Atividade Paranormal

dezembro 10, 2009 at 11:50 pm 47 comentários

O dicionário define como Paranormal a variedade de fenômenos estranhos e que não possuem uma explicação científica para sua existência. Alguns exemplos disso: a sensação que se tem de que alguém avistou um fantasma; o fato de que alguém pegou ruídos estranhos em alguma gravação; a presença de corpos estranhos em fotografias; a possibilidade de aparelhos eletrônicos se ligarem sozinhos e de compartimentos de sua própria casa tomarem, digamos, vida própria.

O filme “Atividade Paranormal”, do diretor e roteirista Oren Peli, se apoia em uma situação desse tipo. Aparentemente baseado em fatos reais, o longa acompanha alguns dias na vida do casal de namorados Katie (Katie Featherson) e Micah (Micah Sloat). Os dois vivem numa confortável casa e a parte masculina do casal compra uma câmera de TV e passa a filmar o dia a dia deles, pois eles suspeitam que a residência deles se encontra assombrada pela presença de um espírito demoníaco. 

Seguindo a cartilha de um filme como “A Bruxa de Blair”, “Atividade Paranormal”, portanto, se apoia na seguinte fórmula: atores anônimos, encenando uma “história” num único ambiente e vendo sua sanidade despencar na medida em que a ameaça do espírito demoníaco se torna cada vez mais forte. Pensar em qualidade cinematográfica, nesses casos, é impossível, uma vez que a ação é toda filmada com uma espécie de câmera caseira, para justamente tentar causar um efeito maior no público. 

Entretanto, o tiro sai muitas vezes pela culatra. Fica fácil perceber logo o esquema de “Atividade Paranormal”. Quando a câmera fica estática por muito tempo, é sinal de que algo vai acontecer. Portanto, nunca somos verdadeiramente surpreendidos – exceto pelo final, que foi sugestão do diretor Steven Spielberg, um entusiasta dessa obra (como pode???) – pois ficamos de olhos abertos, nos preparando para o que está por vir. 

Ao assistir a este filme, aliás, fica difícil tentar compreender o sucesso e a comoção que este filme causou nos Estados Unidos. “Atividade Paranormal” foi filmado na própria casa do diretor Oren Peli, custou 15 mil dólares e acabou rendendo 9,1 milhões de dólares nas bilheterias – um recorde para filmes que estrearam em menos de 200 salas de cinema. Entretanto, a obra não tem nada de mais, não cria clima de suspense, nem nos deixa agoniados, como outras obras do gênero.

Cotação: 0,5

Atividade Paranormal (Paranormal Activity, 2007)
Diretor: Oren Peli
Roteiro: Oren Peli
Elenco: Katie Featherson e Micah Slot

Entry filed under: Cinema.

A Erva do Rato Lendo – “A Arte da Adaptação”

47 Comentários Add your own

  • 1. João Paulo  |  dezembro 11, 2009 às 12:20 am

    É aquilo que já debatemos no msn Milla … A necessidade deles fazerem algo assustador para relembrar que eles eram os reis do terror está passando dos limites. E quem perde isso por muitas vezes somos nós, um publico que ainda tem um resiquio de esperança em levar sustos e sentir medo …

    beijim

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    • 2. Kamila  |  dezembro 11, 2009 às 12:41 am

      João, eu não gosto de sentir medo e susto, mas gosto de um filme de suspense que me envolve. Esse longa não faz isso comigo!

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  • 3. Bruno Soares  |  dezembro 11, 2009 às 4:11 am

    concordo, kamila. tirando o final. é MUITO chato e MUITO previsível. bjs!

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  • 4. Paloma  |  dezembro 11, 2009 às 2:07 pm

    Nossa você ficou com dó de dar zero??? Afff, não assisti nem irei assistir esse filme, não jogo meu dinheiro fora não. Só com o trailer vc percerbe a má qualidade do filme, e o estilo do filme com uma câmera só ( como Rec, A bruxa de Bler) me irrita pois são muito mal feitos…Mas me resta uma pergunta ainda…O que esse filme esta fazendo no cinema ainda??? Tanto filme bom que ainda não chegou por causa desse filminho…eu estou louca pra assistir Do Começo ao Fim e não chega aqui na minha Roça Town porque esse filme esta em cartaz. Por isso continuo achando que merecia ZERO…
    beijos

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    • 5. Paloma  |  dezembro 11, 2009 às 2:08 pm

      * Blair

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      • 6. Kamila  |  dezembro 11, 2009 às 9:53 pm

        Bruno S., exatamente! Beijos!

        Paloma, fiquei não. Só não mereceu zero por causa do final! Esses filmes chegam ao cinema porque possuem mercado. As pessoas gostam de ver obras assim e ainda a acham geniais – o que é pior! Beijos!

  • 7. Thiago  |  dezembro 11, 2009 às 3:28 pm

    Mais uma crítica negativa e mais uma vez eu prefiro manter a distância desse filme. Boa sorte pra quem vai vê-lo e gastar dinheiro, rs.
    Bjs ;D

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  • 8. Thiago  |  dezembro 11, 2009 às 3:30 pm

    Kamila, aceita uma troca de links? Abr.

    Responder
  • 9. Reinaldo Matheus Glioche  |  dezembro 11, 2009 às 3:55 pm

    Pois é, esse filme é um engodo histórico!

    Bjs Ka!

    Responder
    • 10. Kamila  |  dezembro 11, 2009 às 9:54 pm

      Thiago, boa sorte mesmo! Obrigada pelo link! Abraços!

      Reinaldo, engodo é a palavra perfeita para descrevê-lo. Beijos!

      Responder
  • 11. André C.  |  dezembro 11, 2009 às 4:12 pm

    Kamila,
    até achei o filme interessante pelo fato que nestas horas que a câmera fica parada o nosso psicológico parece que vê coisas que não estão na tela, mas é só isso.

    Esperava bem mais.

    Bj,
    André

    Responder
  • 12. Mandy  |  dezembro 11, 2009 às 4:32 pm

    Pouxa eu AMEI O FILME. Exatamente o fato da camera parar e eu saber que vinha algo mais não o que me deixava tensa. Também amei a progressão dos eventos. Lhe digo que estou dormindo com muito medo… até pq já passei por situações estranhas de ouvir sons, ver luz onde não tinha Lãmpada e sentir algo me tocar……. P/ mim faltou uma coisa: a presença do especialista… mesmo que ele não resovlesse e o fim fosse o mesmo.

    Eu AMEI o filme, muito muito, me deixou extremamente tensa!!!

    Responder
  • 13. Mandy  |  dezembro 11, 2009 às 4:33 pm

    Ha e eu tb amei REC e Cloverfield…. =D Adoro esses filmes!! Agora a Bruxa eu n curti!

    Responder
    • 14. Kamila  |  dezembro 11, 2009 às 9:57 pm

      André C., eu não senti isso! Beijos!

      Mandy, eu nunca assisti a um filme de terror que me fizesse ficar sem dormir!

      Responder
  • 15. Vinícius P.  |  dezembro 11, 2009 às 4:49 pm

    Considero “Atividade Paranormal” uma experiência interessante, ou seja, tenho uma opinião mais favorável ao longa, mas mesmo assim o considero como uma grande decepção – ou mesmo uma enganação. Enfim, desse subgênero é um dos que menos gostei…

    Responder
  • 16. Luis Galvão  |  dezembro 11, 2009 às 5:01 pm

    Tá, eu não daria uma nota tão baixa, mas concordo plenamente que o filme fez um marketing incrível, isso não se pode negar. O problema é que não ofereceu o que prometia, e talvez por isso, não tenha agradado a muitos.

    Responder
  • 17. Weiner  |  dezembro 11, 2009 às 5:36 pm

    Adorei o 0,5! Me lembrou uma nota na prova de Bioquímica Básica da facudade! 🙂
    Sobre o filme, vi ontem e não fui muito condescendente. Pra começar, detestei essa de novo “Bruxa de Blair”. Tentaram copiar o que era incopiável. E justamente o fato de Spielberg ser entusiasta de “Atividade Paranormal” me fez correr atrás. Não chego a dar um meio ponto básico como o seu (hahahaha), mas a nota é baixa também.
    Beijos!

    Responder
    • 18. Kamila  |  dezembro 11, 2009 às 10:00 pm

      Vinícius, eu não achei que foi uma experiência interessante, mas concordo que foi um dos filmes que menos gostei nesse subgênero.

      Luís, exatamente!

      Weiner, então, concordamos sobre o longa??? Beijos!

      Responder
  • 19. cineamador  |  dezembro 11, 2009 às 6:11 pm

    Poxa… eu gostei do filme! hahaha.. Abraço a todos. Bons filmes!

    Responder
  • 20. Fabio  |  dezembro 11, 2009 às 7:04 pm

    Curiosamente, o filme é um exemplo de algo raro: ele funcionou para mim no modelo de antecipação. Me assustei pelo trailer e pelo que eu vi que poderia sentir. Senti, no filme, menos do que eu imaginei nessa antecipação. O valor dele está na possibilidade da realização independente, sem efeitos, e de como ela pode influenciar no cinema – e não em qualquer qualidade estética, porque isso não é cinema.
    Acho que ele, não sendo cinema, deve ser avaliado como fenômeno audiovisual. É algo estranho de definir. Não é um filme, é uma experiência, e como experiência funciona somente com quem tenha alguma relação de credulidade com o que é exposto – e se asbtenha de ter em mente que, apesar do estilo caseiro, é tudo uma bela invenção.

    Responder
  • 21. Vulgo Dudu  |  dezembro 11, 2009 às 7:32 pm

    Uau! A menor nota que já vi por aqui, hein Kamila? Agora fica a curiosidade: o que o salvou de não levar uma rosca, um zerão? rs… Você já deve saber: filmes de fantasma, tô fora!

    Bjs!

    Responder
    • 22. Kamila  |  dezembro 11, 2009 às 10:03 pm

      cineamador, eu não! ssrsrsrrs

      Fabio, seu comentário é interessante, mas eu não consigo ver esse filme dessa maneira.

      Dudu, acho que a de “Bruno” é a menor, não??? rsrsrsrsrrsrs Beijos!

      Responder
  • 23. Otavio Almeida  |  dezembro 11, 2009 às 7:46 pm

    Uhú! Adorei sua crítica! Posto já já no HOLLYWOODIANO!

    Bjs! Bom final de semana!

    Responder
    • 24. Kamila  |  dezembro 11, 2009 às 10:08 pm

      Otavio, quero ler! Beijos e bom final de semana!

      Responder
  • 25. Alexandre  |  dezembro 12, 2009 às 2:30 am

    Verei em breve e provavelmente devo resenhar… mas o hyper em excesso quase sempre é sinal de muita espectativa e pouco conteúdo. Avatar vem ai … tenho expectativas 0 quanto ao filme.

    Responder
    • 26. Kamila  |  dezembro 12, 2009 às 4:56 pm

      Alexandre, exatamente! Eu também tenho expectativas 0 em relação à “Avatar”.

      Responder
  • 27. Mayara Bastos  |  dezembro 12, 2009 às 11:55 pm

    Não tenho nenhuma vontade de ver este filme…

    Beijos! 😉

    Responder
  • 28. Pedro Henrique  |  dezembro 13, 2009 às 12:05 pm

    É uma das bobagens do ano. E fatura alto nas bilheterias…

    Responder
  • 29. Camila  |  dezembro 13, 2009 às 4:01 pm

    Ah eu gostei do filme.^^
    Aquele micah muito corajoso hauaha.

    Agora a bruxa de blair? que ridiculo odiei…não da medo nenhum, não tem graça.
    Gostei tb de REC.^^

    Poxa eu tinha visto um final totalmente diferente do que vi no cinema…eu lá esperando o final que vi, quando do um pulo com ela jogando o cara. o.O prefiro o final mais psicologico que eu vi.^^
    Tb não daria uma nota tão baixa.

    Responder
    • 30. Kamila  |  dezembro 13, 2009 às 6:34 pm

      Pedro, com certeza! Fatura alto!

      Camila, vou ter que editar teu comentário por causa do spoiler que contém nele.

      Responder
  • 31. Wally  |  dezembro 14, 2009 às 10:01 pm

    To no time (frívolo, acredito) dos que acharam “Atividade Paranormal” uma experiência muito boa. Acho que está longe de ser excelente, mas adorei a forma como o diretor valorizou os personagens, a construção de clima, a força da atmosfera e em como confia na audiência, nunca subestimando-a. Nosso medo provém da reação diante do que os personagens sentem, e achei isto singular. Enfim, ao contrário de muitos, acho que o filme é sim “cinema”, e um dos filmes de terror mais eficientes dos últimos tempos. Agora, vergonha de Spielberg, que sugeriu um final totalmente bobo. O original é muito mais perturbador.

    Nota 8,0

    Responder
    • 32. Kamila  |  dezembro 14, 2009 às 10:37 pm

      Wally, eu não poderia discordar mais da sua opinião!

      Responder
  • 33. Dewonny  |  dezembro 15, 2009 às 4:02 pm

    Oi Kamila, pra mim é disparado o melhor filme do ano até aqui, superou “Distrito 9” q caiu pro segundo lugar, achei tudo excelente nesse filme, o suspense crescente é sensacional..adorei, no meu blog tem o meu humilde comentário..rs..nota 9.0!
    Bjo! Diego!

    Responder
  • 34. bárbara  |  dezembro 15, 2009 às 8:24 pm

    nossa com tantos comentários sobre esse filme, eu fiquei com muita vontade de assistir. Depois dessa crítica, desanimei total ! Agora só em DVD . HAHA

    Responder
    • 35. Kamila  |  dezembro 15, 2009 às 10:18 pm

      Diego, não creio na sua afirmação, mas, tudo bem. Tem gosto pra tudo. Beijo!

      Bárbara, pena que te desanimei, mas não disse nada além da verdade.

      Responder
  • 36. Dewonny  |  dezembro 16, 2009 às 5:45 pm

    Hahaha..pois é, ñ ia ter graça se todo mundo tive-se a mesma opinião ñ é..hehe..gosto é gosto..bjos!
    Diego!

    Responder
    • 37. Kamila  |  dezembro 16, 2009 às 9:29 pm

      Diego, exatamente! Beijos!

      Responder
  • […] Azevedo CINÉFILA POR NATUREZA “Entretanto, o tiro sai muitas vezes pela culatra. Fica fácil perceber logo o esquema de […]

    Responder
  • 39. Nayara  |  julho 15, 2010 às 8:15 pm

    Minha irmã assistiu esse filme ela falou que não é tudo aquilo que fala de ser assustador, 0,5 nossa esse filme deve ser um horror.

    Responder
    • 40. Kamila  |  julho 16, 2010 às 2:26 am

      Nayara, esse filme é uma verdadeira porcaria. Uma enganação!

      Responder
  • 41. Nayara  |  julho 16, 2010 às 10:29 pm

    Dizem que tudo que ocorrem com eles é real, e falam também que nunca mais encontraram a mulher, Vai ter o 2 mas pelo jeito vai ser com outra pessoa.

    Responder
    • 42. Kamila  |  julho 16, 2010 às 11:41 pm

      Nayara, uma continuação totalmente desnecessária e o que aconteceu com eles não foi real. O diretor que manipulou toda aquela realidade, como foi feito com o elenco de “A Bruxa de Blair”.

      Responder
  • 43. Nayara  |  julho 17, 2010 às 7:30 pm

    Concordo sobre a continuação, e obrigada, pois queria saber se era real ou manipulação o que acontecia com eles.

    Responder
  • 44. Santuário « Cinéfila por Natureza  |  fevereiro 23, 2011 às 10:18 pm

    […] Se Steven Spielberg emprestou seu nome e reputação ao bancar a distribuição efetiva de “Atividade Paranormal” nos cinemas, porque James Cameron não pode fazer a mesma coisa? Além de colocar seu nome como […]

    Responder
  • 45. Jaqueline Neves  |  junho 4, 2011 às 11:58 pm

    haaaaaaa eu como sou medrosa senti medo pacas amei o filme.

    Responder
    • 46. Kamila  |  junho 6, 2011 às 11:07 pm

      Nayara, acho que é manipulação!

      Jaqueline, esse filme não mexeu comigo..

      Responder
  • 47. Apollo 18: A Missão Proibida « Cinéfila por Natureza  |  setembro 23, 2011 às 10:12 pm

    […] seguem a fórmula de obras como “A Bruxa de Blair”, “Cloverfield – Monstro” e “Atividade Paranormal”. Ou seja, estamos diante de um formato documental que acompanha a missão, o cotidiano dos três […]

    Responder

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A autora

Kamila tem 29 anos, é cinéfila, leitora voraz, escuta muita música e é vidrada em seriados de TV, além de shows de premiações.

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