Marley e Eu

janeiro 27, 2009 at 1:28 am 21 comentários

O jornalista e escritor John Grogan, autor do best-seller “Marley e Eu”, que originou a homônima adaptação cinematográfica dirigida por David Frankel, disse tudo quando afirmou que “uma pessoa pode aprender muito com um cachorro, mesmo um doidão como o nosso. Marley me ensinou a viver cada dia com muita exuberância e alegria, aproveitando o momento e seguindo seu coração. Ele me ensinou a apreciar as coisas simples. E, na medida em que ele envelheceu e ficou cheio de dores, ele me ensinou sobre o otimismo diante da adversidade. Principalmente, ele me ensinou sobre a amizade e sobre a falta de egoísmo e, mais do que tudo, sobre lealdade incondicional”.

 

É assim mesmo que os cães de estimação fazem nos sentir. Eles são mesmo os melhores amigos dos homens – afinal, após um daqueles dias difíceis, eles nos derretem ao nos receberem em casa com carinho; querendo, em troca, somente um pouco da nossa atenção e uma mínima manifestação de amor. Eles são uma companhia constante e parecem ter o instinto certo para saber quando se aproximarem e quando se afastarem.

 

Além de ter ensinado tudo isto para John Grogan (que, no filme, é interpretado por Owen Wilson), o cão labrador Marley foi uma testemunha viva da construção do projeto de vida do jornalista com a também repórter Jenny (Jennifer Aniston, numa ótima atuação). Afinal, o cachorro viu os dois progredirem em seus empregos, planejarem os três filhos (dois meninos e uma menina), mudarem de cidade, colocarem de lado projetos antigos, entre outras coisas.

 

Adaptado por uma dupla mais que talentosa, Scott Frank (de “Minority Report – A Nova Lei” e “Irresistível Paixão”) e Don Roos (de “O Oposto do Sexo” e “Mais que o Acaso”), “Marley e Eu” é um filme que cativa o espectador – afinal, é muito fácil para qualquer um de nós se identificar com as situações vividas pelo casal Grogan. Além disso, o longa tem um diretor que sabe apresentar a história sem nunca tentar manipular as nossas emoções.

 

Cotação: 8,0

 

Marley e Eu (Marley & Me, 2008 )

Diretor: David Frankel

Roteiro: Scott Frank e Don Roos (com base no livro de John Grogan)

Elenco: Jennifer Aniston, Owen Wilson, Eric Dane, Alan Arkin

Entry filed under: Cinema.

Comentando o SAG Awards 2009 Sete Vidas

21 Comentários Add your own

  • 1. Matheus  |  janeiro 27, 2009 às 1:32 am

    Kamila, eu não gostei de “Marley & Eu”. Fiquei com a impressão de que é um filme “reciclado”, que é simplesmente o que muitos outros filmes já foram.

    Responder
  • 2. Anderson Siqueira  |  janeiro 27, 2009 às 2:15 am

    Verei esta semana ainda.

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  • 3. Cássia  |  janeiro 27, 2009 às 2:19 am

    Eu adorei Marley e eu.
    Lembrei dos pequineses que tinhamos em casa – quase uma chácara! Quando mudamos para um apartamento, demos a matriarca de presente para um grande amigo… Foi duro ficarmos sem Anike, mas, ela já estava acostumada com casa, jardim e quintal. Foi melhor para ela!
    Ainda sinto saudades de ter um Marley comigo, mas, continuo achando que apartamento é área restrita para esses inseparáveis companheiros!
    Obrigada pelo seu blog, Kamila!
    Visito quando posso. E sempre me encanto!
    A Batata Transgênica da Naomi, é de uma amiga encantadora, em suas colocações sobre filmes, séries e premiações, dentre outros pitacos adoráveis.

    Responder
  • 4. Kamila  |  janeiro 27, 2009 às 2:23 am

    Matheus, sua idéia tem fundamento, mas, mesmo assim, o filme muito me comoveu!

    Anderson, espero que goste do filme!

    Cássia, eu também me lembrei dos cachorros que tive, das saudades que sinto deles todos, do companheirismo deles. Também moro em apartamento e concordo: infelizmente, esta é uma área restrita para os animaizinhos. Obrigada pela sua visita e pelo seu comentário.

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  • 5. Mayara Bastos  |  janeiro 27, 2009 às 2:57 am

    Olá, Kamila! Tudo bem?

    Vi “Marley e Eu” semana passada com minha mãe e fiquei bastante satisfeita com o resultado. Como fãs do livro, que consegue sensibilizar até pessoas que não tem cães. Tenho dois pastores alemão, e são o jeito de Marley, sapecas e meus melhores amigos quando estou mais sensibilizada. Fiquei com um pouco de medo de como sairia o filme com Owen e Jennifer nos papéis de John e Jenny, mas até que ficaram muito bem, principalmente a química entre eles.

    Beijos! 😉

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  • 6. Marley e Eu : sexo  |  janeiro 27, 2009 às 3:29 am

    […] Leia mais deste post no blog de origem: Clique aqui e prestigie o autor […]

    Responder
  • 7. Lucas  |  janeiro 27, 2009 às 5:39 am

    nao vi, mas disseram que é interessante e emocionante..

    Responder
  • 8. Hugo  |  janeiro 27, 2009 às 10:14 am

    Fico sempre com um pé atrás com livros que viram sucesso popular e vendem milhões.

    A história parece ser daqueles prontas para fazer o espectador se emocionar.

    Mesmo assim pretendo assistir.

    Até mais.

    Responder
  • 9. Vinícius P.  |  janeiro 27, 2009 às 10:26 am

    Que bom, tinha medo que justamente tentasse manipular o espectador e pelo visto isso não ocorreu. Como é época de Oscar e vários filmes indicados estão chegando ao cinema, acho que deixarei esse para o DVD, mas certamente o verei. Abraço!

    Responder
  • 10. Wally  |  janeiro 27, 2009 às 2:17 pm

    Kamila, amei este filme. Achei sincero, observador e MUITO comovente. Os últimos 10-15 minutos pareciam não acabar e vi tudo com uma visão toda embaçada. Os atores estão muito bem e todo o trabalho foi bem articulado.

    Nota 8,0

    Ciao!

    Responder
  • 11. Alyson  |  janeiro 27, 2009 às 3:21 pm

    O livro é uma simpatia, não?
    Acho que enquanto lemos o livro, parece que Marley também é nosso companheiro. Ainda não vi o filme, mas é um dos quais eu mais aguardo para ver com calma. Num clima compatível.

    Beijão!

    Responder
  • 12. Jeniss Walker  |  janeiro 27, 2009 às 4:34 pm

    como tenho de gastar 20 reais p/ assistir a um filme nos cines, pulei esse MARLEY E EU (SETE VIDAS tb). vou esperar pelo dvd (menos mal…vejo d gratis no trabalho). inté.

    😛

    Responder
  • 13. Vulgo Dudu  |  janeiro 27, 2009 às 5:35 pm

    Kamila, sério que você achou que o diretor nunca tenta manipular as emoções? Na minha opinião, ele faz isso o tempo inteiro! Já comentei sobre isso na resenha que fiz, e foi o que mais me chamou a atenção.

    Filme fraco, muito fraco…

    Bjs!

    Responder
  • 14. Yuri  |  janeiro 27, 2009 às 6:39 pm

    Ainda não vi nem li o livro. Coisa com cães não é minha praia, penso logo no meu aí a coisa fica triste demais pro meu gosto :p

    Mas fico feliz que o filme tenha ficado bom, minha mãe é fã do livro, aí vai dar pra indicar a ela.

    Beijos.

    Responder
  • 15. Kau Oliveira  |  janeiro 27, 2009 às 6:41 pm

    Kami, será que eu não gostei tanto do filme pq não gosto de cachorros?! Sério, minha nota foi 6,5 e estou achando altíssima rsrsrsrsrsrsrs. E não chorei no final deste filme, por incrível que pareça Oo

    Beijos!

    Responder
  • 16. Vinicius Silva  |  janeiro 27, 2009 às 10:35 pm

    O filme é comovente. Mesmo eu que sou uma pedra dura quando se trata desse tipo de coisa, fiquei emocionado. Tem uns diálogos lindos e outras tantas cenas maravilhosas que se tornam impossíveis de segurar a emoção.

    Responder
  • 17. Kamila  |  janeiro 28, 2009 às 12:32 am

    Mayara, tudo bem, obrigada! E com você? Que bom que gostou do filme. Eu também tinha minhas ressalvas em relação à Jennifer e, especialmente, ao Owen Wilson, mas os dois foram muito bem. Beijos!

    Lucas, não diria que este filme é interessante, e sim emocionante.

    Hugo, você está certo. O livro foi feito para nos emocionar, assim como o filme. Agora, é importante mencionar que, em nenhum momento, o longa manipula nossas emoções. Ou seja, nossas reações são todas genuínas. Até mais!

    Vinícius, exatamente. Uma pena que estamos nesta ótima época de lançamentos do Oscar, mas não deixe de conferir este filme quando puder. Abraço

    Wally, concordo! Para mim também foi difícil aguentar os últimos 15 minutos, mas eu consegui me controlar. 🙂

    Alyson, não li o livro ainda, mas fiquei com vontade de fazer isso após conferir a adaptação. Beijão!

    Jeniss, eu também pago inteira para entrar no cinema, mas não pude deixar de não conferir este filme.

    Dudu, eu juro que não vi a tentativa do diretor em nos manipular. Acho que a história é que é a culpada por nos fazer chorar, já que causa essa identificação imediata conosco. Beijos.

    Yuri, como disse ali em cima, também pensei muito nos cachorros que tive ao assistir a este filme. 🙂 Beijos!

    Kau, não creio que você não gosta de cachorros. Você não tem coração, Kau? rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs Beijos!

    Vinícius Silva, concordo plenamente!

    Responder
  • 18. Kau Oliveira  |  janeiro 29, 2009 às 6:58 pm

    Aiiiiiii Kami!!!! Rsrsrsrsrsrsrsrs, claro que eu tenho coração! É que eu tenho trauma de cachorros, nunca te contei?! Beijos!

    Responder
  • 19. Kamila  |  janeiro 29, 2009 às 11:18 pm

    Kau, você nunca tinha me contado isso. Beijos!

    Responder
  • 20. O Vigia « Cinéfila por Natureza  |  abril 8, 2010 às 11:44 pm

    […] Paixão”, “Minority Report – A Nova Lei”, “O Voo da Fênix”, “A Intérprete” e “Marley e Eu”. O longa chama a atenção por privilegiar o relato da história do personagem principal – por […]

    Responder
  • 21. Nayara  |  julho 17, 2010 às 6:33 pm

    Acho que sou uma das poucas pessoas que não gosta de Marley e Eu, não achei cativante ou emocionante, pelo contrario, minha família já abandonou cachorros com muita tristeza, mas eram cães bons agora cães ruim como esse Marley ai que deixamos faço questão de esquecer deles rsrsrs juro que muitas vezes no filme fiquei torcendo para abandona-lo. Agora o filme Sempre ao seu Lado esse sim é um filme cativante e emocionante diria eu um dos filmes mais lindos que eu já vi. Hachiko é um amor de cachorro e da 1.000.000 a 0 em Marley além de ser amoroso e mais comportado mostrou uma fidelidade maravilhosa esperar seu dono falecido durante 10 anos realmente é pra emocionar não cheguei a chorar no Sempre ao seu lado, mas senti até uma vontade. Sincera mente Marley e Eu está longe de me emocionar. nota 4,5.

    Responder

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Kamila tem 29 anos, é cinéfila, leitora voraz, escuta muita música e é vidrada em seriados de TV, além de shows de premiações.

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