Posts filed under ‘Cena da Semana’

Cena da Semana

(“Baby I’m Sure” – Mallu Magalhães – Pitanga [2011] – 18.03.2012)

Vídeo filmado e editado pelo cantor e compositor Marcelo Camelo, produtor do “Pitanga“, terceiro disco da cantora e compositora Mallu Magalhães, e que também faz participação nesta música no backing vocal.

Acho lindo a forma como este casal se complementa. Acho linda a forma como Marcelo enxerga a Mallu. Acho belo a gente se ver pelos olhos daquele que nos ama. Neste vídeo, a gente tem imagens do cotidiano da Mallu mescladas com registros do backstage das gravações do videoclipe de “Velha e Louca“, que é o primeiro single desse disco dela.

A estética vintage – resultado direto do uso de máquinas analógicas e filtros –  é o ponto alto do vídeo, que segue o estilo dos registros recentes que Marcelo vinha postando. Ele tem se interessado muito pela linguagem visual e quem acompanha as postagens de sua fanpage oficial no Facebook pode perceber o lado talentoso do Marcelo fotógrafo e, agora, videomaker – ele também fez um clipe para a música “Pavão Macaco“, do alagoano Wado, além de vários outros de divulgação para o “Pitanga”.

março 26, 2012 at 12:13 am 10 comentários

Cena da Semana

(“Superbad – É Hoje” [2007] – diretor: Greg Mottola)

Alguém avisa, por favor, ao senhor Nima Nourizadeh, diretor de “Projeto X – Uma Festa Fora de Controle”, que festas de adolescentes são filmadas de uma maneira BEM melhor desse jeito… E ainda possuem sexualidade, brigas, risadas, tiração de onda e o desejo de se tornar popular sem estimular a irresponsabilidade total e irrestrita, como o longa dele faz…

março 18, 2012 at 8:44 pm 12 comentários

Cena da Semana

(Roberta Sá – “Lua” – Teatro Riachuelo – 04.03.2012)

Na semana passada, a cantora natalense radicada no Rio de Janeiro Roberta Sá fez a estreia da turnê de seu quinto disco solo, “Segunda Pele”, que foi produzido por Rodrigo Campello. O disco marca o início de uma nova fase para Roberta, em que ela abraçou arranjos mais sofisticados, em músicas com letras mais complexas e que mostram toda a sua competência e versatilidade como cantora. Após se apresentar em Salvador (no Teatro Castro Alves) e no Recife (no Teatro da UFPE), Roberta veio para a sua cidade natal brindar um Teatro Riachuelo quase lotado de um público claramente orgulhoso de uma de suas filhas mais ilustres.

Dá para se perceber de cara que esta é uma turnê que visa consolidar o nome de Roberta Sá como um dos melhores nomes da atual Música Popular Brasileira. A produção, aliás, está caprichadíssima, com um cenário muito bem feito. Roberta está muito segura como cantora, a linda voz dela sai naturalmente, quase sem força; e ela está afinadíssima com a sua banda, que está tocando como nunca. Aqueles que acompanham a carreira de Roberta há um bom tempo  também podem notar que a cantora está bem mais confortável em sua pele, mais à vontade e solta no palco e flertando com o público.

A sensação que dá, ao final, é que essa será uma turnê que transformará a imagem que a maioria das pessoas possui em relação à Roberta. A turnê “Segunda Pele” fará por ela o mesmo que a turnê “Samba Meu” fez por Maria Rita.

março 11, 2012 at 11:51 pm 6 comentários

Cena da Semana*

*Atenção aos spoilers

(O final de Os Melhores Anos de Nossas Vidas [1946] – diretor: William Wyler)

Este é um bom filme sobre a vida no pós-guerra, especialmente sobre a readaptação destes três militares (interpretados por Fredric March, Dana Andrews e Harold Russell) às suas vidas comuns, às esposas e namoradas, aos filhos, às suas profissões, enfim, a uma nova realidade que é bastante diferente daquelas que eles deixaram quando partiram para a guerra. O título, aliás, poderia muito bem fazer referência ao pré-guerra deles, uma vez que está subentendido durante o longa inteiro que os melhores anos das vidas desses personagens já passaram e, agora, o que eles buscam é sobreviver no mundo que eles conhecem após um grande período de mudanças.

Em 1947, “Os Melhores Anos de Nossas Vidas” foi indicado a 8 Oscars, dos quais venceu sete, incluindo um prêmio honorário ao ator Harold Russell, que interpreta Homer Parrish, e que, em 1944, enquanto trabalhava num filme do Exército norte-americano, sofreu um acidente com um explosivo que foi detonado acidentalmente, machucando suas mãos ao ponto de que as mesmas precisaram ser amputadas. A storyline que envolve a personagem dele é a melhor do longa. Uma pena que é tão mal explorada. Ela encontra seu ápice justamente nessa bonita cena, que encerra o filme dirigido por William Wyler.

março 4, 2012 at 6:31 pm 11 comentários

Cena da Semana*

*Atenção aos spoilers.

Quando o 84th Annual Academy Awards começar, logo mais, com apresentação de Billy Crystal, os cinéfilos, com certeza, devem estar com algumas perguntas em mente: “O Artista” ou “A Invenção de Hugo Cabret?”; Martin Scorsese ou Michel Hazanavicius?; George Clooney ou Jean Dujardin?; Quem irá vencer Melhor Edição e Melhor Edição de Som?, que parecem ser duas categorias que serão fieis da balança na noite de hoje… Porém, nenhuma pergunta está causando tanta discussão quanto: Meryl Streep ou Viola Davis?

Existe uma razão para a categoria de Melhor Atriz ser sempre a mais discutida em cada ano de Oscar e, pela primeira vez, desde 2008, quando tivemos uma disputa ferrenha pela estatueta entre Julie Christie e Marion Cotillard, temos uma situação em que, realmente, os caminhos apontam ou para a vitória de uma (Davis) ou para a vitória de outra (Streep). A importância da categoria, nesse ano, é tão grande que será a penúltima da noite a ser apresentada, antes da categoria final, de Melhor Filme.

A verdade é que a AMPAS tem bons motivos para premiar as duas atrizes. Viola Davis vem no melhor momento de sua carreira, dois filmes que ela realizou em 2011 estão indicados na categoria principal do Oscar (“Histórias Cruzadas” e “Tão Forte e Tão Perto”) e existe um consenso quase geral de que esse é o momento dela vencer (é importante lembrar que, quando ela recebeu uma indicação ao Oscar pela primeira vez, em 2009, por “Dúvida“, em Atriz Coadjuvante, muita gente apostava que ela bancaria uma surpresa na premiação, coisa que não aconteceu, tendo em vista a confirmação da vitória de Penélope Cruz, por “Vicky Cristina Barcelona“). Além disso, ela tem a seu favor uma performance arrebatadora num filme que faz um importante retrato da vida de empregadas domésticas negras no Sul segregado dos Estados Unidos, com a luta contra o preconceito e a necessidade de afirmação diária delas como seres humanos.

(Viola Davis em “Histórias Cruzadas” [2011] – diretor: Tate Taylor)

Por outro lado, Meryl Streep, que muitos consideram ser a melhor atriz em atividade no cinema norte-americano e, quiçá, uma das melhores atrizes de todos os tempos, é a recordista absoluta de indicações ao Oscar, com 17 indicações em sua carreira. Desde 1983, quando ela venceu pela última vez, como Melhor Atriz, por “A Escolha de Sofia”, esta é a primeira vez que ela chega ao Kodak Theatre com status de favoritismo. Seu papel, em “A Dama de Ferro”, tem todos aqueles elementos que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas mais ama: é autobiográfico (a primeira-ministra inglesa Margaret Thatcher), tem transformações físicas (atenção ao excelente trabalho de maquiagem que o filme possui) e possui a mudança do sotaque (e sabemos que Meryl é uma especialista nisso). Sinceramente, se ela não vencer dessa vez, não sei mesmo o que Meryl tem que fazer pra chamar novamente a atenção da AMPAS.

(Meryl Streep em “A Dama de Ferro” [2011] – diretora: Phyllida Lloyd)

Na lista de cinco indicadas, mais duas atrizes já desfrutaram do status de favoritismo que, atualmente, se encontra com Meryl Streep e Viola Davis. A primeira delas – e, provavelmente, a terceira na fila das apostas para hoje à noite – é Michelle Williams, que, em “Sete Dias com Marilyn” interpreta Marilyn Monroe, um grande ícone do cinema. A favor dela, poderíamos colocar os mesmos argumentos que nos levam a uma possível vitória de Meryl Streep, com uma grande diferença. Em “Sete Dias com Marilyn”, pela primeira vez, vemos Michelle, uma atriz naturalmente contida, se jogando mesmo na pele de uma personagem, claramente se divertindo e se transformando mesmo na mulher forte e cheia de dualidades que era Marilyn Monroe. Não é fácil interpretar alguém como Marilyn e Williams passou com louvor nesse teste, vencendo, inclusive, ontem à noite, o prêmio de Melhor Atriz no Film Independent Spirit Awards.

(Michelle Williams em “Sete Dias com Marilyn” [2011] – diretor: Simon Curtis)

A segunda delas foi a primeira favorita a essa corrida: Glenn Close. O favoritismo inicial dela estava traduzido em uma só informação: esta é a sexta indicação ao Oscar conquistada por essa fabulosa atriz, sendo que ela ainda não conseguiu conquistar nenhuma vitória. A personagem que ela interpreta em “Albert Nobbs”, filme dirigido por Rodrigo García, é interessantíssimo: uma mulher que, no final do século XIX, na Irlanda, começa a se passar por homem para poder ser alguém na vida – uma vez que, naquela época, as mulheres não eram estimuladas a serem independentes. Uma pena ver um tema tão instigante desperdiçado num filme que obteve críticas bastante irregulares. Por isso mesmo, Glenn Close terá que esperar outra oportunidade para poder vencer seu tão esperado Oscar.

(Glenn Close em “Albert Nobbs” [2011] – diretor: Rodrigo García)

Encerrando a lista de indicadas, para garantir aquela tradição do Oscar de indicar sempre uma atriz jovem em cujo futuro eles apostam, temos Rooney Mara. A personagem que ela interpreta em “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres“, Lisbeth Salander, é muito difícil, mas Rooney se saiu muito bem. A frieza e o calculismo que ela empresta à sua personagem dão a tônica de um filme que chama a atenção pelo distanciamento emocional com que encara os fatos retratados – ainda mais tendo em vista que estamos diante de uma história bastante densa. São dela os melhores momentos do filme e a gente sente falta dela quando ela está ausente da tela. Uma atuação diferente e cuja presença numa noite como a do Oscar é motivo de comemoração – mesmo que, para isso, a AMPAS tenha que ter esquecido atuações muito melhores como a de Tilda Swinton, em “Precisamos Falar Sobre o Kevin”.

(Rooney Mara em “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” [2011] – diretor: David Fincher)

Quando Colin Firth abrir o envelope mais tarde e disser: “And the Oscar goes to…”, a verdade é que vai ser impossível ficar triste por uma  ou por outra. Seja Meryl Streep ou Viola Davis, o prêmio estará em ótimas mãos. Que vença a melhor!

fevereiro 26, 2012 at 9:47 pm 23 comentários

Posts antigos


A autora

Kamila tem 29 anos, é cinéfila, leitora voraz, escuta muita música e é vidrada em seriados de TV, além de shows de premiações.

Contato

cinefilapn@gmail.com

Último Filme Visto

Lendo

Arquivos

Blog Stats

  • 455.606 hits

Feeds