Arraste-me Para o Inferno

agosto 25, 2009 at 10:54 pm 35 comentários

Já faz exatamente sete anos que o diretor, roteirista e produtor Sam Raimi se dedica por completo à série do heroi de quadrinhos “Homem-Aranha”. Antes de voltar seu olhar à quarta parte da franquia, que deve estrear em 2011, Raimi preferiu retornar às suas origens e dirigir um longa num gênero que lhe é bastante familiar: o de terror – uma vez que ele iniciou a sua carreira neste estilo. 

Todo o roteiro de “Arraste-me Para o Inferno”, o qual foi escrito por Sam Raimi e seu irmão Ivan, se apoia numa afirmação que é bastante conhecida: a de que a nossa vida é uma consequência de uma série de escolhas e decisões. Todas as provações pela qual a protagonista Christine Brown (a sumida Alison Lohman) passa – e elas serão muitas – são decorrentes daquilo que ela escolher fazer. Para cada ação e gesto, Christine terá uma reação. E isso será fundamental para selar o seu destino na obra. 

O roteiro também toca em outros pontos como a ambição e a competição – características que são bem peculiares da cultura norte-americana. Christine vem de origem humilde, namora com um professor universitário (Justin Long) oriundo de família rica e trabalha na área de empréstimos de um banco. Está claro que ela é muito esforçada e vem se dedicando com afinco à oportunidade de ser promovida à assistente da gerência. Porém, para tanto, Christine tem que demonstrar certas capacidades e, ao recusar o pedido de extensão do financiamento da casa da misteriosa Sra. Ganush (Lorna Raver), a jovem vê sua vida se transformar num verdadeiro inferno.

Não conheço as obras anteriores de Sam Raimi no gênero de terror, como “Uma Noite Alucinante” e “A Morte do Demônio”, mas o que chama a atenção em “Arraste-me Para o Inferno” é que o longa tem um aspecto antigo e meio nostálgico – desde a forma como as cenas mais aterrorizantes são apresentadas até o resto da concepção visual do longa. No entanto, a obra (mesmo alternando bons e maus momentos) fica na nossa mente por estar sempre querendo nos surpreender – e, em tempos em que o cinema anda cada vez mais previsível, isso é algo a se celebrar. 

Cotação: 5,5

Arraste-me Para o Inferno (Drag Me to Hell, 2009)
Diretor: Sam Raimi
Roteiro: Sam Raimi e Ivan Raimi
Elenco: Alison Lohman, Justin Long, Lorna Raver, Dileep Rao, David Paymer, Adriana Barraza, Reggie Lee

Entry filed under: Cinema.

Quebrando a Banca W.

35 Comentários Add your own

  • 1. Mayara Bastos  |  agosto 25, 2009 às 11:35 pm

    È a primeira crítica meio morna que li do filme, tenho um pouquinho de medo dele. Mesmo com os elogios, não consigo gostar deste tipo de medo, sou muito medrosa. rsrsrsrsrsrs.

    Beijos! 😉

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  • 2. Mayara Bastos  |  agosto 25, 2009 às 11:36 pm

    *tipo de filme.

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  • 3. Kau Oliveira  |  agosto 25, 2009 às 11:38 pm

    Kami, eu to DOIDO pra ver este filme. Acredita que não está passando em nenhum cinema daqui?! Fiquei triste por isso hahaha.

    Achei que sua nota para o filme ia passar de 7,0. Mas fico feliz em saber que a vontade de surpreender o espectador está firme e forte ali.

    Beijos!

    Responder
    • 4. Kamila  |  agosto 26, 2009 às 12:33 am

      Mayara, mas não tá tão morna, assim, poxa. Eu até elogiei o filme! Beijos!

      Kau, mentira??? Nossa! Aqui está há duas semanas em cartaz. Beijos!

      Responder
  • 5. Leandro  |  agosto 25, 2009 às 11:51 pm

    To muito ansioso pra assistir a esse filme pelo fato dele se mostrar mesmo um filme de terror de verdade,sem adolescentes de camisetas molhadas e brancas gritando feito louca.
    Abraços e dá uma passa no meu blog

    Responder
    • 6. Kamila  |  agosto 26, 2009 às 12:34 am

      Leandro, pode deixar que passarei lá no seu blog! Abraços!

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  • 7. Paco D. Lee  |  agosto 26, 2009 às 12:38 am

    É como já li em algumas críticas, esse é o tipo de filme de quem gosta do gênero, aprecia o estilo. Para quem não apetece o terror pode ser apenas uma obra razoável. Mais ou menos o que aconteceu com Cloverfield ou Watchmen.

    Mas os elementos são fantásticos, se você for notar, o humor aliado ao terror; os efeitos exagerados… Tudo parte da premissa de realizar um terror B, até mesmo o final previsível. hahahaha.

    Mas eu gostei realmente dele, não chega perto da obra-prima do diretor, Evil Dead 2 (não lembro como foi denominado no Brasil, acho que é Uma Noite Alucinante I), mas eu daria um 8,5, por aí.

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  • 8. Louis Vidovix  |  agosto 26, 2009 às 12:43 am

    Muito, muito cool!!!! 🙂

    E recomendo Evil Dead 2. É um cult obrigatório dos 80’s!

    Responder
    • 9. Kamila  |  agosto 26, 2009 às 2:05 am

      Paco e Louis, eu tenho que ver “Evil Dead 2”. E não sou a maior fã do gênero de terror, mas apreciei este filme na medida do possível!

      Responder
  • 10. Bruno  |  agosto 26, 2009 às 2:39 am

    Ufa! É a primeira crítica não muito empolgada que eu leio de DRAG ME TO HELL. Apesar de não ser particularmente fã do gênero estou revoltado de não ter passado por aqui ainda, espero que o filme se arraste até aqui já nessa sexta.

    Bjs!

    Responder
  • 11. Denis Torres  |  agosto 26, 2009 às 2:49 am

    Bem, vc pode não ser muito fã do gênero e por isso deixe de apreciar certos aspectos do filme, mas a sua nota não condiz muito bem com a sua crítica. 5.5 é baixo demais… Abs!

    Responder
  • 12. Paulo Montanaro  |  agosto 26, 2009 às 3:11 am

    Olá Kamila.

    Tenho visto ótimas críticas sobre esse filme, um gênero que me interessa bastante, principalmente por, até que enfim, termos algo que não é nem adaptação de algum livro, nem reboot, refilmagem ou coisa parecida. Seus comentários não foram realmente mornos, mas a nota que vc deu ficou meio que imprevisível. Pelos comentários, pensei que passaria mesmo de 7 ou 8… Algum motivo para a nota um pouco mais baixa?

    Há braços
    Paulo

    Responder
    • 13. Kamila  |  agosto 26, 2009 às 10:32 pm

      Bruno, o filme, aqui, vai na sua segunda semana de exibição! Beijos!

      Denis, você achou??? Abraços!

      Paulo, eu acho que o filme tem um ritmo muito irregular… Algumas doideiras inexplicáveis. Abraços!

      Responder
  • 14. jajnet  |  agosto 26, 2009 às 4:17 am

    Kamila, concordo com vc e achei o filme muito aquém do que Sam Raimi pode fazer. O filme é um repeteco de situações já mostradas em Evil Dead – o automóvel é mesmo, o sujeito possuído levitando, etc. Porém, tudo com humor e sem muito uso de efeitos digitais, o que é nostálgico.Incomoda-me um pouco a xenofobia do filme -de certa forma, o americano-chinês que disputa o cargo com Christine; latinos envolvidos com rituais de exorcismo e por aí vai… Por outro lado, ela, Christine, norte-americana é quem faz as escolhas moralmente erradas (ironicamente). Mas tudo isso poderia ser retratado de forma mais forte. Pelo contrário, segue de forma fluida.Abcs

    Responder
  • 15. Luis galvão  |  agosto 26, 2009 às 1:05 pm

    Eu adoro “Uma noite alucinante”, não sei o porquê (pois eu odeio filmes de terror) mas talvez porque esse seja mais um filme de comédia, do que de terror mesmo.
    Assistir Drag Me to Hell esperando vê aquele Sam de antes, trash, e nojento. E encontrei.Me acabava de rir no cinema, alguns sustinhos, mas nada que fosse para fechar os olhos (rrrsrsr – eu sou medroso mesmo) Algo super legal.
    Foi ótimo vê ele retornando as susa origens.
    E já tá no imdb que em 2010 ele quer fazer um remake de Evil Dead, WOW, diversão garantida

    Responder
  • 16. Cassiano  |  agosto 26, 2009 às 2:33 pm

    O título desse filme soa pra mim como um aviso!

    Responder
    • 17. Kamila  |  agosto 26, 2009 às 10:34 pm

      Jajnet, ótimo comentário. Excelentes pontos levantados e eu concordo contigo em várias coisas. Abraços!

      Luís, eu tenho ainda que assistir “Uma Noite Alucinante”.

      Cassiano, e é um aviso mesmo! 🙂

      Responder
  • 18. Weiner  |  agosto 26, 2009 às 4:38 pm

    Acho que a primeira opinião que leio que não é totalmente favorável ao filme. Estreou aqui em minha cidade, e uma turma de amigos conferiu. Todos adoraram. Eu estou esperando apenas um tempinho para ir ao cinema, e infelizmente, não estou conseguindo driblar as expectativas.
    Engraçado é que não sou fã de “A Morte do Demônio”, o filme cult da década de 1980, dirigido por Raimi. E parece que tem muito dele aqui. Já “Uma Noite Alucinante” eu achei até divertido.
    Beijos!

    Responder
  • 19. Otavio Almeida  |  agosto 26, 2009 às 5:21 pm

    Mas a nota não bate com a crítica… Sei que não gostou tanto, mas também não entendi a cotação.

    Enfim, aqui vai uma boa:

    ARRASTE-ME PARA O INFERNO
    Direção: Andrade
    Elenco: Todo o time do Flamengo

    Bjs!

    Responder
  • 20. Mayara Bastos  |  agosto 26, 2009 às 5:51 pm

    Kamila, desculpe-me, quis dizer a nota, não a crítica, rsrsrsrsrsrsrs. Até que você foi boazinha! Acabei escrevendo errado, rsrsrsrsrsrs.

    Beijos! 😉

    Responder
    • 21. Kamila  |  agosto 26, 2009 às 10:38 pm

      Weiner, é um filme divertido, mas que agrada mais aos fãs do gênero. Beijos!

      Otavio, esse meu esquema de cotação só faz sentido pra mim mesma… Já percebi. rsrsrsrsrs Beijos!

      Mayara, ahhhhhh! Beijos!

      Responder
  • 22. Ygor  |  agosto 26, 2009 às 7:18 pm

    Quero muito ver esse filme, valeu pela visita abraço!!!

    Responder
    • 23. Kamila  |  agosto 26, 2009 às 10:38 pm

      Ygor, de nada. Espero que assista ao filme!

      Responder
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    Responder
  • 25. Vinícius P.  |  agosto 27, 2009 às 11:18 pm

    Kamila, mesmo com a cotação relativamente baixa, entendi que sua crítica foi favorável, né? Só avisando por causa do post no blog da SBBC, rsrsrs – se quiser mudar, fique à vontade 😉

    Responder
  • 26. Luís  |  agosto 30, 2009 às 5:42 pm

    Vi comentários relativamente bons a respeito desse filme, mas enrolei tanto para ir ao cinema que acabou saindo de cartaz sem que eu pudesse conferi-lo.
    Isso me irritou, mas eu esperarei chegar em DVD para enfim ter minha opinião.
    🙂

    Responder
    • 27. Kamila  |  agosto 31, 2009 às 1:05 am

      Vinícius, foi um pouquinho pela vontade de nos surpreender. 🙂

      Luís, assista!

      Responder
  • 28. Pedro Henrique  |  agosto 31, 2009 às 4:03 am

    Eu gosto muito do filme. Acho que a construção do suspense foi muito bem concebida pelo diretor, que não abriu do humor.

    Abs!

    Responder
    • 29. Kamila  |  agosto 31, 2009 às 11:43 pm

      Pedro, eu gostei do fato de que o filme tem esse humor que você citou. Abraços!

      Responder
  • 30. Dewonny  |  setembro 1, 2009 às 8:48 pm

    Kamila, sua nota é a mais baixa q vi nos blogs desse filme q achei muuuuito bom, grande trabalho de Sam Raimi de volta ao gênero q lhe revelou. nota 8.0!
    Bjo! Diego!

    Responder
    • 31. Kamila  |  setembro 1, 2009 às 9:28 pm

      Diego, bom, essa é a minha opinião! 🙂 Beijo!

      Responder
  • 32. Hellen  |  outubro 12, 2009 às 7:12 pm

    Eu adorei esse filme!Dá pra dar muitas risadas com ele!O bom e velho Sam raimi voltando às origens!!! 😀

    Responder
    • 33. Kamila  |  outubro 12, 2009 às 11:42 pm

      Hellen, eu tenho que conferir mais do velho e bom Sam Raimi!

      Responder
  • 34. WILLIS DE FARIA (Cinefilomaniacos)  |  novembro 18, 2009 às 1:27 am

    Após quase três décadas e uma restrição em curso no leme da concessão do “Homem Aranha”, Sam Raimi chamou alguns demônios longo-dormentes dos seus próprios, e fez um retorno triunfante a suas raízes com “Arrasta-me para o inferno”.Um filme estilo terror-suspense, sem derramamento de sangue, mutilações, enfim um clássico que nos lembra a serie de filmes “Lendas Urbana e Uma Noite Alucinante”. Tem um aspecto antigo e meio nostálgico. Todo o roteiro foi escrito por Sam Raimi e seu irmão Ivan, e se apóia numa afirmação que é bastante conhecida: a de que a nossa vida é uma conseqüência de uma série de escolhas e decisões. Todas as provações pela qual a protagonista Christine Brown é decorrente daquilo que ela escolher fazer. Para cada ação e gesto, Christine terá uma reação. E isso será fundamental para selar o seu destino na obra. O roteiro também toca em outros pontos como a ambição e a competição – características que são bem peculiares da cultura norte-americana. Na primeira cena observamos as tentativas inocente de um menino hispânico ser jogado de um balcão e ser inteiro engolido por uma falha impetuosa na terra, o próprio inferno. Dá para imaginar tal destino espera Christine (Alison Lohman). Christine vem de origem humilde e namora um professor universitário (Justin Long) oriundo de família rica e ela trabalha na área de empréstimos de um banco. Está claro que ela é muito esforçada e vem se dedicando com afinco à oportunidade de ser promovida à assistente da gerência. Porém, para tanto, Christine tem que demonstrar certas capacidades e, ao recusar o pedido de extensão do financiamento da casa da misteriosa Sra. Ganush (Lorna Raver), uma mulher adulta com um olho cego, unhas decrépitas e uma atitude relaxado à higiene pessoal. A Sra. Ganush implora a Christine por uma extensão em seu empréstimo hipotecário, e Christine, de encontro a seus próprios princípios, nega a renovação da hipoteca fazendo à cigana raivosamente não satisfeita. Christine depois encontra um receptor azarado de uma praga aciganada. De acordo com uma consulta com um conselheiro espiritual – quem ele mesmo é chocalhado um pouco por o que vê – Christine terá três dias de tormento. Após isso, ela será reivindicada pelo “Lamia”, um demônio do inferno. Todos os sustos são estilo explícito usual de s, para baixo como o “Lamia”, considerado somente na silhueta do cartunista, e sua forma é uma homenagem direta a Jacques Tourneu – 1957 de s; “Noite do Demônio”. A jovem, vê sua vida se transformar num verdadeiro inferno. No entanto, a obra (mesmo alternando bons e maus momentos) fica na nossa mente por estar sempre querendo nos surpreender – e, em tempos em que o cinema anda cada vez mais previsível, isso é algo a se celebrar. “Arrasta-me ao inferno”, é um dos filmes mais agradáveis do ano. Com esta seguinte analise do site que agrega o maior e mais respeitável grupo de críticos do mundo: ”Sam Raimi retornará à sua melhor forma com Drag Me to Hell, um assustador, hilário, passeio de emoção deliciosamente exagerado.”, recebeu a nota 9,2. Nota: 9,0

    Responder
    • 35. Kamila  |  novembro 18, 2009 às 10:53 pm

      Willis, acho a sua nota um exagero, mas o filme vale pela nostalgia!

      Responder

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Kamila tem 29 anos, é cinéfila, leitora voraz, escuta muita música e é vidrada em seriados de TV, além de shows de premiações.

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