Se Beber, Não Case! – Parte II

junho 11, 2011 at 12:14 am 22 comentários

Quando estreou em 2009, a comédia “Se Beber, Não Case!” acabou se transformando num enorme sucesso mundial e num divisor de águas nas carreiras de todos aqueles que estavam envolvidos na obra. Era inevitável uma continuação e ela vem através de “Se Beber, Não Case! – Parte II”, que reúne novamente o diretor Todd Phillips e os atores Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis e Justin Bartha na reprise dos papeis que interpretaram no primeiro filme.

O roteiro escrito por Craig Mazin, Scott Armstrong e Todd Phillips segue a mesma fórmula vista no primeiro longa dessa série cinematográfica. Novamente, temos a reunião dos quatro amigos Phil (Cooper), Stan (Helms), Alan (Galifianakis) e Doug (Bartha) para uma despedida de solteiro (desta vez, quem está se casando é o personagem de Ed Helms) com consequências sérias (o desaparecimento de um deles – no caso deste filme, o cunhado de Alan, o estudante universitário Teddy) e desenrolar “perigoso” – dessa vez em Bangcoc, capital da Tailândia.

Como já explicitamos aqui, o roteiro segue a mesma linha narrativa de “Se Beber, Não Case!”, então acompanhamos os amigos tentando relembrar o que aconteceu na noite anterior, de forma a poderem voltar do jeito que saíram para a tal cerimônia de casamento. Por justamente repetir o eixo do filme anterior, “Se Beber, Não Case! – Parte II” tem que nos chamar atenção de uma outra forma. Qual seria ela? Mais situações típicas das comédias escatológicas, com mais daquelas piadas de baixo calão que foram típicas do longa anterior.

Neste sentido, é bom observar que não existe limite na elaboração das piadas, agora fique atento para um lado bastante curioso: por mais que as aventuras que os quatro amigos vivam sejam bem subversivas, bem longe daquilo que eles praticam em sua rotina diária, a farra deles ainda é um tanto “certinha”. O casado Phil, por exemplo, apesar de ter a maior pinta de malandro, nunca é visto ao lado de outras mulheres – essas aventuras ficam para o solteiro (até que ele se case, mesmo que ele esteja namorando/noivando, ele continua solteiro) Stu; enquanto que o outro casado do grupo, Doug, volta sempre correndo para a barra da saia da mulher antes que tudo saia do controle. A gente não conta Alan porque ele parece ser uma daquelas pessoas que ainda não está certa de sua verdadeira identidade.

Por ser um plágio de si mesmo, “Se Beber, Não Case! – Parte II” acaba sendo uma verdadeira decepção. Sim, você vai rir bastante. Sim, você vai ter aquilo que você procurava ao assistir a este filme. Mas, a verdade é que a trama não evolui. É o mais do mesmo. Até mesmo nos conflitos centrais – Stu, por exemplo, continua lutando contra pessoas de personalidade mais forte que a dele. E isso é muito pouco para o que esse filme prometia. A única parte em que vemos um verdadeiro show mesmo é nos créditos finais, com as fotos dos momentos das farras dos quatro amigos em Bangcoc. Aí, sim, você irá se contorcer de tanto rir.

Cotação: 6,5

Se Beber, Não Case! – Parte II (The Hangover Part II, 2011)
Direção: Todd Phillips
Roteiro: Craig Mazin, Scott Armstrong e Todd Phillips (com base nos personagens criados por Jon Lucas e Scott Moore)
Elenco: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha, Ken Jeong, Paul Giamatti, Mike Tyson, Jeffrey Tambor, Jamie Chung

Entry filed under: Cinema.

O Primeiro que Disse Cena da Semana*

22 Comentários Add your own

  • 1. Alexsandro Vasconcelos  |  junho 11, 2011 às 12:18 am

    Como se já não bastasse o primeiro ser plágio de Cara, Cadê Meu Carro.

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  • 2. Otavio Almeida  |  junho 11, 2011 às 12:29 am

    Isso! Não evolui. Bate e volta. Repete. Engraçado? Hmm, poucas vezes. A grande decepção do ano. Até agora.

    Bjs!

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    • 3. Kamila  |  junho 11, 2011 às 12:32 am

      Alexsandro, bom, eu nunca assisti “Cara, Cadê Meu Carro?” rsrsrsrs

      Otavio, pois é. Não evoluiu e nem é engraçado…. Pelo menos, não para mim. Somente nos créditos finais, como eu mesma disse. Beijos!

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  • 4. Amanda Aouad  |  junho 11, 2011 às 1:20 am

    É, o filme é quase um remake do primeiro. Mas, o incrível é que a gente ainda dá risada e a bilheteria vai ao alto. Por isso, lamentavelmente já anunciaram o terceiro. Será que vão casar Alan?

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  • 5. Alan Raspante  |  junho 11, 2011 às 1:57 am

    Então Kamila, deixei pro DVD [como tantos outros…]. O problema, pelo visto, é o fato de ser um ‘remake’ do primeiro… E, olha que vão lançar uma terceira parte…

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  • 6. Luis Galvão  |  junho 11, 2011 às 3:29 am

    oxe, nem gosto muito do primeiro. Foi algo meio superestimado na época que hoje, por exemplo, já é meio chatinho. Esse daí, como você bem disse, é um plágio dele mesmo, não se reformulou e continuou na mesma. Não tem vida longa, felizmente.

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    • 7. Kamila  |  junho 11, 2011 às 3:48 am

      Amanda, eu ri somente nos créditos finais. Só ficou faltando o Alan, né??? Mas, acho que o filme poderia dar um up no roteiro, colocar outra situação chave, sei lá…

      Raspante, pois é. Se Beber Não Case em Amsterdã… Já dá para prever o que irá acontecer…

      Luís, eu adoro o primeiro filme, mas essa continuação não entrou. Um filme mais do mesmo, que não apresenta nada de novo, o que é uma pena.

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  • 8. João Linno  |  junho 11, 2011 às 10:49 am

    Eu gostei. Já esperava que eles iriam repetir a fórmula, por isso fui sem esperar muita coisa. O primeiro filme eu não achei aquilo tudo, ri em pouquíssimas partes. Nessa continuação eles assumiram que “chutaram o balde” e rechearam o filme com algumas piadas legais. Achei um bom entretenimento.

    Ps’ A continuação vai ser em Amsterdã? Será que vai ter um toque de “Gigolô Europeu por acidente”? MEDO!

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  • 9. Hneto  |  junho 11, 2011 às 2:27 pm

    Sinto falta do politicamente incorreto no cinema e na TV, todo mundo é bonzinho demais, certinho demais, “inho” demais, Luciano Huck demais. Todo mundo engessado sem poder dizer ou fazer nada, por isso chama minha atenção quando um filme vai na contramão dessa política e consegue, ainda, fazer sucesso.

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  • 10. João Paulo Rodrigues  |  junho 11, 2011 às 4:52 pm

    Parece piada, mas a tematica da franquia de Todd Phillips está em ter uma estrutura que você pode colocar inúmeros elementos e mesmo assim conseguir rir da situação. Claro que fica notável que não será como o primeiro mas se ainda essa mesma piada consegue nos fazer rir, sem duvida o seu verdadeiro proposito está latente e funciona perfeitamente.

    Beijos Milla.

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    • 11. Kamila  |  junho 11, 2011 às 11:41 pm

      João Linno, eu acho o primeiro filme bem melhor que essa continuação. Ri muito mais do que agora. A continuação parece que será em Amsterdã. Isso são rumores não confirmados ainda…

      Herculano Neto, eu também sinto falta do politicamente incorreto, de vez em quando, mas não precisa ser tão escrachado demais. Acho que um pouco de respeito ainda tem que ser mantido.

      João, mas, o problema é que essa continuação não me fez rir… Beijos!

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  • 12. Jonathan Nunes  |  junho 11, 2011 às 7:00 pm

    Na verdade eu já espera que esse longa fosse mais do mesmo, agora a terceira parte é que teremos que ver visto que todos já estão casados e eu não acho que casar o Alan é uma opção. Só espero que seja melhor que esse segundo.
    Bjus.

    Responder
  • 13. bruno knott  |  junho 11, 2011 às 7:32 pm

    Apesar da “cópia” acho que boas risadas já são suficientes pro filme ser considerado uma experiência bacana… talvez não valha o ingresso do cinema, mas no dvd tá mais do que bom! 😉

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  • 14. Paulo Ricardo  |  junho 11, 2011 às 9:33 pm

    A melhor comédia de 2009 não teve uma boa recepção da critica na continuação.Sobre o filme seguir a mesma linha do primeiro eu tenho lido constantemente esse ponto negativo.Vou ver amanhã,pq semana passada deixei pra ver Piratas do Caribe.Eu gosto muito do primeiro filme.

    *Ontem eu vi Passe Livre dos irmãos Farrelly.Vale dar creditos a uma dupla que entregou Debi e Loide e Quem Vai Ficar com Mary?.A carreira deles esta ladeira abaixo a alguns anos,e perderam o posto de “rei da comédia” para Judd Apatow.Antes só do Que Mal Acompanhado com Ben Stiller já indicava a decadencia deles.Passe Livre estava indo mal,com piadas preconceituosas e um humor(se pode chamar aquilo de humor né)de baixo nivel,De repente me aparece um Pênis na tela.Pelo amor de deus né,eu só terminei de ver por respeito aos diretores,se bem que com esse tipo de humor os irmãos Farrelly não merecem nem respeito mais….

    Beijos.

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    • 15. Kamila  |  junho 11, 2011 às 11:42 pm

      Jonathan, se tiver o terceiro filme, o que deve ter mesmo, espero que seja melhor que essa Parte II. Beijos!

      Bruno, mas nem boas risadas eu consegui dar… Acho que no DVD deve funcionar melhor.

      Paulo, “Passe Livre” é HORROROSO! O cinema dos Farrelly tá decadente por demais…. Beijos!

      Responder
  • 16. Andinhu S. de Souza  |  junho 12, 2011 às 12:17 am

    Apesar de amar o primeira, não levo muita fé nesse. Mas vamo ver neh =D

    Responder
    • 17. Kamila  |  junho 12, 2011 às 12:20 am

      Andinhu, assista e tire suas próprias conclusões. Eu, particularmente, não gostei.

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  • 18. Victor Nassar  |  junho 12, 2011 às 5:07 pm

    Certamente uma decepção, sobretudo por errar no tom das piadas de mal gosto. Acho que o problema maior não é nem se “repetir”, mas adicionar pouca coisa em relação ao que já foi visto em termos de BOA piada. “Esqueceram de Mim 2”, por exemplo, repete a fórmula do primeiro, mas engrandece tudo no segundo, trazendo novos elementos a uma mesma premissa. “Se Beber, Não Case 2” tenta algo de novo ao explorar cenas mais “fortes”, digamos assim. O problema é quando a piada justamente pula aquela linha do ousado pro desnecessário. Não vou dizer que não tenha rido, mas no geral foi bem vergonhoso.

    Responder
  • 19. Eduardo Monteiro  |  junho 12, 2011 às 7:23 pm

    Eu sinceramente acho que a repetição é realmente um problema por não se aprofundar e explorar melhor os elementos de sucesso, apenas aumentá-los. A cena de Stu no primeiro filme tocando piano no quarto do hotel e cantando uma música sobre a situação deles se encaixava bem, já que eles estavam razoavelmente calmos aguardando o tigre se dopar com os calmantes. Aqui, eles colocam Stu cantando novamente uma música sobre suas desventuras, mas surge deslocada e improvável já que, como ele é o noivo dessa vez, é de longe o mais estressado.

    Mas a repetição que mais me incomodou de fato foi a da fórmula geral. Me refiro ao fato de a história que vemos durante a maior parte da projeção NÃO se relacionar com o desaparecimento em si. Na primeira vez, achei a explicação bem pensada, mas aqui me senti um idiota por acompanhar toda aquela trama policial à toa!

    O único jeito de uma nova continuação ser boa é mudar a fórmula, porque agora todo mundo já sabe ONDE procurar as dicas.

    Não sei se todos concordam.

    Abraços

    Responder
    • 20. Kamila  |  junho 12, 2011 às 11:24 pm

      Victor, perfeito seu comentário! Excelente e concordo com tudo!

      Eduardo, seja bem vindo! 🙂 Eu concordo totalmente contigo, como meu texto mesmo comprova. A repetição foi um grande problema para essa continuação. Abraços!

      Responder
  • 21. Paulo Ricardo  |  junho 13, 2011 às 4:06 am

    Eu aprendi uma coisa com a grandecrítica Isabela Boscov.Ela costuma dizer nos videoblogs dela,”Uma bobagem quando diverte,vale a pena”.Uso essa frase para falar de Se Beber,Não Case 2.Não me lembro de recentemente ter visto um filme que praticamente conta a mesma história do original.É impressionante a falta de ousadia de Todd Philips(que dessa vez assina o roteiro),que só modifica alguns detalhes do primeiro filme.Sai Las Vegas entra Bangcog,o noivo Doug(Justin Bartha)e dessa vez é Ed Helms que assume o posto de “noivo atrasado”,se no primeiro filme eles negociam com o asiatico dessa vez é com o persoangem de Paul Giamatti(que na verdade é do FBI)e até a cena final é a mesma.Tudo igualzinho ao primeiro filme.Kamila o filme tem muitas piadas escatologicas e um humor “incorreto”.Vamos a lista:
    1-Um macaco fumando um “baseado”.
    2-Um dedo amputado.Vale ressaltar que vimos a amputação apenas por fotos.Digo “Apenas” pq Todd Philips não poupou nenhum detalhe rss.
    3-Uma cena de nu frontal com um travesti.
    4.Não reclamamos de Velozes e Furiosos 5 passar uma imagem negativa da cidade do Rio.Os tailandeses teriam mais motivos para reclamar da visão dos 3 amigos do país,pq é a pior possivel.
    5-O asiatico(o filme não explica se é chines,japones..) que participou do primeiro filme tem uma overdose de cocaína.
    Lembrei de 5 situações de um tipo de humor pesado e grosseiro.Mas Kamila eu ri.Quando o asiatico explica que o macaco é um “avião do trafico” eu ri muito.Estou sendo sincero de confessar rss,diferente de Passe Livre dos irmãos Farrely que eu não movi uma face do meu rosto em Se Beber Não case 2 eu dei “Ruins Gargalhadas”(não vou dizer Boas Gargalhadas).Mas o primeiro é melhor.O resultado final não agrada.Não é pq eu achei graça de algumas cenas que o filme é bom.A estrutura narrativa não tem muito sentido.Repare como o roteiro é cheio de furos,toda vez que os personagens não conseguem lembrar do que ocorreu na noite de bebedeira eles tem um lapso de memoria e lembram.Não funciona né.Agora não me ofendeu e nem achei assustador de ruim.Um filme que ganha o Globo de Ouro de Melhor Filme Comédia/Musical em 2009,devia ter uma preocupação com a parte artistica.Buscar na continuação dar um salto de qualidade artistica.Isso não ocorreu na continuação.E vale ressaltar que um dos pontos fortes é a quimica do trio de atores Zach Galifianakis,Ed Helms e Bradley Cooper.Você foi muito feliz na sua critica ao observar que a farra deles é “certinha” e isso é um erro de Todd Philips que não sabe construir o perfil dos personagens(devia aprender com o mestre Judd Apatow que nos seus filmes os homens estão estacionado na adolescencia e as mulheres é que comandam).Digamos que a visão de Philips é bem machista.Minha nota é 7,0 e dou 2 estrelas(cotação 5).Esperava mais desse filme.

    Beijos e bom inicio de semana

    Responder
    • 22. Kamila  |  junho 14, 2011 às 12:37 am

      Paulo, a sua análise sobre este filme é boa e eu concordo com vários pontos do que você disse. Além do filme ser mais do mesmo, algumas piadas sujas dele funcionam bastante e isso é inegável. A força do longa acaba vindo mesmo da química do trio central. Eu também esperava mais desse filme. Beijos e bom início de semana pra você também!

      Responder

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A autora

Kamila tem 29 anos, é cinéfila, leitora voraz, escuta muita música e é vidrada em seriados de TV, além de shows de premiações.

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