Sete Vidas

janeiro 28, 2009 at 1:09 am 23 comentários

O filme “Sete Vidas”, do diretor Gabriele Muccino, segue muito a linha de seu trabalho anterior, “À Procura da Felicidade”, uma vez que quer contar uma história inspiradora e que faça com que a platéia reflita a respeito de seus atos e de suas vidas. Portanto, já na primeira cena da obra, somos brindados com uma frase de bastante efeito: “Em sete dias, Deus criou o mundo. Eu precisei de sete segundos para destruir o meu”. O eu da frase em questão é o narrador do longa, o auditor fiscal Ben Thomas (Will Smith).

 

Está claro que Ben é alguém que carrega todo o peso do mundo em suas costas e que causou uma enorme dose de sofrimento a um determinado grupo de pessoas. É justamente o sentimento de culpa que move o personagem no decorrer dos 118 minutos de projeção de “Sete Vidas”. O filme irá nos mostrar as diversas tentativas de Ben Thomas em ajudar sete pessoas – as quais foram escolhidas pelo seguinte critério: elas devem ser possuidoras de um excelente caráter, ou seja, elas devem merecer o auxílio que Ben lhes quer ofertar.

 

Apesar de contar uma história que vai ter consequências amplas, “Sete Vidas” enfoca muito o relacionamento que Ben Thomas irá estabelecer com um dos seres que pretende ajudar. Emily Posa (Rosario Dawson, a melhor coisa do filme) é uma jovem artista que possui uma insuficiência cardíaca congênita – ou seja, ela precisa de um transplante de coração para poder sobreviver. De alguma forma, ela será a única a conseguir transpor a barreira que Ben coloca entre ele e as pessoas que ele pretende ajudar – uma vez que ele sempre se apresentará como alguém que quer fazer o bem sem receber reconhecimento ou algo em troca.

 

Na primeira parceria entre o diretor Gabriele Muccino e o astro Will Smith, no já citado “À Procura da Felicidade”, o ator conseguiu a sua segunda indicação ao Oscar de Melhor Ator. Com certeza, obter novamente um possível reconhecimento da Academia era o objetivo de Smith ao se reunir de novo com o italiano. O problema é que o tiro saiu pela culatra. O roteiro de “Sete Vidas” repete o mesmo erro visto em “A Corrente do Bem” (um longa cuja temática é muito parecida com a deste): ele mais atrapalha que inspira – especialmente em seu ato final, em que tudo fica bonitinho demais para ser verdade.

 

Cotação: 5,0

 

Sete Vidas (Seven Pounds, 2008 )

Diretor: Gabriele Muccino

Roteiro: Grant Nieporte 

Elenco: Will Smith, Rosario Dawson, Woody Harrelson, Michael Ealy, Barry Pepper

Entry filed under: Cinema.

Marley e Eu Se Eu Fosse Você 2

23 Comentários Add your own

  • 1. Anderson Siqueira  |  janeiro 28, 2009 às 1:25 am

    Acabei de assisti-lo. Cheguei do cinema agora. E por coincidência vi o seu post. Mas discordo de você. Achei o filme acima da média.
    Tá bom… assumo que adorei “À Procura da Felicidade” e que isso ajudou a fazer com que eu também gostasse de “Sete Vidas”.
    Mas não foi somente pelo fato do mesmo diretor e protagonista. “Sete Vidas” tem fotografia, montagem, atuações, efeitos visuais, detalhes e trilha sonora muito bons. O roteiro começa devagar, mas ganha dinamismo e suavidade com o passar do filme. E o final é marcante.
    Ainda assim há vários erros de continuidade e achei as locações pobres.

    NOTA (0 a 5): 4,5
    ****

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  • 2. Vinícius P.  |  janeiro 28, 2009 às 1:46 am

    Eu não gosto de “À Procura da Felicidade”, considero um filme extremamente manipulativo (e até isso pode ser bom às vezes, mas simplesmente não funcionou nesse caso), por isso não tenho a mínima vontade de ver “Sete Vidas”, nem mesmo em DVD. Não só por todos os comentários negativos (ainda mais agora que você o comparou com “A Corrente do Bem”, um filme que odeio), mas por algum motivo sinto que esse é o tipo de filme que nunca chamará a minha atenção. Abraço!

    Responder
  • 3. Kamila  |  janeiro 28, 2009 às 1:59 am

    Anderson, eu adoro “À Procura da Felicidade”, mas achei esse “Sete Vidas” terrível. A única coisa que se salva, no filme, para mim, é a Rosario Dawson.

    Vinícius, a história do filme chama a atenção da gente, mas o que irrita mesmo é a execução do Gabriele Muccino. O filme é manipulador e, pior, maniqueísta! Abraço!

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  • 4. Marcel Gois  |  janeiro 28, 2009 às 2:54 am

    Aqui entre nós? Tenho uma tendência muito grande a não gostar dos filmes do Will Smith. É tanto que nem tive coregem de ver Sete Vidas no cinema; mas ainda pretendo ver, nao sei pq mas td bem! rs
    abraço

    Responder
  • 5. Ibertson  |  janeiro 28, 2009 às 2:55 am

    Não vi À Procura da Felicidade, mas ultimamente não venho gostando muito dos projetos que Will Smith se mete. Não por sua culpa, claro, como por exemplo Eu sou a Lenda e Hancock, dois filmes com boas idéias, mas conduzidos de uma forma bastante irregular.
    Vou tentar assistir esse e à Procura da Felicidade para ver se Smith sobe no meu conceito com esses projetos recentes.

    OBS: Os filhos do Will Smith são uns moleques chatos, vide Eu sou a Lenda e O dia em que a Terra Parou.

    Responder
  • 6. Robson Saldanha  |  janeiro 28, 2009 às 11:32 am

    eu adorei À Procura da Felicidade… mas não sei se iria ostar desse…a única pessoa que o amou foi minha irmã e não sei se confio muito no “taco” dela… ha ha ha

    Responder
  • 7. Cassiano  |  janeiro 28, 2009 às 1:41 pm

    Hummm, A Corrente do Bem era muito chato!

    Bom, não vi esse, mas tenho vontade, acho o Gabriele um grande nome, mas fui desestimulado demais.

    Responder
  • 8. Vinicius Silva  |  janeiro 28, 2009 às 2:28 pm

    É como você falou, Kamila, em algum comentário por aqui. O filme é maniqueísta, mas o que me irrita muito mais é essa tentativa de transformar Will Smith em um mártir. Na verdade, ele é a única coisa boa do filme, mas como ele poderia julgar o caráter das pessoas. É completamente sem noção, não funciona, o filme tem apenas a vontade de fazer o seu público se emocionar e, na minha opinião, se torna algo muito abstrato.

    Responder
  • 9. Mayara Bastos  |  janeiro 28, 2009 às 3:13 pm

    Olá, Kamila! Tudo bem?

    Não vi o filme, ainda. Estou lendo comentários não muito animadores deste filme, talvez espere para ver na TV.

    Beijos! 😉

    Responder
  • 10. Otavio Almeida  |  janeiro 28, 2009 às 6:05 pm

    Kamila, ainda não vi esse filme, mas ninguém gosta dele…

    Aliás, confesso que chorei em MARLEY & EU, mas pq tenho cachorro. Um lhasa. O nome dele é FRODO. Mas não gosto do filme não. Achei apelão demais.

    Bjs!

    Responder
  • 11. Kau Oliveira  |  janeiro 28, 2009 às 7:52 pm

    Kami, consegui dar uma nota menor que a sua, rsrsrsrsrsrsrs. Detesei o filme, do início ao fim. E nem por causa do ritmo, mas sim pelo roteiro ruim e direção perdida. Mas o elenco tenta…

    Beijos!

    Responder
  • 12. Yuri  |  janeiro 28, 2009 às 8:24 pm

    Eu gosto de “À Procura da Felicidade”, mas é incrível como a dupla erra a mão nesse longa. Muito forçado, era meio óbvio que eles queriam atacar a temporada de prêmios.

    Minha nota foi praticamente a mesma (4,8), o que salva no filme é o elenco, principalmente os coadjuvantes.

    Beijos.

    Responder
  • 13. cmpfama  |  janeiro 28, 2009 às 9:54 pm

    Essa segunda parceria foi terrível. A tentativa de tentar outra indicação ao Oscar foi por água a baixo. Graças a DEUS!

    http://www.saladoentretenimento.wordpress.com

    Responder
  • 14. Kamila  |  janeiro 29, 2009 às 12:29 am

    Marcel, eu recomendo que você não assista a este filme no cinema. Abraço

    Ibertson, “Sete Vidas” é o filme errado para quem quer assistir a um projeto bom do Will Smith, infelizmente.

    Robson, vixe!!!!! rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

    Cassiano, também gosto do Gabriele Muccino, mas é fato que ele errou a mão com este filme.

    Vinícius Silva, para mim, a melhor coisa do filme foi a Rosario Dawson. A atuação dela, em “Sete Vidas”, foi a melhor da carreira dela.

    Mayara, tudo bem, obrigada. E com você? Acho que você faz certo em deixar para ver o filme na TV. Beijos!

    Otavio, acho que todo mundo chorou em “Marley & Eu”. 🙂 Beijos!

    Kau, o elenco bem que tenta, mas a direção e o roteiro realmente são podre!!! Beijos!

    Yuri, concordo com seu comentário. Beijos!

    cmpfama, exatamente!!!

    Responder
  • 15. Pedro Henrique  |  janeiro 30, 2009 às 9:12 pm

    Feito para fazer o público derramar lágrimas. Nunca consegue isso porque o desenvolvimento do personagem central é porco, salvo pelo carisma e talento do Will Smith.

    Responder
  • 16. Kamila  |  janeiro 31, 2009 às 1:59 am

    Pedro, eu concordo com o que você disse, exceto que acredito que nem o talento nem o carisma de Will Smith salvaram este filme.

    Responder
  • 17. Raul  |  fevereiro 26, 2009 às 8:38 pm

    Pessoal

    Quem seria a sétima vida salva? A do próprio protagonista? E quanto ao treinador de hóquei?

    Responder
  • 18. Raul  |  fevereiro 26, 2009 às 8:48 pm

    Opa. Agora me toquei dos sete salvos: o sétimo é o treinador de hoquei que recebeu os rins!

    Responder
  • 19. Kamila  |  fevereiro 27, 2009 às 1:48 am

    Raul, você mesmo deu a resposta à sua pergunta!! 🙂

    Responder
  • 20. Natalia Beatriz de Oliveira  |  maio 20, 2009 às 5:10 pm

    bem eu gostei do filme ” Sete Vidas ” pelo o que ele conta no filme pela historia e tambem pelo acontecido, tambem por ser protagonizado pelo Will Smith, ele é um ator muito bom os filmes q ele faz são todos maravilhosos pois ele sabe fazer os filmes muito bem..

    Responder
  • 21. Kerolyn  |  outubro 10, 2009 às 9:14 pm

    Eu chorei mto assistindo “Sete Vidas” !
    Achei “Sete Vidas” melhor do que “A Procura da Felicidade” !
    Na verdade eu tenho um pequeno problema, sempre acabo gostando dos filmes que a maioria das pessoas não gostou e costumo odiar os filmes que viram sucesso!! Sou meio doida mesmo! 😛

    xD

    Responder
  • 22. Fabio Souza  |  maio 9, 2011 às 7:43 am

    Não Kerolyn, vc não é doida .. provavelmente é mais evoluída. A massa é comprovadamente tosca, basta ver o sucesso que comerciais aparentemente inócuos da televisão fazem, o consumismo que produzem.

    O filme é ótimo, produz reflexão e nos mostra como a vida pode ser bonita apesar de reclamarmos e não valorizarmos “detalhes” até que eles escapem entre nossos dedos.

    Mas se várias pessoas são incapazes até de perceber as 7 vidas salvas, seria utópico da minha parte querer que percebam as sutilezas deste ótimo filme.

    Responder
    • 23. Kamila  |  maio 9, 2011 às 10:32 pm

      Natalia, o filme é legal, mas manipula, sim.

      Kerolyn, eu prefiro “À Procura da Felicidade”.

      Fabio, concordo com ele que você não é doida, Kerolyn. Você tem personalidade por gostar de filmes que fogem do gosto comum!

      Responder

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A autora

Kamila tem 29 anos, é cinéfila, leitora voraz, escuta muita música e é vidrada em seriados de TV, além de shows de premiações.

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