Gnomeu e Julieta
março 31, 2011 at 1:50 am 16 comentários

Muita gente fala sobre a crise de ideias de Hollywood e sobre a falta de originalidade no roteiro e nas histórias abordadas. A animação “Gnomeu e Julieta”, da diretora Kelly Asbury, está tão ciente disso que, no seu prólogo de abertura, coloca um personagem fazendo um alerta à plateia: sim, a história a que assistiremos já foi contada milhões de vezes, das mais diversas maneiras, nas mais diversas formas de comunicação. Entretanto, “Gnomeu e Julieta” propõe-se a fazer uma versão diferenciada da clássica história de William Shakespeare.
Após os 84 minutos de duração do filme, chegamos à conclusão de que o prólogo realmente não nos enganou em nenhum momento. A animação pega a história de Romeu e Julieta, jovens que vivem um amor proibido devido à desavença existente entre suas famílias e a transporta para dois jardins de duas residências de um subúrbio inglês. As casas são rivais e os duendes que ali vivem e cuidam daqueles ambientes também levam a mesma rivalidade a sério.
As diferenças entre o que assistimos em “Gnomeu e Julieta” e o que conhecemos da peça de William Shakespeare é que o roteiro desta animação acrescenta alguns elementos novos à este mítico romance. Por exemplo: num filme dirigido às crianças, não dá para se ter um final infeliz, então, existe uma mudança para não deixar os pimpolhos tristes com o desfecho, mas não antes, é claro, de fazer um suspense em torno da possibilidade ou não deste final feliz existir.
O segundo elemento novo presente na trama deste filme é o uso das músicas do cantor inglês Elton John como pano de fundo para o nascimento do romance entre Gnomeu (dublado por James McAvoy na versão original) e Julieta (dublada por Emily Blunt na versão original), ao ponto destas canções se transformarem num importante personagem para o desenrolar deste longa, uma vez que elas também funcionam como elemento de crônica à rotina dos duendes que ali vivem.
Uma obra carismática e com ótimo senso de humor, “Gnomeu e Julieta” consegue ser a primeira animação a se destacar em 2011 justamente por ter elementos, em sua história, que apelam demais ao público infantil. A lamentar, no filme, somente dois pontos: o primeiro, a falta de necessidade do uso da tecnologia 3D aqui, uma vez que ela mal pode ser notada; a segunda, o não envio de cópias legendadas ao Brasil. A dublagem de Vanessa Giácomo e Daniel de Oliveira (casal de atores na ficção e na vida real) é muito fraca. Somente Ingrid Guimarães se destaca com um ótimo trabalho feito na personagem Nanette.
Cotação: 7,5
Gnomeu e Julieta (Gnomeo & Juliet, 2011)
Direção: Kelly Asbury
Roteiro: Kelly Asbury, Mark Burton, Kevin Cecil, Emily Cook, Kathy Greenberg, Andy Riley (com base na peça de William Shakespeare e no roteiro escrito por Steve Hamilton Shaw, John R.Smith e Rob Sprackling)
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1.
João Paulo | março 31, 2011 às 1:52 am
Mais um filme que é bom evitar em ver tanto dublado quanto o 3D …
Mas vamos ver se chega um dvdrip dando um migé …
Abraços meu anjo!
2.
Alan Raspante | março 31, 2011 às 1:55 am
A história me soa tão fofa e original. Gostei da ideia de usar anões de jardim. Verei em breve
[]s
3.
Otavio Almeida | março 31, 2011 às 1:55 am
Ainda não vi e confesso que vou esperar pelo DVD. Mas Vanessa Giácomo e Daniel de Oliveira superam Luciano Huck em “Enrolados”?
Bjs!
4.
Kamila | março 31, 2011 às 2:08 am
João Paulo, exatamente…. Abraços!
Raspante, a história é fofa e original, de certa forma. Abraços!
Otavio, eles estão inexpressivos como Huck! rsrsrsrs Beijos!
5.
Rafael W. Oliveira | março 31, 2011 às 4:22 am
Filme fofinho.
http://cinelupinha.blogspot.com/
6.
Flávio | março 31, 2011 às 10:51 am
Oi Kamila, a principio fiquei com um pé atrás de assistir a este filme. A animação em si, a parte gráfica e tecnológica me pareceu similar a de Deu a Louca na Chapeuzinho, no qual os bonecos eram duros em seus movimentos, passando uma imagem meio precária.
7.
João Linno | março 31, 2011 às 11:11 am
A ideia parece interessante. Vou assistir.
8.
Kamila | março 31, 2011 às 10:16 pm
Rafael, fofinho é a palavra certa para descrevê-lo!
Flávio, sim, o filme lembra muito “Deu a Louca na Chapeuzinho Vermelho”. Mas, o filme aqui tem mais vida!
João Linno, assista!
9.
Amanda Aouad | março 31, 2011 às 1:01 pm
É isso, aquele prólogo nos ganha pelo senso de humor ao confessar que já vimos a história várias vezes, mas agora vai ser diferente. É infantil, mas divertida de assistir.
10.
Paulo Ricardo | março 31, 2011 às 3:42 pm
Que dificuldade que eles tiveram para adaptar Shakespeare,precisaram de 6 roteiristas rss.E gostei de vc mencionar a fraca dublagem do casal da Globo.Aqui no Brasil artista dubla animação mais para se promover do que para contribuir na qualidade da história.E nós que não temos nada a ver com isso tem que aguentar uma dublagem do Luciano Huck por exemplo que é tudo,menos dublador,Beijos Kamila.
11.
Paulo Ricardo | março 31, 2011 às 3:44 pm
Kamila meu 2°comentário.O diretor do filme Sem Limites(o ultimo que vc viu)não tem vergonha de plagiar o poster de Inception de Christopher Nolan.O poster é mt parecio hehehe,bjs e tinha q comentar esse detalhe.
12.
Kamila | março 31, 2011 às 10:19 pm
Amanda, exatamente! Concordo contigo!
Paulo, poxa! rsrsrsrsrsrs Eu preferia assistir às versões originais, mas entendo as dublagens. Só acho que a versão original poderia ser exibida em horários alternativos. Vale lembrar que o Neil Burger dirigiu “O Ilusionista” no mesmo ano de “O Grande Truque” ! rsrsrsrsrsrs Beijos!
13.
Jonathan Nunes | março 31, 2011 às 6:32 pm
Ainda não vi o filme, preferi esperar pelo dvd para poder assistir legendado, ainda mais depois de ler a sua crítica. É lamentável substituir dubladores de verdade por atores globais só para arrecadar mais.
14.
Kamila | março 31, 2011 às 10:19 pm
Jonathan, eu quero ver se assisto legendado também!
15.
Cristiano Contreiras | abril 3, 2011 às 2:03 am
Verei esse, mas espero pra ver em casa. Acho que não vou apreciar tanto assim…rs
16.
Kamila | abril 3, 2011 às 8:39 pm
Cristiano, eu acho que você pode até gostar bastante dessa animação, hein??? rsrsrrss Beijos!