark Wahlberg, Beau Bridges, Mila Kunis, Chris “Ludacris” Bridges, Chris O’Donnell, Nelly Furtado, Kate Burton, Donal Logue, Amaury Nolasco, Olga Kurylenko

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33 Comentários Add your own

  • 1. Bruno Gonçalves  |  novembro 30, 2009 às 11:47 pm

    Ai Kamila, como vc teve estômago pra ver isso!

    Eu desisti com 30 min de filme!

    Responder
    • 2. Kamila  |  novembro 30, 2009 às 11:50 pm

      Bruno G., não gosto de desistir de assistir a um filme no meio. Só fiz isso uma vez na vida: em “A Estrada Perdida”, de David Lynch!

      Responder
  • 3. Bruno Gonçalves  |  dezembro 1, 2009 às 12:37 am

    Eu desisti porquê eu estava com os 2 pés atras, pois cresci jogando Max Payne, quando começei a ver, me decepcionei horrores, foi mais decepcionante do que ver o Santos perder pro CSA na Copa do Brasil hahaha

    Responder
  • 4. Bruno Soares  |  dezembro 1, 2009 às 12:43 am

    eu não mereço o wahlberg… haha

    a única coisa que tem em comum com SIN CITY é o visual mesmo. e ainda assim não é algo tão bonito quanto o filme do rodriguez.

    bjs!

    Responder
    • 5. Kamila  |  dezembro 1, 2009 às 12:47 am

      Bruno G., eu não conhecia o game, então! 🙂

      Bruno S., nem eu mereço esse canastrão! Beijos!

      Responder
  • 6. Ibertson  |  dezembro 1, 2009 às 1:24 am

    O filme infelizmente é decepcionante.
    Principalmente para quem jogou o game. Poderia ter saído um filmaço de ação. Acredito que se dirigido por um diretor mais ousado, sairia um projeto muito interessante. Para se ter uma idéia, o fator “máfia” do jogo foi completamente descartado.

    No jogo o personagem vai cada vez mais chegando ao fundo do poço, em uma situação onde não tem nada mais a perder e é uma luta de um homem contra um gigante. O filme não passa essa sensação em nenhum momento.

    Responder
  • 7. Luís  |  dezembro 1, 2009 às 2:00 am

    Um colega falou super bem desse filme e eu fui conferi-lo junto com o Renan. Não me lembro de nada, porque dispersei e fiquei conversando sem parar com o Renan.
    É, eu sei… atitude horrível de alguém que aprecia a sétima arte! Por isso, não sei avaliar muito bem o filme…
    Mais um filme com nota abaixo da média, hein…

    Responder
  • 8. Gustavo  |  dezembro 1, 2009 às 2:19 am

    Terrível!

    Responder
    • 9. Kamila  |  dezembro 1, 2009 às 10:11 pm

      Ibertson, eu não conheço o game, então fico sem poder replicar teu comentário.

      Luís, exatamente. Mais um pra safra ruim! srsrrsr

      Gustavo, concordo!

      Responder
  • 10. João Paulo Rodrigues  |  dezembro 1, 2009 às 2:22 am

    Assim, Milla … sua nota foi boa comparado o que é o desastre que foi esse filme. Os unicos pontos bons é um protagonista ideal que carrega os traços corretos do personagem do jogo e saber ainda que ele nunca jogou o jogo soa muito interessante, a presença da sedutora Olga Kurylenko (essa me deixa sem ar …) e a ambientação que é extremamente mais macabra que o proprio jogo …

    O problema é o resto … O roteiro é a condensação resumida e nojenta do primeiro jogo, falta de ação, falta carisma de alguns atores, principalmente Mila Kunis (outro fato curioso, tanto ela e Olga são provinientes da União Sovietica) e Ludacris que não tem nada haver com o filme, fora o descredito para John Moore que de bom diretor não tem porra nenhuma. E o principal fator … aliviar um jogo que o protagonista mata 628 pessoas (isso jogando em um modo onde tem que matar todo mundo para continuar vivo) para 13 anos … erro terrivel …

    Isso por que vc não conhece o jogo por que se conhecesse …

    Beijinhos!

    Responder
  • 11. Jeniss Walker  |  dezembro 1, 2009 às 3:56 am

    Ka, esse que tu citou é bem barrelinha. só se salva o visual dele – e olhe lá. ao menos, tem Marky Mark, um dos melhores canastrões dos últimos anos (hehehehe!).
    abraço. linkei teu post no meu blog 🙂

    Responder
  • 12. Ciro  |  dezembro 1, 2009 às 4:08 am

    Um filme fraquíssimo. Atuações péssima, histórias horrível, estética razoável, porém nada original. Acho que você foi generosa com o 4,0 heheh.

    Beijos!

    Responder
    • 13. Kamila  |  dezembro 1, 2009 às 10:14 pm

      João Paulo, eu não conheço mesmo o jogo. A Olga aparece tão pouco e já te deixou assim, imagina se aparecesse muito, então?? 🙂 Beijos!

      Jeniss, o visual mesmo é que presta. Abraço! Obrigada pelo link!

      Ciro, estou generosa mesmo ultimamente. rsrsrs Beijos!

      Responder
  • 14. Tiago  |  dezembro 1, 2009 às 4:37 am

    Olha, este eu não tive a menor vontade de ver… E pra ser honesto, a exceção de Os Infiltrados, não gosto de Mark Whalberg.

    Responder
  • 15. Rodrigo Fernandes  |  dezembro 1, 2009 às 11:03 am

    Nunca fui fã de Mark Whalberg, hehehe… mas esse até que estava afim de conferir.. mas por causa do jogo mesmo… mas é engraçado, como hollywood consegue estragar um ideia tão boa para se desenvolver… e o pior aidna gastam milhões com isso, ahaha, se ficassem pelo menos num videozinho caseiro daqueles que vc mostr só pra amigos nuam festinha da firma.. mas não tem que lnçar pro mundo inteiro, ehehee Kamila, é muito bom estar de volta nesse seu espaço…
    Parabéns pelo blog.
    Abraços

    Responder
  • 16. Rafael Carvalho  |  dezembro 1, 2009 às 11:55 am

    De fato, Kamila, o roteiro do filme é péssimo assim como os desdobramentos de toda a narrativa. O visual estilizado é só uma embalagem para um produto vazio.

    Responder
    • 17. Kamila  |  dezembro 1, 2009 às 10:19 pm

      Tiago, nem em “Os Infiltrados” eu consegui gostar do Mark Wahlberg.

      Rodrigo, nem eu fui fã dele. 🙂 Seja bem vindo de volta! Obrigada! Abraços!

      Rafael C., exatamente!

      Responder
  • 18. Rafael Moreira  |  dezembro 1, 2009 às 12:49 pm

    Muito chato, deixei de ver na metade. Eu gosto muito do jogo, muito mesmo. Pensei que daria muito certo na tela, mas não dá, nada funciona, absolutamente nada! Bjs!

    Responder
  • 19. Reinaldo Matheus Glioche  |  dezembro 1, 2009 às 2:04 pm

    E disse tudo. Realmente a única coisa que presta em Max payne é a concepção visual. E inclusive ela, cansa, tamanha hediondice a do filme. Esse filme foi o pior filme que vi no ano passado. Sorte que na sessão dupla que encarei depois veio Vick Cristina barcelona. rsrs

    E realmente A estrada perdida do Lynch é para assistir em doses homeopáticas. rsrs

    Bjs Ka.

    PS: queria te convidar para fazer um texto que servirá de base para uma matéria que vou fazer para o meu blog. Quero discutir mais detalhes com vc. Se puder me mandar um e-mail. Meu e-mail é reinaldoglioche@hotmail.com
    Tb é o msn.
    Bjs

    Responder
  • 20. Romeika  |  dezembro 1, 2009 às 2:40 pm

    Nao conhecia este filme, mas pela nota, e pelo ator protagonista vou passar longe…

    Responder
    • 21. Kamila  |  dezembro 1, 2009 às 10:24 pm

      Rafael Moreira, eu não achei um filme chato. Ele é só ruim mesmo! Beijos!

      Reinaldo, vou entrar em contato contigo. Beijos!

      Romeika, exatamente. Eu devia ter feito isso! rsrsrsrs

      Responder
  • 22. Vinícius P.  |  dezembro 1, 2009 às 2:46 pm

    Não sei exatamente quando teremos uma boa adaptação de videogame, mas “Max Payne” não ajudou nada nesse sentido. A concepção visual é mesmo interessante, pena que o resto seja totalmente descartável.

    Responder
  • 23. Priscilla  |  dezembro 1, 2009 às 5:13 pm

    Eu não gostei de Sin City, mas esse aí me parece interessante. Gostei da escolha do protagonista também….vou assistir. Mas a pergunta que não quer calar é: por que os farmacêuticos são sempre os vilões agora?rsrsrs…Somos uma classe muito desfavorecida mesmo….rsrs

    bjs Kamila

    Responder
  • 24. Luis Galvão  |  dezembro 1, 2009 às 7:33 pm

    4,0? Que notaço. Eu só tive saco para assitir até o final porque eu paguei 15$. Sério, nem o visual eu gostei muito. Algumas cenas me lembraram ‘Constantine’ também. – rsrs

    Responder
    • 25. Kamila  |  dezembro 1, 2009 às 10:25 pm

      Vinícius, exatamente!

      Priscilla, porque vocês possuem conhecimentos importantes, ora! rsrsrsr Beijos!

      Luís, você pagou 15 reais nesse filme??? NOSSA!!

      Responder
  • 26. Mayara Bastos  |  dezembro 1, 2009 às 9:11 pm

    Concordo com seu texto. O filme tem problemas seríssimos, principalmente no roteiro. E Mark Wahlberg canastrão e não ajudando o filme a melhorar. rsrsrs

    Beijos! 😉

    Responder
    • 27. Kamila  |  dezembro 1, 2009 às 10:25 pm

      Mayara, dizer que Mark Wahlberg é canastrão é redundância! rsrsrs Beijos!

      Responder
  • 28. Wally  |  dezembro 2, 2009 às 5:12 am

    É um filme realmente fraquíssimo! E uma derrapada para Wahlberg, que estava conseguindo bons papéis e revelando boas atuações. O visual do longa é um tanto instigante, mas a beleza plástica é nula demais para validar a história entediante…

    Nota 4.5

    Responder
  • 29. Thyago  |  dezembro 2, 2009 às 6:21 pm

    sou um dos poucos gamers hereges q nunca jogou um único max payne.
    quem sabe eu jogue o próximo por ele se passar em são paulo XD

    Responder
    • 30. Kamila  |  dezembro 2, 2009 às 10:38 pm

      Wally, eu não consigo gostar do Wahlberg! Acho-o superestimado!

      Thyago, eu nem jogaria esse jogo! rsrsrs

      Responder
  • 31. Dewonny  |  dezembro 3, 2009 às 12:27 pm

    Esse é um total desperdício de tempo e de dinheiro jogado fora, o resultado foi ridículo na pretensão q o filme queria alcançar, ñ gostei. nota 3.0!
    Bjo! Diego!

    Responder
  • 32. O Cara da Locadora  |  dezembro 3, 2009 às 1:11 pm

    Tá, confesso que eu até gostei um pouquinho e dei uma nota hiper exagerada no meu blog sobre o filme, rs… Ahn, engraçado é a aparição de Chris O’Donnel, bizarramente ignorado até pela produção do filme…

    Responder
    • 33. Kamila  |  dezembro 4, 2009 às 9:17 pm

      Diego, concordo. Beijo!

      O Cara da Locadora, o Chris O’Donnell, infelizmente, tá em final de carreira.

      Responder

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A autora

Kamila tem 29 anos, é cinéfila, leitora voraz, escuta muita música e é vidrada em seriados de TV, além de shows de premiações.

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