9 – A Salvação

novembro 16, 2009 at 10:57 pm 26 comentários

Quando se dá conta de que tem vida correndo dentro de si mesmo, o boneco 9 (dublado por Elijah Wood) começa a enfrentar o mundo. O grande porém, nessa história, é que a realidade que 9 irá conhecer é pós-apocalíptica, na medida em que os seres humanos foram dizimados por completo por máquinas destrutivas que caracterizam mais um caso em que a tecnologia criada e desenvolvida pelo homem se volta contra ele mesmo. 

A animação “9 – A Salvação”, do diretor Shane Acker, coloca o foco justamente no olhar do personagem principal sob esse mundo, os segredos que ele guarda e os caminhos tortuosos que ele deve evitar. Neste sentido, o filme tem uma certa riqueza, pois 9 encara tudo com um olhar sem contaminação por pensamentos anteriores, fato que o coloca em conflito direto com os membros de uma pequena comunidade de seres como ele, os quais preferem viver escondidos a enfrentar as máquinas exterminadoras que ainda ficam vagando por aí em busca deles. 

Apesar de ser um longa no gênero de animação, “9 – A Salvação” não é uma obra recomendada para as crianças. O roteiro escrito por Pamela Pettler trata de temas bastante espinhosos como a covardia diante das situações que nos causam medo, a coragem para enfrentar os elementos de autoridade da sociedade, a importância de se questionar aquilo que nos é mostrado e a necessidade de se conhecer profundamente tudo com o que entramos em contato (até mesmo para nos posicionar de forma correta diante disso). 

Produzido por gente do porte de Tim Burton e do russo Timur Bekmambetov, “9 – A Salvação” seria uma animação excelente se não fosse por um pequeno detalhe: em vários momentos o que vemos em tela nos lembra o que assistimos em uma obra chamada “Wall-E”. Desde o uso de uma clássica canção de um musical, passando pelos bonequinhos como último resquício da humanidade até chegar ao tipo de relacionamento que nasce entre os seres similares à 9. Custava pedir um pouco de originalidade a um filme cheio de idéias interessantes? 

Cotação: 7,0

9 – A Salvação (9, 2009)
Diretor: Shane Acker
Roteiro: Pamela Pettler (com base na história de Shane Acker)
Com as vozes de: Christopher Plummer, Martin Landau, John C. Reilly, Crispin Glover, Jennifer Connelly, Elijah Wood

Entry filed under: Cinema.

Cena da Semana Tempos de Paz

26 Comentários Add your own

  • 1. João Paulo Rodrigues  |  novembro 16, 2009 às 11:45 pm

    Aqui ainda não estreou nos cinemas, dizem que é em breve mas não sei … não sinto tanta segurança nessa animação … mas vamos ver o que pode rolar …

    Responder
    • 2. Kamila  |  novembro 17, 2009 às 12:17 am

      João Paulo, ainda não estreou por aí?? Nossa!

      Responder
  • 3. André C.  |  novembro 17, 2009 às 12:48 am

    Kamila,
    eu também esperava mais do filme. Mas você resumiu tudo acabamos de ver Wall-E!

    Bjos

    Responder
  • 4. Cleber Eldridge  |  novembro 17, 2009 às 12:52 am

    Tai algo que não me despertou absolutamente nenhum interesse!
    Beijos Kamila!

    Responder
  • 5. Ibertson  |  novembro 17, 2009 às 1:03 am

    Desde que vi o trailer fiquei ansioso para assistir essa animação.
    Mas quando entrou em cartaz, a crítica ficou bem dividida. Mesmo assim quero assistir.

    Responder
    • 6. Kamila  |  novembro 17, 2009 às 1:20 am

      André, exatamente! Beijos!

      Cleber, mas é um filme até interessante. Beijos!

      Ibertson, assista!

      Responder
  • 7. Reinaldo Matheus Glioche  |  novembro 17, 2009 às 1:05 am

    Ainda não vi 9 – A salvação. Para ser franco, apesar dos nomes de Tim Burton e Bekmambetov, não me entusiamei a ir ao cinema conferir o longa. vou deixar para quando passar na tv por assinatura. Inadvertidamente, sua critica corrobora minhas suspeitas. Contudo, cinéfilo que sou, verei o filme. Mas confesso, mais como uma imposição pessoal do que por vontade. (Momento confessionário rsrs )
    Bjs

    Responder
    • 8. Kamila  |  novembro 17, 2009 às 1:20 am

      Reinaldo, eu também assisto a vários filmes como imposição pessoal! Coisas de cinéfilos. Beijos!

      Responder
  • 9. Otavio Almeida  |  novembro 17, 2009 às 1:44 am

    Ah, vacilei! Ainda não vi 9… Mas parece que ninguém se entusiasmou com o filme…

    Bjs!

    Responder
    • 10. Kamila  |  novembro 17, 2009 às 1:45 am

      Otavio, esse foi o tipo de filme, na realidade, que passou totalmente despercebido nos cinemas. Beijos!

      Responder
  • 11. João Paulo Rodrigues  |  novembro 17, 2009 às 3:40 am

    Mas acho que esse mês não passa … e se passar … DEVEDEEEERIPEEE!
    ehehehe

    Besitos!

    Responder
  • 12. Luis Galvão  |  novembro 17, 2009 às 10:52 am

    Pois é. A falta de originalidade foi o maior defeito desse filme que tinha tudo de bom: produção, diretor e dublagem. O problema foi a falta de idéias.

    Responder
  • 13. Thiago  |  novembro 17, 2009 às 12:29 pm

    Não me interessei por esse filme e nem lendo críticas sobre ele me faz querer ir aos cinemas. E você disse sobre o roteiro não ser para crianças, muitas animações são assim, Madagascar fala constantemente sobre ideologia, divisão de classes, etc.

    Ótima crítica Kamila.
    Abraço.

    Thiago @thiagoomb

    Responder
    • 14. Kamila  |  novembro 17, 2009 às 10:38 pm

      João Paulo, então, de qualquer forma, verás o filme. 🙂 Beijos!

      Luís, exatamente!

      Thiago, eu acho que “Madagascar” é um filme totalmente direcionado ao público infantil. Nunca pensei nele dessa outra forma. Abraço e obrigada!

      Responder
  • 15. Cassiano  |  novembro 17, 2009 às 12:52 pm

    Não conhecia maiores detalhes desse filme, muito menos que Tim Burton fazia parte!

    Responder
  • 16. Thiago  |  novembro 17, 2009 às 1:19 pm

    Kamila vamos fazer uma troca de links? ;]

    Responder
  • 17. Pedro Tavares  |  novembro 17, 2009 às 3:18 pm

    Sua comparação com ‘Wall-E’ é interessante, não tinha reparado. Mas acho que 9 toca em outros assuntos que também criam dependências aos humanos.

    Responder
    • 18. Kamila  |  novembro 17, 2009 às 10:38 pm

      Cassiano, eu só vim saber disso quando assisti ao filme!

      Thiago, obrigada pelo link. Vou te adicionar!

      Pedro Tavares, exatamente!

      Responder
  • 19. Victor Nassar  |  novembro 17, 2009 às 4:52 pm

    Ahh, que pena..=\
    Tava esperando mais do filme, mas parece que ninguém gostou muito. E nem estreou por aqui ainda.

    Beijo Kamila!

    Responder
    • 20. Kamila  |  novembro 17, 2009 às 10:43 pm

      Victor, como eu disse mais em cima, este filme passou completamente despercebido nos cinemas. Beijos!

      Responder
  • 21. WILLIS DE FARIA (Cinefilomaniacos)  |  novembro 18, 2009 às 1:09 am

    Anexando grandes nomes como Tim Burton e Timur Bekmambetov para um filme de animação é uma forma inteligente de chamar o público. Adicionar estrelas como Elijah Wood, C. John Reilly, Jennifer Connelly e Christopher Plummer a voz dos personagens, e o filme pode apenas quebrar a bilheteria. O stitchpunks são pequenas criaturas feitas de saco de estopa com os olhos da câmera de íris e um fecho de bronze gigante atravessando sua barriga, que se abre para encontrar acessórios incalculável e habilidades reveladas ao longo do filme. Cada superfície texturizada é minuciosa, o filme parece tão real, o público pode chegar a quase dentro da tela e pegar um stitchpunk para si próprio. Ao longo do filme que eles encontram máquina depois de roupa, cada um mais aterrorizante do que o passado, lutando para descobrir por que eles existem e como eles podem sobreviver. Cada criatura um tem um aspecto individual: 1 e 2 são supostos ser mais velhos, assim que seu pano parece um pouco mais desgastado, 7 é uma fêmea , e seu pano é mais suave que os outros. Os tímidos, os gêmeos infantil, 3 e 4, nunca falam, mas eles roubam a cena sempre que aparece, infinitamente arquivamento tudo à sua volta com um piscar de olhos. O filme é realmente lindo de se ver. O monstro assustador, cérebro contra a qual as criaturas devem defender-se lembra das máquinas em Matrix, olhos brilhando vermelho centrado em uma massa de tentáculos metálicos. Embora a voz atores seja talentosa, o diálogo é pouco, distante no meio, e sem importância para a trama do filme. O 9 é uma peça, inteligente maravilhosas da animação que vai deixar o público extasiado. O filme é a última linha de mão do mundo para o público. “O mundo é nosso agora”, diz 9, “É o que faz dele.” De fato é, o filme parece pedir que, como nós nos esforçamos para as inovações tecnológicas, não podemos nos perder no processo. Foi dada especial atenção aos olhos de 9 e de seus compatriotas, e apenas as pequenas coisas que as criaturas fazem com seus corpos traz em seus personagens. Eles têm pequenos movimentos que parecem torná-los como pessoas reais com caprichos individuais. Quando você está assistindo, você pode entender o que cada personagem está prestes em apenas alguns minutos, e isso ajuda um pouco com a minha capacidade de entrar na história. Nota: 9,0

    Responder
    • 22. Kamila  |  novembro 18, 2009 às 1:20 am

      Willis, você gostou bastante do filme. Bem mais que eu, eu diria!

      Responder
  • 23. Rafael Carvalho  |  novembro 18, 2009 às 11:46 am

    Realmente Kamila, o filme se aproxima em alguns detalhes de Wall-e, mas sua narrativa segue um outro caminho e os resultados são bem bons. Estranhei que muita gente não tenha gostado do filme, para mim todo o dilema do 9 e as descobertas que ele irá fazer são muito pertinentes.

    Responder
    • 24. Kamila  |  novembro 18, 2009 às 10:52 pm

      Rafael C., eu também achei o filme muito interessante e é como disse antes. Esse filme passou completamente despercebido nos cinemas. Uma pena!

      Responder
  • 25. Wally  |  novembro 19, 2009 às 3:13 am

    Estou curioso pelo conceito, que me atrai bastante…

    Responder
    • 26. Kamila  |  novembro 19, 2009 às 11:36 pm

      Wally, espero que possa conferir este filme em breve, então!

      Responder

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Kamila tem 29 anos, é cinéfila, leitora voraz, escuta muita música e é vidrada em seriados de TV, além de shows de premiações.

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