Up – Altas Aventuras

setembro 11, 2009 at 11:06 pm 40 comentários

Quando se é jovem, é natural que se façam inúmeros planos para o futuro. O desejo é o de viver enormes e excitantes aventuras. Tolos nós que nos esquecemos de que a vida já é, por si só, uma grande aventura, repleta de responsabilidades e de momentos cruciais. Por conseqüência, também é mais que natural que os planos futuros virem lembranças ou sejam adiados enquanto novos planos são feitos e colocados em prática. 

O personagem principal de “Up – Altas Aventuras”, a mais nova animação da Pixar, é alguém que é o resultado direto disso que acabamos de descrever. Quando criança, Carl Fredricksen (dublado por Ed Asner na versão original) tinha um enorme espírito de aventura e acabou se casando com Ellie, alguém que era muito parecido com ele nesse sentido. Entretanto, a vontade de viver próximo à natureza com sua família foi sempre sendo adiada porque algo aparecia que os desviavam desses planejamentos. 

É somente após ficar viúvo e estar prestes a entrar em uma casa de repouso que Carl decide correr atrás do seu sonho de juventude e ruma pelo ar em direção a um lugar paradisíaco sonhado por Ellie e que fica localizado nas montanhas da Venezuela. Além deste ato de puro amor pela esposa, move Carl o senso dele de descontentamento com o mundo em que ele vive, com ele mesmo e com as pessoas de seu convívio. 

O roteiro de “Up – Altas Aventuras”, que foi escrito pelos diretores Pete Docter e Bob Peterson, narra justamente a jornada vivida por Carl em direção às montanhas venezuelanas. Ele começa a viagem com um homem duro, decepcionado com seus atos e incapaz de se abrir ao novo. Por isso, a importância da presença do garotinho Russell (dublado por Jordan Nagai na versão original) nesta viagem – porque ele lembra a criança que Carl um dia foi. 

O filme tem um primeiro ato belíssimo – em que pouco é dito, mas as emoções estão todas à flor da pele – e mantém a regularidade até seu final. “Up – Altas Aventuras” conquista porque fala sobre pontos muito interessantes. O principal deles, talvez, diz respeito ao fato de que esta história nos mostra que devemos estar sempre de coração e mente abertos para as experiências que vivemos. Cada dia, cada ato, por mais bobo, frívolo e esquecível que seja, é uma nova experiência, um novo conhecimento, uma nova aventura. 

Cotação: 9,5

Up – Altas Aventuras (Up, 2009)
Diretores: Pete Docter e Bob Petersen
Roteiro: Bob Peterson e Pete Docter (com base na história de Docter, Peterson e Thomas McCarthy)
Com as vozes de: Ed Asner, Christopher Plummer, Jordan Nagai, Bob Peterson, Delroy Lindo 

Entry filed under: Cinema.

Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca de Todas Cena da Semana

40 Comentários Add your own

  • 1. Alexsandro Vasconcelos  |  setembro 11, 2009 às 11:24 pm

    É unânime entre nós blogueiros que este primeiro ato de Up foi algo magistral. Só não acho que a regularidade se manteve até o final, mas ainda assim o saldo é bastante positivo. A mensagem passada por esta animação é belíssima e a Pixar já está expert nisso. Sem falar na trilha sonora, na qualidade técnica e até na seqüência de créditos, pontos que o estúdio vem acertando em cheio nas criações.

    Abração!

    Responder
    • 2. Kamila  |  setembro 11, 2009 às 11:32 pm

      Alexsandro, a mensagem é uma coisa linda. E a relação entre Carl e Ellie me emocionou de uma forma que eu não conseguia segurar as lágrimas. Abraço!

      Responder
  • 3. Marcus  |  setembro 12, 2009 às 12:05 am

    A regularidade da Pixar em seus filmes é coisa de outro planeta, eles viraram sinônimo de cinema de alta qualidade com toda justiça e méritos.

    Beijões!!!

    Responder
  • 4. Paco D. Lee  |  setembro 12, 2009 às 12:07 am

    O filme é realmente fantástico, é clichê dizer, mas a Pixar conseguiu de novo. Não tinha também como não bater um saudosismo no teaser de Toy Story 3, no começo.

    Mas eu sinto que as histórias da Pixar estão ficando um pouco repetitivas, todas baseadas na mesma fórmula. Claro, isso ainda não foi o suficiente para que a qualidade decaísse, só que utilizar a mesma equipe técnica pode ter essa desvantagem: os filmes não se reinventam, são todos fantásticos, mas todos dentro de uma mesma linha.

    Não é uma crítica ainda, apenas uma observação.

    Responder
    • 5. Kamila  |  setembro 12, 2009 às 12:17 am

      Marcus, com certeza. Beijos!!

      Paco, eu tenho que ver os outros filmes de “Toy Story” para ver esta terceira parte. E entendo a segunda parte do seu comentário. A fórmula deles, filmes com mensagens familiares sobre a vida, é repetitiva mesmo. Mas, ainda assim, de alta qualidade e que supera muito do que é produzido atualmente no cinema.

      Responder
  • 6. Mayara Bastos  |  setembro 12, 2009 às 12:34 am

    Ebbbbaaaaa! rsrsrs. Vejo amanhã e depois passo aqui para dizer o que achei. Estou com altas expectativas, rsrsrs.

    Beijos e tenha um ótimo fim de semana! 😉

    Responder
  • 7. Vinícius P.  |  setembro 12, 2009 às 12:46 am

    Realmente a Pixar não erra, incrível como todo mundo gostou desse filme. Mesmo que no geral não seja tão memorável, tem um primeiro ato belíssimo mesmo!

    Responder
  • […] Azevedo CINÉFILA POR NATUREZA “O filme tem um primeiro ato belíssimo e mantém a regularidade até seu final. Altas […]

    Responder
  • 9. Mandy  |  setembro 12, 2009 às 1:21 am

    To louca p/ ver!

    Responder
    • 10. Kamila  |  setembro 12, 2009 às 1:43 am

      Mayara, ah, quero saber o que achou do filme. Beijos e bom final de semana!

      Vinícius, o primeiro ato vai entrar pra minha história pessoal, como uma das coisas mais lindas que já vi no cinema.

      Mandy, assista!!

      Responder
  • 11. Louis Vidovix  |  setembro 12, 2009 às 1:56 am

    Os primeiros minutos são a coisa mais linda! O fato é que fiquei com o olho aguado em mais de uma ocasião. Mais um ponto para a Pixar!!! Beijão.

    Responder
  • 12. Luis Galvão  |  setembro 12, 2009 às 12:10 pm

    Não é o melhor da Pixar (que para mim o insuperável Ratatouille) mas chega perto ao colocar personagens tão caristáticos e juntar efeitos ótimos. Eu não gostava de 3d (depois que eu assitir o horrendo “Noite dos namorados macabros” e até mesmo “Era do Gelo” não me convencia dessa nova tecnologia) mas Up! me fez adorar. Algo surpreendente mesmo.

    Responder
  • 13. Joao Paulo  |  setembro 12, 2009 às 6:10 pm

    Ainda considero o melhor filme do ano. Nunca me emocionei tanto no filme. Para muitas vezes, conseguir ser uma obra prima não é necessario criar pretenções extraordinarias (WALL-E tem de sobra) ou temas pediantes ao extremo (Ratatouille tem de sobra) mas sim, ideias simples, personagens agradaveis e principalmente ser sincero com o coração.

    Acredite … essa é a verdadeira revolução do cinema … o coração e não a megalomania de revolucionar … Abraços

    Responder
    • 14. Kamila  |  setembro 12, 2009 às 6:30 pm

      Louis, eu também fiquei com os olhos cheios de lágrimas mais de uma vez durante “Up”. Beijão!

      Luís, “Ratatouille” é obra prima mesmo! E eu ainda tenho que ver um filme em 3D. Imagino a sensação que deve causar na gente!

      João Paulo, o melhor filme do ano, pra mim, é “À Deriva”, até agora. E concordo contigo. Ser simples é difícil demais, ainda mais com competência – o que é caso desse filme. E será que esta é a verdadeira revolução do cinema?? Abraços!

      Responder
  • 15. Bruno  |  setembro 12, 2009 às 6:28 pm

    Eu adorei o filme, mas amei mesmo foi a primeira parte – como vc disse, belíssima.

    Abs!

    Responder
    • 16. Kamila  |  setembro 12, 2009 às 6:31 pm

      Bruno, essa primeira parte, composta por míseros 4 minutos e 15 segundos vai entrar pra história!! Abraços!!!

      Responder
  • 17. Joao Paulo  |  setembro 12, 2009 às 6:50 pm

    Baseados nos ótimos filmes com ideias simples que vi esse ano …
    Pode ser um ótimo caminho para a salvação do cinema … Acho que cansamos de ver exageros e estamos até desconhecendo a arte de fazer um cinema onde o mais importante não só entregar um ótimo material, mas também satisfazer o espectador e relembrar o quanto é ótimo ir ao cinema e deliciar obras como essa, The Hangover, Adventureland, Ponyo e muitos outros.

    Responder
    • 18. Kamila  |  setembro 12, 2009 às 7:27 pm

      João, alguns dos melhores filmes que tenho visto, nos últimos anos, têm seguido essa sua definição: ideias simples, execução também simples. Adoro ser surpreendida nesse sentido!

      Responder
  • 19. Fábio Ochôa  |  setembro 12, 2009 às 10:20 pm

    Oi Camila, tudo bem?
    Acompanho seu blog há bastante tempo, sendo também um viciado em cinema e consequentemente, em discutir cinema.
    Desta maneira, não poderia ter ido parar em outro curso que não fosse Cinema e Animação.

    Há pouco conclui meu curta Ziriguidum de Amor.
    Gostaria que você assistisse e claro, se divirta no processo.

    O link para o curta é

    Um grande abraço e continue sempre com este blog.

    Responder
  • 20. Cassiano  |  setembro 13, 2009 às 3:39 am

    Puts, não consigo encontrar ânimo pra ver desenhos. pecado cinéfilo!

    Responder
  • 21. Jonathan Rodrigues  |  setembro 13, 2009 às 8:16 am

    olá Kamila, como já deve saber eu adorei o filme também

    achei uma obra inesquecível que fala sobre muitos temas interessantes

    estou escrevendo um texto sobre ele e devo postar no meu blog daqui a alguns dias

    Responder
    • 22. Kamila  |  setembro 13, 2009 às 10:14 pm

      Fábio, obrigada. Vou dar uma passada no link pra conferir teu curta. Abraço!

      Cassiano, nem os desenhos maravilhosos da Pixar???

      Jonathan, você, como fã de animação, tem mesmo que adorar esta linda obra. Quero ler seu texto depois.

      Responder
  • 23. Thyago  |  setembro 13, 2009 às 2:49 pm

    para variar, a pixar produz animações que não deixam de ser filmes brilhantes.
    vê se aprende com isso, dreamworks,

    pena q ainda nao vi este filme ç.ç’

    Responder
  • 24. Kau Oliveira  |  setembro 13, 2009 às 5:05 pm

    Kami, como disse no meu texto, adorei o filme. Melhor que algumas novas obras da Pixar, mas ainda assim não é a melhor já feita pela produtora. O melhor é a mensagem de vida contida nele. Mensagem esta direcionada a todos os sonhadores que, por alguma razão, desistem de seus sonhos.

    Beijos!

    Responder
  • 25. Bruno Pongas  |  setembro 13, 2009 às 6:14 pm

    Todo mundo falou absurdos desse filme… mas eu ainda não vi.. espero assisti-lo essa semana. Fiquei muito animado pelas críticas de todos os blogueiros 😀

    Responder
    • 26. Kamila  |  setembro 13, 2009 às 10:14 pm

      Thyago, só a Dreamworks que tem que aprender com a Pixar?? Acho que não!!

      Kau, concordo contigo. O melhor do filme é a mensagem. Beijos!

      Bruno, assista mesmo!

      Responder
  • 27. Bruno Pongas  |  setembro 13, 2009 às 6:15 pm

    E é impressionante como a Pixar sempre acerta… aproveitamento genial!!!

    Responder
  • 28. Pedro Henrique  |  setembro 13, 2009 às 8:15 pm

    É isso mesmo que eu espero de Up, quando eu o assistir. Até agora não soube de ninguém que não tenha gostado do filme.

    Abs Kamila!

    Responder
    • 29. Kamila  |  setembro 13, 2009 às 10:15 pm

      Bruno, a Pixar é um caso SÉRIO!!!

      Pedro, assista, sim. E espero que goste! Abraços!

      Responder
  • 30. Cena da Semana « Cinéfila por Natureza  |  setembro 13, 2009 às 10:07 pm

    […] do estúdio), os diretores Pete Docter e Bob Peterson nos emocionam logo nos primeiros instantes de “Up – Altas Aventuras“. Até agora, a cena mais linda de 2010! Impossível não conter as […]

    Responder
  • 31. Mayara Bastos  |  setembro 13, 2009 às 10:40 pm

    Kamila, como prometido, vim deixar meu comentário. Primeiro, quero dizer que seu texto está muito bem escrito. Segundo, o filme é maravilhoso, achei um dos mais sentimentais da Pixar. Simples, bem feito e muito tocante, consegue perfeitamente musturar comédia e drama. E que cena é aquela do Carl e da Ellie, não consegui segurar as lágrimas, linda, linda mesmo. E a trilha ficou perfeita dentro do filme, principalmente “Married Life”. Um dos melhores filmes de 2009!

    Beijos! 😉

    Responder
  • 32. Yuri  |  setembro 14, 2009 às 12:07 am

    Kamila, seu texto disse tudo. O filme é maravilhoso, Giacchino faz uma trilha linda novamente, história tocante, coadjuvantes engraçados, todos os elementos que um filme tem de ter! Com certeza um dos melhores até aqui.

    Beijos

    Responder
    • 33. Kamila  |  setembro 14, 2009 às 11:06 pm

      Mayara, obrigada! Concordo com teu comentário. Beijos!

      Yuri, obrigada! Beijos!

      Responder
  • 34. Denis Torres  |  setembro 15, 2009 às 4:24 am

    Vc viu a versão legendada?

    Responder
    • 35. Kamila  |  setembro 15, 2009 às 10:32 pm

      Denis, não. Aqui, só estreou a versão dublada.

      Responder
  • 36. Dewonny  |  setembro 16, 2009 às 5:55 pm

    Se trata de mais uma ótima animação da pixar, curti bastante essa amizade entre opostos dessa história de sonhos e aventuras, as cenas com os animais são as mais engraçadas, o visual dos cenários tá impecável como sempre, a qualidade técnica das animações pixar são sensacionais, td é feito no capricho, da gosto de ver uma animação com tanta qualidade, roteiro e personagens são criados com muito amor e paixão por aquilo q estão fazendo, quem só tem a ganhar somos nós os espectadores, e pra quem é fissurado por animações q nem eu, o prazer de assisti é melhor ainda! nota 8.5!
    Abs! Diego!

    Responder
    • 37. Kamila  |  setembro 17, 2009 às 12:45 am

      Diego, eu adorei esse filme também! Abraços!

      Responder
  • 38. Toy Story 3 « Cinéfila por Natureza  |  julho 2, 2010 às 12:47 am

    […] pela Pixar dos outros longas do gênero de animação. Obras como “Toy Story 3” ou “Up – Altas Aventuras” ou “Ratatouille” ou “Procurando Nemo” possuem características peculiares: uma forma de […]

    Responder
  • 39. Nayara  |  julho 12, 2010 às 2:23 am

    Adoro o filme, mas diminuiria para 9,0.

    Responder
  • […] Dumbo (1941) 05. A Viagem de Chihiro (2001) 06. South Park: Maior, Melhor e Sem Cortes (1999) 07. Up – Altas Aventuras (2009) 08. As Bicicletas de Beleville (2003) 09. Procurando Nemo (2003) 10. A Pequena Sereia (1989) […]

    Responder

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A autora

Kamila tem 29 anos, é cinéfila, leitora voraz, escuta muita música e é vidrada em seriados de TV, além de shows de premiações.

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