Temple Grandin

setembro 8, 2010 at 10:33 pm 15 comentários

Quando o Primetime Emmy Awards 2010, começou, na noite de 29 de agosto, pouca gente apostava no potencial de “Temple Grandin”, do diretor Mick Johnson, conquistar algumas das 15 categorias nas quais foi indicado. A verdade é que o telefilme era favorito absoluto em uma categoria, somente: a de Melhor Atriz em Telefilme ou Minissérie para Claire Danes. Mas, eis que, não só a obra papou esse troféu, como conquistou também outras seis estatuetas – roubando a cena por completo na premiação. 

É fácil entender o por quê do triunfo de “Temple Grandin” diante de seu mais forte concorrente: “You Don’t Know Jack”. Ao contrário do telefilme dirigido por Barry Levinson, esta obra conta uma história nada polêmica e que, na realidade, é um retrato inspirador – e real – de uma mulher que ultrapassou enormes obstáculos em busca de seu caminho na vida e do reconhecimento por aquilo que ela realmente queria fazer. 

A história de Temple Grandin (Claire Danes) é extraordinária por uma simples razão: portadora de autismo, ela teve que ultrapassar as limitações diárias de seu transtorno para se firmar profissionalmente em um ramo praticamente dominado por homens: o que estuda o comportamento animal – se tornando uma das maiores especialistas desse campo de estudo. Tudo que Temple passa tem o objetivo de fortificá-la, de moldar seu caráter e de fazer com que ela lutasse e encontrasse as suas próprias maneiras de progredir – mérito também, diga-se de passagem, de sua apoiadora família e de seus professores, pessoas que exerceram uma enorme boa influência sobre Temple também, fazendo com que ela não ficasse refém de seu transtorno. 

Por estar em tela em, praticamente, todas as cenas, chama mesmo a atenção da gente o trabalho desenvolvido por Claire Danes. A atriz desapareceu na pele de Temple Grandin, absorvendo para si mesma os tiques, o jeito de andar e o modo de falar – isso fica ainda mais notável depois de termos visto a Temple Grandin real no Emmy, falando sobre a obra e se emocionando com o alcance que o telefilme obteve. É, sem dúvida, a grande atuação dela até o momento, fato justificado pelos prêmios que ela tem conquistado por esse trabalho. 

Cotação: 7,0

Temple Grandin (Temple Grandin, 2010)
Direção: Mick Johnson
Roteiro: Christopher Monger e William Merritt Johnson (com base nos livros de Temple Grandin e Margaret Scarciano)
Elenco: Claire Danes, Catherine O’Hara, Julia Ormond, David Strathairn, Charles Baker

Entry filed under: TV.

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15 Comentários Add your own

  • 1. alan raspante.  |  setembro 8, 2010 às 11:10 pm

    O filme está sendo muito elogiado. Estou ficando cada vez mais empolgado em assistir, espero que seja lançado em DVD em breve.

    Responder
    • 2. Kamila  |  setembro 8, 2010 às 11:44 pm

      Raspante, tomara! Pena que esses telefilmes, às vezes, demoram a ser lançados em DVD.

      Responder
  • 3. Reinaldo Matheus Glioche  |  setembro 9, 2010 às 12:34 am

    Vc matou a charada do pq este filme foi amplamente premiado no último Emmy. Um filme inspirador que tem, como vc bem destaca, em Claire Danes seu grande trunfo. Contudo, conforme nos entendemos há três posts atrás, You don´t know Jack é um filme muito mais encorpado. Se esse tópico fosse o twitter eu postaria: #coisasdoemmy. rsrs.
    Bjs Ka!

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  • 4. Amanda Aouad  |  setembro 9, 2010 às 1:21 am

    Desde a cena que você colocou aqui fiquei curiosa por esse filme. Espero que seja lançado em DVD logo.

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    • 5. Kamila  |  setembro 9, 2010 às 1:45 am

      Reinaldo, “You Don’t Know Jack” é muito mais filme, sem dúvida alguma! #coisasdoemmy MESMO! 🙂 Beijos!

      Amanda, tomara que seja, mas, como eu disse aqui já, esses telefilmes demoram a ser lançados que é uma beleza, infelizmente.

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  • 6. cleber eldridge  |  setembro 9, 2010 às 2:48 pm

    Pois é, o filme levou tudo no emmy, e parece ser uma obra interessante, irei conferir em breve.

    Responder
    • 7. Kamila  |  setembro 9, 2010 às 3:27 pm

      Cleber, é interessante, sim, pode conferir sem medo!

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  • 8. Otavio Almeida  |  setembro 9, 2010 às 3:40 pm

    Eu não vi… Vou esperar pelo DVD. Mas fico curioso a respeito da atuação da Claire Danes, já que nunca vi nada de fantástico nela. Tirando a beleza, claro… 🙂

    Bjs!

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  • 9. Cristiano Contreiras  |  setembro 9, 2010 às 6:22 pm

    Ansioso pra conferir este, admiro a Danes desde…que eu era criança! rs

    Responder
    • 10. Kamila  |  setembro 9, 2010 às 10:38 pm

      Otavio, até este filme, eu também nunca tinha achado nada de fantástico nela. Mas, sem dúvida, ela está excelente aqui! 🙂 Beijos!

      Cristiano, muita gente gosta da Claire. Ela não é uma atriz da qual gosto muito, confesso….

      Responder
  • 11. Cassio  |  setembro 9, 2010 às 10:48 pm

    Kamila, está aí um outro trabalho produzido para a TV que desejo assistir, depois de ler tua contundente, mas nem por isso pueril, crítica.

    Já conheces a minha aversão por televisão. Portanto, só tu para não me deixar perder essas preciosidades…

    Sugiro um post sobre todos os indicados, aqueles que ficaram de fora, etc.

    😉
    Bjs

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    • 12. Kamila  |  setembro 10, 2010 às 1:01 am

      Cassio, assim que conferir os outros indicados, assim como outros telefilmes e minisséries, vou fazendo postagens por aqui! Obrigada pelo comentário e pela sugestão! Beijos!

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  • 13. Luis Galvão  |  setembro 12, 2010 às 9:13 pm

    É um filme que – de fato – é mais ‘fácil’ de se fazer (se compararmos com You Don’t Know), uma vez que a história inspiradora dessa mulher é um exemplo. Acho um trabalho competente no geral (Claire ótima mesmo) e também fiquei surpreso com os vários prêmios que ganhou.

    Responder
    • 14. Kamila  |  setembro 12, 2010 às 11:07 pm

      Luís, eu concordo com seu comentário!

      Responder
  • […] Globo de Ouro 2011: a vitória de Claire Danes, que foi demoradamente abraçada pela verdadeira Temple Grandin, o que a levou às lágrimas e à entrega de um discurso belo; o discurso um tanto inspirador do […]

    Responder

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A autora

Kamila tem 29 anos, é cinéfila, leitora voraz, escuta muita música e é vidrada em seriados de TV, além de shows de premiações.

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