Comer Rezar Amar

outubro 8, 2010 at 9:24 pm 30 comentários

A premissa principal de “Comer Rezar Amar”, filme dirigido por Ryan Murphy (mais conhecido como o criador da série “Glee”), retrata uma situação com a qual a maioria das mulheres pode se identificar, porque já estivemos numa encruzilhada como a vivida por Liz Gilbert (Julia Roberts). Ela é uma escritora de relativo sucesso, não tem dificuldades para encontrar alguém para amar, mas ela chegou em um determinado momento de sua vida em que percebeu que ela não sabe bem aonde está indo. Está claro que Liz precisa se reencontrar e redefinir as suas prioridades, aquilo por que ela quer brigar, aquilo que ela deseja para si mesma e para a sua vida.

Movida por este desejo, Liz larga tudo que construiu em Nova York e embarca em uma viagem de um ano pela Itália, Índia e Bali com o objetivo de se reconectar consigo mesma, de reencontrar a felicidade nos pequenos momentos e, principalmente, de aprender a se amar – porque, por mais clichê que isto possa parecer, a pura verdade é que somente ao nos amarmos é que estamos prontos para vivenciar um grande amor.

Ou seja, no decorrer dos 133 minutos de duração deste filme, acompanharemos a jornada de autodescoberta de Liz Gilbert enquanto ela come, reza e ama. Três necessidades básicas do ser humano. Três coisas que são, aparentemente, simples, mas que, neste filme, ganham todo um significado diferente. Baseado num best-seller mundial, “Comer Rezar e Amar” é uma obra tipicamente de auto-ajuda, que nos relembra que a vida é feita de momentos de altos e baixos e que, às vezes, a gente se vê sem saída; quando, na verdade, a nossa vida é fruto de nossas escolhas e só depende de nós mesmos fazermos as mudanças que vão acabar sendo benéficas para nós mesmos.

Tendo uma história “apelativa” como esta era muito difícil que Ryan Murphy cometesse algum tipo de erro muito grande. Porque “Comer Rezar Amar” nos cativa desde a sua primeira cena. O diretor merece todos os créditos por ter conseguido Julia Roberts para o papel principal de sua obra. Uma das maiores estrelas de cinema que conhecemos, Julia é a atriz perfeita para este papel, porque ela tem carisma, vulnerabilidade e sabe passar bem os conflitos vividos por Liz Gilbert. Apoiada por um ótimo elenco de coadjuvantes, por locações divinas e por cenas que exploram muito bem o talento que ela possui, Julia brilha por completo aqui. E como é bom vê-la se destacando após uma série de filmes em que ela foi tão distante daquilo que pode render.

Cotação: 8,0

Comer Rezar Amar (Eat Pray Love, 2010)
Direção: Ryan Murphy
Roteiro: Ryan Murphy e Jennifer Salt (com base no livro de Elizabeth Gilbert)
Elenco: Julia Roberts, Billy Crudup, Viola Davis, Mike O’Malley, James Franco, Richard Jenkins, Javier Bardem

Entry filed under: Cinema.

Chéri Cena da Semana

30 Comentários Add your own

  • 1. alan raspante.  |  outubro 8, 2010 às 9:40 pm

    Bem, impossível não se render ao filme. Acho que verei ele ainda esta semana. Gosto da Roberts.

    Responder
    • 2. Kamila  |  outubro 8, 2010 às 9:43 pm

      Raspante, os meninos não têm gostado muito desse filme, não! rsrsrsrs Eu gosto da Roberts também!

      Responder
  • 3. Paulo Ricardo  |  outubro 8, 2010 às 10:12 pm

    1°critica positiva ao filme.Vou tentar ver essa semana.Vou fazer o seguinte Kamila,se amanhã eu for no cinema e tiver horario para Tropa de Elite 2 eu vejo o filme de José Padilha.Se não tiver eu embarco na viagem de Julia Roberts.

    Responder
    • 4. Kamila  |  outubro 8, 2010 às 10:28 pm

      Paulo, faz certo. Se eu tivesse que escolher, também assistiria ao de Padilha primeiro!

      Responder
  • 5. Amanda Aouad  |  outubro 9, 2010 às 3:34 am

    Sua visão foi bem parecida com a minha, Kamila. Não tem mesmo como não se identificar em algum momento. É um filme gostoso de se ver. E é bom ver Julia Roberts em um filme melhor.

    Responder
  • 6. Paulo Ricardo  |  outubro 9, 2010 às 11:42 am

    A Associação de Criticos que votam no Globo de Ouro deve estar torcendo para o sucesso desse filme.Afinal Julia Roberts foi indicada 2 vezes no ultimos 2 filmes dela.Pelo superestimado Duplicidade do também superestimado Tony Gilroy(convenhamos Conduta de Risco não é tudo isso),e 1 ano antes por Jogos do Poder em que tudo brilha no filme(o sarcasmo de Tom Hanks e a otima euforia de Philip Seymour Hoffman nomeado merecidamente ao Oscar)menos Julia Roberts.Isso não foi o bastante para ela ser indicada ao Globo de Ouro de Atriz Coadjuvante por Jogos do Poder e Atrzi Comédia/Musical por Duplicidade(esse filme não é comédia nem musical??).Kamila vc que já viu Comer,Rezar,Amar pode falar.Roberts consegue chegar ao Globo de Ouro esse ano?(pq o Oscar já vi que não chega).Beijos.

    Responder
  • 7. Reinaldo Matheus Glioche  |  outubro 9, 2010 às 12:49 pm

    Gostei da sua crítica. Como sempre, completa, detalhada e atenta. Ainda não vi o filme (o verei neste fim de semana), mas de pronto tenho uma discordância de vc: não acho que Julia estivesse tão distante do que poderia render nos últimos filmes. Achei-a ótima e agradabilíssima em Duplicidade por exemplo.
    Bjs

    Responder
    • 8. Kamila  |  outubro 9, 2010 às 10:19 pm

      Amanda, exatamente!

      Paulo Ricardo, com certeza, imagino este filme no Globo de Ouro. É a cara deles. Beijos!

      Reinaldo, obrigada! Eu acho que a Julia poderia ter rendido mais em seus últimos filmes, mas admiro a forma como ela tem direcionado a carreira dela. Beijos!

      Responder
  • 9. Mayara Bastos  |  outubro 9, 2010 às 1:14 pm

    UAU! Amei sua crítica. Confesso que gosto do toque que o livro retrata essa viagem da Liz, me identifiquei muito com ela. E até tinha ressalvas da Julia fazer a personagem pela diferença de idade. Fiquei mais animada por ela ter mandado bem. Acho que queimei minha língua por isso. rsrs. À conferir.

    Beijos e tenha um ótimo feriado! 😉

    Responder
  • 10. Leandro  |  outubro 9, 2010 às 3:38 pm

    Declaradamente não sou o maior fã de Julia Roberts,mas depois de ler tantos elogios a sua atuação fiquei até um pouco curioso.
    Abraços

    Responder
  • 11. cleber eldridge  |  outubro 9, 2010 às 8:47 pm

    É um filme gostoso de se assistir, vi na estreia americana, rs -, Julia Roberts está em um ótimo momento!

    Responder
    • 12. Kamila  |  outubro 9, 2010 às 10:20 pm

      Mayara, obrigada! Eu não li o livro, mas me identifiquei com a personagem principal e queria ter a coragem dela para largar tudo! Beijos e ótimo feriado.

      Leandro, fique mesmo! Abraços!

      Cleber, está mesmo!

      Responder
  • 13. Roberto Queiroz  |  outubro 9, 2010 às 9:34 pm

    Foi uma grata surpresa essa e muito do sucesso se deve a presença de Javier Bardem e Richard Jenkins no elenco. Há tempos não saía satisfeito ao final de um filme com Julia Roberts!

    Responder
  • 14. bruno knott  |  outubro 9, 2010 às 10:01 pm

    O filme foi malhado pelos críticos do rotten tomatoes e principalmente pelos usuários do IMDB, tendo uma nota extremamente baixa pelos padrões do site, mas sua crítica me despertou um interesse!

    Responder
    • 15. Kamila  |  outubro 9, 2010 às 10:21 pm

      Roberto, você menospreza a Julia Roberts no fator do sucesso do filme. Mas, eu concordo que ela está escudada por um excelente elenco de apoio!

      Bruno, críticos, às vezes, estão errados e, para mim, este é o caso!

      Responder
  • 16. Matheus Pannebecker  |  outubro 10, 2010 às 7:15 pm

    Kamila, eu não tenho problemas com esse tipo de filme. Mas, para mim, o problema de “Comer Rezar Amar” é a redundância. Fiquei com a impressão de que o filme diz a mesma coisa do início ao fim!

    Responder
    • 17. Kamila  |  outubro 10, 2010 às 9:12 pm

      Matheus, o pior que diz mesmo, mas, para mim, disse de forma eficiente. Adorei o filme!

      Responder
  • 18. Jonathan Nunes  |  outubro 10, 2010 às 9:33 pm

    Kamila, assim como você acho que as críticas negativas que este filme está recebendo estão equivocadas, tudo bem que o filme não é uma obra memorável, mas é eficiente na sua premissa. A Julia está muito bem e também dou destaque ao Richard Jenkins.
    Bjus.

    Responder
  • 19. Cristiano Contreiras  |  outubro 11, 2010 às 2:20 am

    Acho que é a primeira opinião positiva do filme mesmo…e, pelo que percebo, você aprecia bastante a Julia Roberts, talvez por isso a nota tenha sido tão alta e o filme tenha exercido melhor identificação contigo…rs

    Eu acho que o livro é bem melhor! E, sinceramente, não colocaria ela neste filme.

    Beijo!

    Responder
  • 20. Otavio Almeida  |  outubro 11, 2010 às 7:00 pm

    Ugh! Comi, rezei, amei e me deu indigestão. Resultado? Dormi.

    Bjs!

    Responder
    • 21. Kamila  |  outubro 12, 2010 às 3:26 am

      Jonathan, exatamente. Beijos!

      Cristiano, eu gosto da Julia, mas ela não é a minha atriz favorita. BeijO!

      Otavio, este filme é para meninas! Os homens vão dormir mesmo nele! 🙂 Beijos!

      Responder
  • 22. Otavio Almeida  |  outubro 11, 2010 às 10:41 pm

    Não consigo comentar no post de “A Bela e a Fera”. Meu comentário não está entrando…

    Responder
  • 23. Otavio Almeida  |  outubro 11, 2010 às 10:41 pm

    Aqui está:

    Ao lado de “O Rei Leão” é a minha animação favorita da retomada promovida pela Disney dos grandes musicais, desde o final dos anos 80, com “A Pequena Sereia”. Eterna!

    Bjs!

    Responder
  • 24. Rafael Carvalho  |  outubro 12, 2010 às 12:54 am

    Tenho medo, muito medo desse filme. Só a presença de Julia Roberts já me deixa com pé atrás e ainda parece ter aquele ar de lição de vida insuportável. Mas verei para tirar a prova.

    Responder
    • 25. Kamila  |  outubro 12, 2010 às 3:27 am

      Otavio, deve estar na caixa de Spam. Depois, resgato lá!

      Rafael Carvalho, não é o tipo de filme que os homens irão gostar, mas eu apreciei. Entendo seu medo!

      Responder
  • 26. Paloma  |  outubro 12, 2010 às 1:58 pm

    Eu entrei no cinema achando que o filme iria ser bom…e quando sai percebi que o filme foi muito melhor que eu esperava. É realmente um filme cativante e nos faz refletir bastante sobre o nosso equilibrio pessoal, nossos prazeres, nossa vida. Ainda não li o livro mas com toda a certeza vou ler agora . AHH e o Javier Bardem nem preciso falar né, ele é muito CATIVANTE e formou um par e tanto com a Julia Roberts, que está maravilhosa, é claro que ele falando portugues foi ..até bem, principalmete ele falando A FALSA MAGRA…realmente adorei a história de Liz.”É melhor ser alegre.Que ser triste.Alegria é a melhor.Coisa que existe.É assim como a luz.No coração…” essa música ficou na minha cabeça depois de um tempão.
    beijos

    P.S:Não posso deixar de comentar que o JAMES FRANCO tava um coisa né…ele é lindo demais. Ele tava sumido mas que bom que ele voltou, eu acho ele um ótimo ator além de belo.

    Responder
    • 27. Kamila  |  outubro 13, 2010 às 12:42 am

      Paloma, eu também achei este filme melhor do que eu esperava. Mas, não fiquei com vontade de ler o livro, curiosamente… Não gosto muito de literatura auto-ajuda. Beijos! E quem me encantou mais neste filme foi o Javier Bardem, mas concordo que o James Franco tava gatinho neste filme! 🙂

      Responder
  • 28. nilo  |  outubro 13, 2010 às 1:47 am

    suas palavras fazem o filme até parecer muito bom … ainda bem que leio depois de assistir… achei um filme mediano, me tirou boas risadas tem momentos emocionantes mas em muitas partes não me convence… gostei pq realmente achei que seria pior, mas não entra nem de longe entre os melhores… gostei mais de sua critica do que do filme… rsrs

    :p

    Responder
  • 29. Cassiano  |  novembro 5, 2010 às 11:18 pm

    Julia é Julia mesmo Kamila, e ela ainda tá linda!

    Responder
  • 30. Onde Está a Felicidade? « Cinéfila por Natureza  |  outubro 12, 2011 às 11:02 pm

    […] um tom bem definido de auto-ajuda, “Onde Está a Felicidade?” lembra muito um longa como “Comer, Rezar, Amar”. Teodora tem muitas características em comum com Liz Gilbert, a protagonista do filme dirigido […]

    Responder

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A autora

Kamila tem 29 anos, é cinéfila, leitora voraz, escuta muita música e é vidrada em seriados de TV, além de shows de premiações.

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