Amor sem Escalas

fevereiro 5, 2010 at 10:04 pm 40 comentários

Esqueça o título nacional “Amor sem Escalas” e se fixe no original “Up in the Air”, que significa algo como estar nos ares. Esta é uma maneira perfeita para tentarmos classificar e entender a vida de Ryan Bingham (George Clooney, um ator que é perfeito para este papel), personagem principal do filme dirigido por Jason Reitman. Ele trabalha em uma companhia que realiza demissões em nome de outras empresas e, por causa disso, vive sem ter um eixo – uma vez que a rotina dele é totalmente passada em aviões, aeroportos, hotéis. 

O primeiro ato de “Amor sem Escalas” é suficiente para nos fazer compreender que Ryan se sente confortável com este estilo de vida, com o isolamento que tem, com a falta de conexões mais fortes com outras pessoas, com seu inteiro foco no trabalho que realiza e nas metas que ele estabeleceu para si mesmo – destaca-se aqui, por exemplo, o fato de que todos os objetivos de vida dele dizem respeito àquilo com o qual ele está familiarizado. É como se Ryan não conseguisse enxergar uma vida além daquela que ele já conhece. 

Todo esse mundo que Ryan Bingham conhece fica meio estremecido quando ele entra em contato com duas mulheres que “ameaçam” a rotina que ele tão cuidadosamente construiu para si mesmo. A primeira delas é Natalie Keener (Anna Kendrick, o sopro de vida do filme), uma jovem que está em ascensão na empresa na qual Ryan trabalha, que passará a ser sua companheira de viagem e uma espécie de pupila. A segunda delas é Alex Goran (Vera Farmiga), a qual é uma Ryan Bingham de saias, alguém que também não tem raízes e que vive pulando de cidade em cidade por causa do seu trabalho. 

Tendo como base o livro de Walter Kim, “Amor sem Escalas” é um filme que retrata a chegada de um momento na vida de um homem em que ele tem que decidir entre seguir o caminho que ele já conhece ou ter a ousadia de escolher algo que poderá mudar completamente a existência dele. Também é uma obra sobre prioridades e como elas são determinantes para as decisões que tomamos. Enfim, é uma obra sobre a vida, em que jovens ensinam aos adultos e vice-versa e em que encontramos pessoas que preferem agir ao invés de se arrependerem depois de não terem feito algo – mesmo que isso venha a machucá-las. 

Cotação: 9,5

Amor sem Escalas (Up in the Air, 2009)
Diretor: Jason Reitman
Roteiro: Jason Reitman e Sheldon Turner (tendo como base o livro de Walter Kim)
Elenco: George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick, Jason Bateman, Melanie Lynskey, J.K. Simmons, Danny McBride, Zach Galifianakis, Chris Lowell

Entry filed under: Cinema.

O Desinformante Cena da Semana

40 Comentários Add your own

  • 1. Yuri  |  fevereiro 5, 2010 às 10:20 pm

    Kamila, adorei o filme e é meu favorito particular para o prêmio principal. Adorei a construção dos personagens, os diálogos, o roteiro em si é muito bem escrito. Grandes méritos da sua trinca de atores completamente críveis, dando prazer de vê-los em cena. 9,2. Beijos.

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  • 2. João Paulo  |  fevereiro 5, 2010 às 10:21 pm

    Sabe aquele tipo de filme que te conquista de pouco a pouco mas quando chega ao final, queremos que não termine, mas não por sentimento egoista ou algo do tipo, mas sim por ser um filme tão proximos de nós mesmos que parece que o autor olhou para nós e retratou de uma maneira tão incrivel que ficamos encantados?

    Pronto … é esse filme …
    No more words to the things so beautiful and perfect.

    Responder
    • 3. Kamila  |  fevereiro 5, 2010 às 10:51 pm

      Yuri, meu favorito continua sendo “Avatar”; Eu adorei a personagem da Anna Kendrick, me identifiquei muito com ela. O elenco é o grande destaque mesmo! Beijos!

      João, é esse filme mesmo! Perfeita descrição!

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  • 4. Reinaldo Matheus Glioche  |  fevereiro 5, 2010 às 10:57 pm

    Adorei o filme. Para mim, junto com Bastardos inglórios, é o grande filme do ano. Uma pena que seja eclipsado por outros filmes menos ressonantes. Anna Kendrick está realmente fantástica, mas se me permite discordar de vc, Clooney é o sopro de vida do filme. A fita de Reitman não teria o impacto que tem se não fosse por ele. Mas o filme como um todo é bem redondinho. Nove e meio é uma nota justa.
    Bjs

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    • 5. Kamila  |  fevereiro 5, 2010 às 11:20 pm

      Reinaldo, eu não consigo gostar do Clooney, é essa a questão! rsrsrrs Beijos!

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  • 6. Brenno Bezerra  |  fevereiro 5, 2010 às 11:35 pm

    É o meu atual preferido para o Oscar. Reitman conseguiu muito bem expor o que há de positivo e negativo nos dois lados da moeda.

    Beijos

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  • 7. Rogerio  |  fevereiro 5, 2010 às 11:43 pm

    Nao me encantei com esse Kamila. Para mim, Clooney faz o basicao em cena.Anna Kendrick está otima, mas sabe por que? Pra mim ela é a propria estagiaria, e nasceu pra fazer esse filme.Ela nao se transformou pra interpretar. O trabalho do Casting ali é que merece elogios.
    E foi só, o roteiro nao decola.

    Responder
  • 8. Luis Galvão  |  fevereiro 6, 2010 às 12:42 am

    Também gostei bastante do filme, acho que Reitman vem traçando um caminho ótimo com seus filmes e esse acrescentou bastante ao seu currículo por ser uma trama contemporânea tratada de uma forma perfeita que soube unir comédia e drama como poucos. Acho que Farmiga rouba todas as cenas que está e que a montagem (mesmo sendo esquecida pelo Oscar), é uma das melhores do ano.

    Responder
    • 9. Kamila  |  fevereiro 6, 2010 às 1:26 am

      Brenno, como eu disse, meu favorito ainda continua sendo “Avatar”. Beijos!

      Rogerio, eu discordo em relação à Anna Kendrick.

      Luís, o Reitman se revela mesmo um diretor excelente. Eu gosto da Farmiga, mas sou mais a Anna e acho que a montagem deveria ter sido indicada ao Oscar.

      Responder
  • 10. Reinaldo Matheus Glioche  |  fevereiro 6, 2010 às 1:00 am

    Percebi! rsrs
    Beijos

    Responder
    • 11. Kamila  |  fevereiro 6, 2010 às 1:26 am

      Reinaldo, acho ele superestimado! Beijos!

      Responder
  • 12. Jack Lewis  |  fevereiro 6, 2010 às 1:28 am

    Kamila, como vai?
    Um espetacul, certo? Eu achei, e sim como disse pra você infelizmente perdi minhas esperanças desse levar o prêmio.

    Responder
    • 13. Kamila  |  fevereiro 6, 2010 às 2:33 am

      Jack, tudo bem, obrigada. E com você? O filme é um espetáculo mesmo. E não acho que tenha chances mesmo de vencer em Melhor Filme!

      Responder
  • 14. Otavio Almeida  |  fevereiro 6, 2010 às 2:57 am

    Filme fantástico! Ótimas atuações, ótima direção e um belo roteiro. Tudo de bom! Quero até ver de novo!

    Achas que é a melhor atuação do George Clooney? Eu acho que sim.

    Bjs! Bom final de semana!

    Responder
  • 15. Vinícius P.  |  fevereiro 6, 2010 às 3:24 am

    É um filme bastante real e sincero. Talvez por isso mesmo não tenha agradado alguns (poucos) críticos. O tipo de desfecho visto em “Amor Sem Escalas” é algo raro para os padrões de Hollywood. Belo texto!

    Responder
  • 16. Leonardo Knox  |  fevereiro 6, 2010 às 3:47 am

    Eu gostei muito do filme, mas não mais que você. (: Gostei muito das atuações e do roteiro, principalmente. E considero-o, dos três filmes do Reitman, o menos fodão. (:

    Responder
    • 17. Kamila  |  fevereiro 6, 2010 às 2:10 pm

      Otavio, eu também quero ver de novo. E não acho que seja a melhor atuação do George, porque ele interpreta, basicamente, a si mesmo aqui. Gosto mais dele em “Michael Clayton”. Beijos e bom final de semana!

      Vinícius, concordo contigo. É um filme real e sincero. E o final é surpreendente. Obrigada!

      Leonardo, eu acho que mantém o nível de ótimas obras dirigidas pelo Reitman.

      Responder
  • 18. Thyago  |  fevereiro 6, 2010 às 4:38 am

    Praticamente tenho sumido dos comentários aqui pq… bem, muitos dos filmes que vc tem assistido eu ainda nao vi XD.

    Se bem que vi hoje “O fim da Escuridão”, com o Mel Gibson. Na espera do review dele.

    =*

    Responder
    • 19. Kamila  |  fevereiro 6, 2010 às 2:11 pm

      Thyago, a review do filme do Mel Gibson sai na próxima semana e, adianto, achei o filme cheio de erros. 🙂

      Responder
  • 20. Alex Gonçalves  |  fevereiro 6, 2010 às 8:42 pm

    Kamila, também não gostei desse título, “Amor sem Escalas”, que nos trás uma impressão diferente do filme. Ainda não assisti, mas não imaginava que o filme carregava todos esses valores sobre a vida. Verei em breve.

    Responder
  • 21. bruno knott  |  fevereiro 6, 2010 às 8:55 pm

    Excelente. Bem melhor que Juno, ao meu ver.

    Responder
  • 22. Paulo Ricardo  |  fevereiro 6, 2010 às 9:04 pm

    O melhor filme do ano e que teve essa merecida repercussão.E você foi feliz ao dizer que o personagem de George Clooney fica estremecido quando ele entra em contato com 2 mulheres que estremecem seu “mundinho rotineiro”.Acho que isso que torna as pessoas infelizes e confusas,entre tentar o “novo” que pode trazer felicidade,mas ao mesmo tempo pode ser frustrante e decepcionate se toda a expectativa não for correspondida.Então assim como Ryan Bingham é mais fácil se esconder na rotina.O filme é super atual ao abordar o tema do desemprego e o elenco está afinadissimo,e George Clooney como você mesmo diz é perfeito para esse tipo de papel.Vera Farmiga e Anna Kendrick estiveram muito bem em seus papeis e tiveram merecida inidcação ao Oscar e J.K Simons tem uma cena muito engraçada.Sem dúvida um dos melhores filmes do ano,que vai brigar até o fim com Avatar e Guerra ao Terror pelo Oscar de melhor produção do ano.Bj.

    Responder
    • 23. Kamila  |  fevereiro 6, 2010 às 10:25 pm

      Alex, carrega sim, e essa é somente uma das surpresas nele.

      Bruno K., eu ainda prefiro “Juno”, na comparação!

      Paulo Ricardo, a repercussão obtida é merecida mesmo. Obrigada! 🙂 A temática do filme é atual mesmo, ainda mais pros Estados Unidos de hoje em dia. O elenco é o ponto alto da obra. Mas, não acho mesmo que tenha chances de lutar diante de “Avatar” e “Guerra ao Terror”. Vão ter que se contentar com o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, assim como “Bastardos Inglórios” terá que se contentar com o Oscar de Roteiro Original. Beijo!

      Responder
  • 24. Mayara Bastos  |  fevereiro 7, 2010 às 12:34 am

    Vejo amanhã. Depois passo aqui com uma opinião mais completa.

    Beijos! 😉

    Responder
    • 25. Kamila  |  fevereiro 7, 2010 às 7:53 pm

      Mayara, vou ficar no aguardo! Beijos!

      Responder
  • 26. Rafael Carvalho  |  fevereiro 8, 2010 às 8:33 pm

    Nossa Kamila, você tinha dito lá no bog que tinha gostado do filme, mas eu não imaginava que tanto ao ponto de dar nota 9,5. Mas, de verdade, o filme não conseguiu me cativar nem me fazer preocupar com os personagens e seus dramas. Anna Kendrick então é a mais fraquinha no elenco, muito porque sua personagem é muito fragilmente construída. Vera Farmiga, para mim, é o grande nome do filme. Queria gostar mais, mas não dá.

    Responder
    • 27. Kamila  |  fevereiro 8, 2010 às 9:54 pm

      Rafael C., eu gostei mesmo da obra, como você viu! Não concordo que a Kendrick é a mais fraca do elenco, mas eu concordo contigo que a personagem dela poderia ser melhor construída. Tem uma hora em que ela some e que a gente começa a sentir falta dela.

      Responder
  • 28. Mayara Bastos  |  fevereiro 8, 2010 às 10:22 pm

    Como prometido, vim falar do filme. rsrsrs

    Fui assistir pensando que iria gostar, mas não imaginava que iria gostar bastante. Jason Reitman amadureceu-se com este trabalho. Se com “Juno” vimos uma história com uma temática voltada para a narrativa moderna e um clima meio indie, com “Amor sem Escalas” mostra uma história muito humana e, dai que interliga com o filme anterior do diretor, apesar das premissas diferentes. George Clooney caiu como uma luva para o papel e gostei bastante da Anna Kendrick, me identifiquei muito com a personagem dela no filme. E, mostra, como certas decisões podem mudar a vida de alguém num certo momento de nossas vidas, independente de que. Dou a mesma nota que a sua.

    Beijos! 😉

    Responder
    • 29. Kamila  |  fevereiro 8, 2010 às 11:21 pm

      Mayara, obrigada por ter voltado! 🙂 Eu me senti como você diante do filme, porque não esperava gostar tanto dessa obra. O Jason vem amadurecendo muito como diretor e esse filme é uma prova disso. E também me identifiquei com a personagem da Anna Kendrick. Beijos!

      Responder
  • 30. Amanda Aouad  |  fevereiro 9, 2010 às 1:12 pm

    Só ontem conferi, e o que mais gostei no filme foi o texto, o roteiro, os diálogos as pegadinhas do destino. A cena do namorado via sms mesmo é fantástica: “é como se uma pessoa fosse demitida pela internet”.
    Ao contrário de você, gosto de George Clooney, ele dá um charme especial ao filme, com uma interpretação ideal, nem mais nem menos. Mas, Anna Kendrick também está bem e tem mesmo ar de estagiária, como alguém falou aí em cima.
    abraços

    Responder
    • 31. Kamila  |  fevereiro 9, 2010 às 10:28 pm

      Amanda, as pegadinhas do destino foram legais mesmo! A Anna Kendrick tem total ar de estagiária. Abraços!

      Responder
  • 32. Wally  |  fevereiro 11, 2010 às 12:39 am

    Maravilhoso, né? Concordo muito com o seu texto. “Amor Sem Escalas” é particular, sincero e muito gratificante.

    Nota 9.0

    Responder
  • 33. Pedro Henrique  |  fevereiro 11, 2010 às 3:51 pm

    Gostei pouco do filme. Acho que ele se perde feio no final. Mas é interessante – como todos filmes do Reitman -, pena que não passam disso.

    Abs!!!

    Responder
  • 34. Renan Canuto  |  fevereiro 11, 2010 às 6:16 pm

    Kamila, não consegui gostar tanto de Amor sem Escalas – fiz uma resenha no meu blog. E discordo totalmente de você quando diz que Anna Kendrick está ótima. Penso justamente o contrário. Pra mim ela tá super sem graça e sem sal. Quando sumiu do filme, foi um alívio. No mais, gostei dos diálogos, das atuações excelentes de Clooney e Farmiga, da trilha sonora – principalmente a do início do longa. Mas só. O filme não empolga, não engrena em nenhum momento. Esperava muito mais e duvido que leve Oscar de melhor filme. Não mesmo. Bastardos Inglórios é muito mais filme. (500) Dias com Ela, embora não concorra, idem. Beijos!

    Responder
    • 35. Kamila  |  fevereiro 11, 2010 às 10:19 pm

      Wally, maravilhoso mesmo! Obrigada!

      Pedro H., os filmes do Reitman, realmente, são sempre bem interessantes. Abraços!

      Renan, eu vou ler tua resenha. E eu senti falta da Anna Kendrick depois que ela sumiu. E não acho que seja uma característica desse filme querer empolgar. Ele quer suscitar na gente a reflexão! Beijos!

      Responder
  • 36. Bruno Cava  |  fevereiro 16, 2010 às 1:07 pm

    Meu problema com o filme é que, no final, de uma forma ou de outra, ele passa uma lição de moral, ele toma posição claramente na sua concepção de felicidade, e nisso ele acaba reduzido a um elogio à vida familiar como templo da pureza em meio a um mundo cruel e predatório. A minha cotação não passa de 3/5, ou seja, 6,0.
    http://quadradodosloucos.blogspot.com/2010/02/critica-amor-sem-escalas-jason-reitman.html

    Responder
    • 37. Kamila  |  fevereiro 16, 2010 às 7:07 pm

      Bruno C., discordo! O que ele fala é a respeito da felicidade ser mais verdadeira quando compartilhada, algo que Sean Penn também nos falou em “Na Natureza Selvagem”.

      Responder
  • 38. Ivone  |  junho 15, 2010 às 11:03 pm

    Eu adorei o filme.Gostei muito da mensagem.

    A questão é que as pessoas estão acostumadas só a finais previsíveis e felizes,mas esquecem que nem sempre a realidade é perfeita no momento que a gente quer.As vezes só temos que esperar mais um pouco por final feliz.

    Responder
    • 39. Kamila  |  junho 16, 2010 às 12:48 am

      Ivone, eu também adorei esse filme e gostei muito da mensagem. Concordo com seu comentário!

      Responder
  • 40. Coincidências do Amor « Cinéfila por Natureza  |  setembro 27, 2010 às 10:53 pm

    […] depois de uma série bem-sucedida interpretando coadjuvantes de luxo em longas como “Juno” e “Amor sem Escalas”, finalmente tem a chance de brilhar em um papel que utiliza muito bem seu timing cômico, mas […]

    Responder

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A autora

Kamila tem 29 anos, é cinéfila, leitora voraz, escuta muita música e é vidrada em seriados de TV, além de shows de premiações.

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