Eu Sou o Número Quatro

maio 6, 2011 at 2:06 am 20 comentários

“Eu Sou o Número Quatro”, filme dirigido por D.J. Caruso, é aquele tipo de obra que não perde tempo com contextualizações e já insere o espectador direto na ação. A gente não vai entender direito porque existem criaturas assombrosas e um monstro perseguindo aquelas duas pessoas numa remota cabana, mas logo iremos compreender que isso tudo faz parte de um plano que consiste em assassinar os descendentes de um planeta extraterrestre, que carregam consigo dons diversos que são parcelas de tudo aquilo que era a sociedade deles.

Essas pessoas que carregam esses poderes especiais vivem espalhadas ao redor da Terra, protegidas por guardiões e experimentam uma existência em que elas não possuem qualquer tipo de identidade ou raízes. A vida delas é pautada pelo medo de serem descobertas por seus algozes e é justamente isso que irá definir cada passo e cada planejamento imediato ou futuro delas. É, literalmente, viver cada dia como se o outro não fosse existir, ou como se o outro fosse um completo mistério para eles.

O título deste longa faz referência ao personagem interpretado pelo novo candidato a galã Alex Pettyfer. A diferença dele para os seus pares é que ele não vive uma vida pacata. A cada nova cidade em que ele chega, ele tenta se inserir na cultura e no ambiente locais. Consequentemente, chamar a atenção dos outros cobra um preço alto dele (as constantes mudanças). Quando se transfere com seu guardião Henri (Timothy Olyphant) para Paradise-Ohio, o adolescente vive mais um grande conflito, na medida em que se envolve emocionalmente com Sarah (Dianna Agron, da série “Glee”), descobre seus novos poderes e encontra gente igual a ele – o que faz com que a jornada verdadeira dele, como portador desses dons todos, seja-lhe revelada de uma forma definitiva.

No decorrer dos 109 min. de duração de “Eu Sou o Número Quatro”, podemos encontrar referências diretas a muitas obras. Em primeiro lugar, o romance entre John (Pettyfer) e Sarah lembra muito o amor de Bella e Edward na saga “Crepúsculo”. Em segundo lugar, o filme equilibra conflitos da vida juvenil com grandes batalhas de herois e vilões a la “Smallville” (é importante mencionar, nesse ponto, que dois dos roteiristas deste filme – Alfred Gough e Miles Millar – são criadores desta série). Em terceiro lugar, temos o elemento sobrenatural que é uma influência direta de “Arquivo X”. O resultado dessa salada mista é um filme que, apesar de muito clichê, tem potencial para ser uma franquia inofensiva, se tiver sua premissa principal bem trabalhada – algo que, é bom frisar, não foi feito nesta obra.

Cotação: 3,5

Eu Sou o Número Quatro (I Am Number Four, 2011)
Direção: D.J. Caruso
Roteiro: Alfred Gough, Miles Millar e Marti Noxon (com base no livro de Jobie Hughes e James Frey)
Elenco: Alex Pettyfer, Timothy Olyphant, Teresa Palmer, Dianna Agron, Kevin Durand

Entry filed under: Cinema.

Biutiful Pânico 4

20 Comentários Add your own

  • 1. João Paulo  |  maio 6, 2011 às 2:10 am

    É filme para plano de franquia. Se fosse um desenho seria melhor …
    Mesmo com sua nota relativamente baixa mas reflita … teve filmes piores … Percy Jackson … Jumper e entre outros …

    Beijos Milla!

    Responder
    • 2. Kamila  |  maio 6, 2011 às 2:25 am

      João Paulo, com certeza, plano pra franquia! E eu não vi “Percy Jackson”, mas concordo que ele é melhor que “Jumper”. Qualquer coisa, aliás, é melhor que “Jumper”… rssrss Beijos!

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  • 3. Paulo Ricardo  |  maio 6, 2011 às 5:30 am

    D.J Caruso acertou em Paranoia e Controle Absoluto.Mas ambos os filmes tinham Spielberg como produtor executivo.Sua critica me deixou temeroso.Bjs.

    Responder
  • 4. Rafael W. Oliveira  |  maio 6, 2011 às 9:18 am

    Só vi um filme do Caruso, que foi Paranóia. Não é bom bastante pra gerar meu interesse por esse, mas verei no DVD.

    http://cinelupinha.blogspot.com/

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  • 5. Alan Raspante  |  maio 6, 2011 às 10:08 am

    Esse daqui, eu não vou encarar nem no DVD! rsrs

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    • 6. Kamila  |  maio 6, 2011 às 12:00 pm

      Paulo, “Paranoia” e “Controle Absoluto” são dois filmes bastante regulares. Beijos!

      Rafael, acho que este filme ai é perfeito pro DVD mesmo!

      Raspante, pois é! rsrsrs

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  • 7. João Linno  |  maio 6, 2011 às 10:41 am

    Não me animei para ver esse filme. Quem sabe qdo sair em DVD…

    Responder
    • 8. Kamila  |  maio 6, 2011 às 12:00 pm

      João Linno, como eu disse, acho que a obra deve funcionar bem em DVD.

      Responder
  • 9. Reinaldo Matheus Glioche  |  maio 6, 2011 às 2:05 pm

    Esse só na Tv por assinatura mesmo. D.J Caruso é um bom diretor de filmes de ação, mas pelo visto aqui ele não acertou a mão né?
    Bjs

    Responder
  • 10. Victor Nassar  |  maio 6, 2011 às 5:00 pm

    Interessante, pero no mucho. Não me vi, mas nada nele me convence. Isso aí só na tv mesmo.

    Responder
  • 11. Victor Nassar  |  maio 6, 2011 às 5:00 pm

    ***Não vi.***

    Responder
    • 12. Kamila  |  maio 6, 2011 às 11:42 pm

      Reinaldo, não acertou muito a mão, não. Mas, o filme não é ruim! Beijos!

      Victor, TV tá bom! 🙂

      Responder
  • 13. Alyson  |  maio 6, 2011 às 7:53 pm

    Senti um tom irônico no ultimo parágrafo, isso procede mesmo? hehe’ Não vi o filme, justamente pelos argumentos que você apresentou e outra, estamos na estréia de Thor, provavelmente darei atenção ao deus do trovão, por enquanto. rs!

    Abraço!

    Responder
  • 14. Amanda Aouad  |  maio 6, 2011 às 8:20 pm

    Depois que li o livro achei o filme ainda pior, hehe, eles focam muito na ação e no romance juvenil e esquecem de contextualizar melhor a história do planeta Lorien. Sua nota está mais do que boa para o resultado, hehe.

    Responder
    • 15. Kamila  |  maio 6, 2011 às 11:43 pm

      Alyson, não foi irônico, não! rsrsrsrsrs Eu vi “Thor” hoje. Filme melhor que esse aí! 🙂 Abraços!

      Amanda, eu não fiquei com curiosidade de ler o livro, depois do filme…. rsrsrsrsrs

      Responder
  • 16. Cristiano Contreiras  |  maio 7, 2011 às 2:09 am

    Tenho medo deste filme, juro! rs

    Responder
  • 17. Andinhu S. de Souza  |  maio 10, 2011 às 10:27 pm

    Teenho a impressao de que não vou curtir muito, mas quero ver!

    Responder
  • 18. Clóvis Tayllon  |  novembro 19, 2011 às 6:22 pm

    Kamila, você pode me contar o porquê dos atuais diretores tratarem as adaptações de forma tão desrespeitosa? Eu li o livro meses atrás e só agora com a chegada do DVD às locadoras, eu consegui assistir ao filme.

    O diretor de “Eu sou o número quatro” repete os mesmos erros que Chris Columbus cometeu em “Percy Jackson” e David Yates em “Relíquias da Morte, parte 2”. No livro, J.K. Rowling dá coerência, tempo e espaço à batalha de Hogwarts e às mortes dos personagens. No filme, David Yates transforma tudo em uma ato épico, mas sem emoção alguma. Ele ousa até mesmo omitir ou desmerecer as mortes de personagens importantes. Em “Percy Jackson e o ladrão de raios”, o autor, Rick Riordan, também trata as cenas de ação com o maior primor sem negligenciar a história. Já Chris Columbus esqueceu que a série podia ter continuações e transforma tudo em um espetáculo espalhafatoso e vazio.

    O livro de “Eu Sou o Número Quatro” é eletrizante porque o autor utiliza muitas passagens de ação, mas as coloca de maneira ordenada e espaçadas ao longo da obra, tornando a leitura bem mais divertida. Por exemplo, quando o cachorro luta contra o monstro alienígena para defender o dono e quase morre na tentativa, o garoto o acolhe nos braços e pede para que ele não morra. Bonito, não é? Então porque não utilizaram isso no filme também? Embora seja um pouco “teen” demais, o livro é excelente. Já a adaptação cinematográfica é rápida, sem emoção e esquecível.

    Pontos Negativos: um roteiro mal adaptado cheio de diálogos prontos e uma direção amadora que falha ao captar a essência da história.

    Pontos Positivos: a fotografia, os atores (que representaram os personagens do livro com perfeição) e os efeitos especiais (que são muito bons para um filme com um orçamento de 50 milhões de dólares).

    Ah, e já ia esquecendo: Tu acredita que eu não me surpreendi em nada quando vi o nome de Michael Bay nos créditos como produtor?

    Nota: 4,8

    Abraços!

    Responder
    • 19. Clóvis Tayllon  |  novembro 19, 2011 às 6:37 pm

      Também esqueci de dizer uma coisa. O livro é meio clichê mesmo mas não é tão vazio quanto o filme, que ao invés de contar a história só sabe se preocupar com as lutas.

      Responder
      • 20. Kamila  |  novembro 19, 2011 às 9:52 pm

        Cristiano, tenha mesmo! rsrsrsrs

        Andinhu, pois é… Só assistindo pra ver.

        Clóvis, eu nem me lembrava do nome do Michael Bay como produtor deste filme…. Então, sobre as adaptações: não é que os filmes tratam os livros de forma desrespeitosa, mas não se dá para adaptar um livro literalmente pro cinema, porque existe diferença de linguagem entre o meio literário e o cinematográfico e isso tem que ser respeitado. Eu aprecio as adaptações que vão além do livro, que são uma obra independente do livro e que me mostram algo que eu ainda não tinha percebido do livro. O filme é ruim…. Não conheço o livro pra julgar a história e o trabalho de adaptação que foi feito. Abraços!

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A autora

Kamila tem 29 anos, é cinéfila, leitora voraz, escuta muita música e é vidrada em seriados de TV, além de shows de premiações.

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