Lendo – O Grande Gatsby

fevereiro 6, 2009 at 9:06 pm 14 comentários

“Sorriu compreensivamente – muito mais do que compreensivamente. Era um desses sorrisos raros que têm em si algo de segurança eterna, um desses sorrisos com que a gente talvez depare quatro ou cinco vezes na vida. Um sorriso que, por um momento, encarava – ou parecia encarar – todo o mundo eterno, e que depois se concentrava na gente com irresistível expressão de parcialidade a nosso favor. Um sorriso que compreendia a gente até o ponto em que a gente gostaria de acreditar, assegurando-nos que tinha da gente exatamente a impressão que a gente, na melhor das hipóteses, esperava causar”. (págs. 44-45)

O trecho destacado no início do post é o primeiro momento em que vemos o personagem principal de “O Grande Gatsby”, livro escrito por F. Scott Fitzgerald (autor também do conto que inspirou “O Curioso Caso de Benjamin Button“). Jay Gatsby é aquilo que poderíamos chamar de “o homem certo na hora correta”; alguém que representa o sonho americano e que construiu sua riqueza sozinho sempre tendo como base a vasta rede de conexões que estabeleceu ao longo de sua existência.

 

A história de ascensão do personagem nos é retratada por Nick Carraway, vizinho e convidado assíduo das festas promovidas por Gatsby. O fascínio que Jay exerce sobre ele faz com que Nick queira conhecê-lo a fundo e é aí que se tem o verdadeiro desenho de um homem que teve a sua ruína decretada pelo fato de não saber que “o seu sonho já havia ficado para trás, perdido em algum lugar, na vasta obscuridade que se estendia para além da cidade, onde as escuras campinas da república se estenderam sob a noite”.

 

O mundo que vemos ser retratado em “O Grande Gatsby” é muito familiar ao autor F. Scott Fitzgerald. Ele era muito interessado no estilo de vida da elite norte-americana – tanto que se casou com uma bela mulher da alta sociedade. A sua prosa é bem sofisticada e fala de forma muito sutil sobre a mistura de vazio e de euforia que marcam a vida de Jay Gatsby.

 

O Grande Gatsby (2003)

Autor: F. Scott Fitzgerald

Coleção Biblioteca Folha

Entry filed under: Livros.

Lendo – Razão e Sentimento Olha que Blog Maneiro!

14 Comentários Add your own

  • 1. Rafael Moreira  |  fevereiro 6, 2009 às 10:20 pm

    Quantas leituras, meu Deus. Eu só passei a conhecer o trabalho de F. Scott Fitzgerald de pois do filme “Ben Button”. Tão cedo não vou ler “O Grande Gatsby”, tenho outras prioridades no momento… Abraço e bom final de semana!

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  • 2. Kamila  |  fevereiro 6, 2009 às 10:24 pm

    Rafael Moreira, estes textos são velhos! Só agora consegui publicá-los. 🙂 Este foi o primeiro livro do Fitzgerald que eu li. Até fiquei curiosa para ler “Benjamin Button”, mas deixei para outra oportunidade. E “O Grande Gatsby” será adaptado novamente, em breve. Se não me engano pelo Baz Luhrmann. Abraço e bom final de semana!

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  • 3. Hugo  |  fevereiro 6, 2009 às 10:53 pm

    Assisti ao filme há um bom tempo e apesar do bom elenco Redford, Mia Farrow e Sam Waterston, acha o resultado apenas correto e até um pouco frio.

    Até mais.

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  • 4. Kamila  |  fevereiro 7, 2009 às 12:57 am

    Hugo, eu não assisti à adaptação deste livro, mas o livro mesmo é meio frio. Tudo acontece de forma lenta e, de uma hora para a outra, acontece aquele ápice emotivo e tudo se torna mais interessante. Até mais! Bom final de semana!

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  • 5. Kau Oliveira  |  fevereiro 7, 2009 às 1:25 am

    Não li, mas tenho curiosidade. Ainda mais com essa introdução do seu texto, com uma partezinha do livro! Adorei.

    Kami, viu Noivas em Guerra? Oq achou? Hoje vi Sim Senhor e achei legalzinho, mas no geral bem discutível.

    Excelente fds! Beijos!

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  • 6. Kamila  |  fevereiro 7, 2009 às 3:25 am

    Kau, eu gostei de “Noivas em Guerra”. O filme é clichê, mas diverte. Beijos e bom final de semana!

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  • 7. Weiner  |  fevereiro 7, 2009 às 12:36 pm

    Conheci este livro nas prateleiras da biblioteca da minha escola de segundo grau, sendo que não tive digamos, o “bom senso” de lê-lo. Vale a dica. O Scott Fitzgerald é um excelente autor.

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  • 8. Vinícius P.  |  fevereiro 7, 2009 às 3:59 pm

    Parece que esse livro terá uma nova adaptação para o cinema em breve, não? Escutei algo a respeito, mas não tenho muita certeza…

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  • 9. Romeika  |  fevereiro 7, 2009 às 4:49 pm

    Kamila, vc tb viu o filme? Eu nunca vi, nem li o livro. Parece q a historia eh meio autobiografica.. Bom fds!

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  • 10. Otavio Almeida  |  fevereiro 7, 2009 às 7:40 pm

    Não vi esse filme ainda. E tb não li o livro. Vi aí o comentário do Vinicius e eu não sabia dessa idéia de remake…

    Kamila, te indiquei ao Blog Maneiro!

    Bjs!

    Responder
  • 11. Mayara Bastos  |  fevereiro 7, 2009 às 10:47 pm

    Olá, Kamila! Tudo bem?

    Este livro tem na escola, quando voltar pegarei emprestado. 😉 Aliás, estou de olho na versão em quadrinhos de Benjamin Button que irá lançar.

    Beijos e tenha um ótimo fim de semana! 😉

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  • 12. Kamila  |  fevereiro 8, 2009 às 12:32 am

    Weiner, este foi o primeiro livro do Scott Fitzgerald que li e gostei bastante.

    Vinícius, você está certo. Se não me engano, o interessado em adaptar o livro é Baz Luhrmann.

    Romeika, não assisti ao filme e nem sabia desse detalhe autobiográfico. Pensava que isso tinha sido fruto da imaginação do autor.

    Otavio, o Baz Luhrmann que está interessado em adaptar este livro. Obrigada pela indicação. Te retribuí a gentileza. Beijos!

    Mayara, tudo bem, obrigada. E com você? Espero que goste do livro e nem sabia dessa idéia de quadrinhos sobre Benjamin Button. Isso parece ser interessante. Beijos e ótimo final de semana!

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  • 13. Anderson  |  fevereiro 8, 2009 às 1:08 am

    Eu sou fascinado por esse livro, por pouco não escrevi minha dissertação de mestrado sobre ele, comparando com PSICOPATA AMERICANO. Mas ainda vou fazer esse projeto…

    Aguardo com ansiedade esse filme do Luhrmann, q é um dos meus diretores favoritos. Abs!

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  • 14. Kamila  |  fevereiro 8, 2009 às 2:56 am

    Anderson, agora estou curiosa para saber qual a comparação ou paralelo que você enxerga entre este livro e o filme “Psicopata Americano”. Abraços!

    Responder

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A autora

Kamila tem 29 anos, é cinéfila, leitora voraz, escuta muita música e é vidrada em seriados de TV, além de shows de premiações.

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