Archive for fevereiro, 2011
Os Cliques do Oscar 2011
Ainda na ressaca pós Academy Awards 2011, fiquemos com alguns dos cliques mais interessantes da noite.

- Antes de colocar as mãos na cobiçada estatueta do Oscar, a Natalie pegou foi isso aí! Espertinha, a moça!

O momento fofo do tapete vermelho foi para Jeff Bridges, que, além de sempre reverenciar a esposa em seus discursos de agradecimento nas premiações, fez do Oscar 2011 um evento para a família inteira, sendo acompanhado da amada esposa, das três filhas (uma delas, grávida do seu primeiro neto) e do genro. Sua companheira de “Bravura Indômita”, Hailee Steinfeld, também seguiu a lição e foi à premiação acompanhada dos pais e do irmão mais velho.

Agora, a moda entre os rapazes célebres é ir ao tapete vermelho acompanhado de suas mamães. Seguiram a tendência, Justin Timberlake (a Jessica Biel só apareceu ao lado dele na tradicional festa da Vanity Fair), Russell Brand (cadê a Katy Perry?) e Jeremy Renner

O título de casal mais apaixonado do tapete vermelho vai para Javier Bardem e Penélope Cruz. Deslumbrante após dar à luz ao seu primeiro filho, a espanhola nem disfarçou o brilhinho no olhar quando seu marido entrou no palco do Kodak Theatre para apresentar um prêmio junto com Josh Brolin. Javier retribuiu abrindo um largo sorriso. O amor é lindo!

Melhores amigas desde os tempos de “Dawson's Creek”, Michelle Williams e Busy Phillips dão provas de que estavam se divertindo horrores na festa da Vanity Fair. O único problema na foto é que, se você prestar atenção direito, quem tá com mais pinta de indicada é a Busy! Michelle deixou a classe e a elegância em casa na noite de ontem. Ela estava uma Rainha de Gelo no tapete vermelho

As adolescentes que se descabelam e choram pelos seus ídolos juvenis estão tendo verdadeiros motivos para fazer isso nos últimos dias. Depois de Pe Lanza (esqueçam, por favor, que eu sei o nome dessa pessoa!), eis que Justin Bieber assumiu um namoro. Selena Gomez que se cuide! As adolescentes vão querer fazer picadinho dela...

Tenho certeza de que, em meio a esse papo animado e cheio de segredinhos, o próximo filme do Judd Apatow foi planejado
Comentando o Oscar 2011
Não é preciso ser futuróloga para perceber que o filme vencedor da categoria mais importante do 83rd Annual Academy Awards (“O Discurso do Rei”) será um daqueles ganhadores que pouca relevância terá na história do prêmio. Ficará ao lado de obras como “Shakespeare Apaixonado”, “Crash – No Limite”, “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, dentre outros. Também não é preciso ser qualquer especialista na arte de prever o Oscar para saber que iria dar “O Discurso do Rei” desde o início, uma vez que estamos diante de uma obra de linguagem cinematográfica clássica, feita sob medida para agradar os votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Um dado curioso da lista de vencedores do Oscar 2011 é o seguinte: os dois filmes que mais ganharam estatuetas na noite, “O Discurso do Rei” e “A Origem”, com 4 prêmios cada, revelam os dois lados ambíguos da Academia. Se ela não se decide se vai premiar a cinematografia clássica ou um longa mais ousado, que convida a gente a pensar, por quê não ficar em cima do muro? Aliás, a expressão “ficar em cima do muro” pode ser o perfeito modo para definir tudo que assistimos hoje à noite.
Muito se falava do desejo da Academia, ao convidar James Franco e Anne Hathaway para apresentar a cerimônia de premiação, que isso refletia a vontade da AMPAS de atrair um público mais jovem. Curioso que não foi isso que deu a entender a forma como o show foi estruturado, uma vez que tivemos uma ponte constante entre o cinema clássico (representado pelos clássicos homenageados no decorrer do prêmio e pelo grande vencedor da noite) e o cinema do futuro (representado por obras como “A Origem”, “A Rede Social” e “Cisne Negro”). Em cima do muro!
Por falar na dupla de apresentadores, foram muitos os comentários, muitas as expectativas. Somente Anne Hathaway, no caso, correspondeu ao que se era esperado dela. Visivelmente alegre, uma performer nata, a imagem dela foi um contraste enorme com a postura blasé de James Franco, que mais ficou nos bastidores, deixando o espaço todo para Hathaway brilhar com seu carisma natural – e olha que ela ainda tentou ajudá-lo quando os dois apareciam juntos…. Generosa, ela…
Mas, calma. Nem tudo foi desastroso no Oscar 2011. Além de Anne Hathaway, tivemos um cenário sensacional (que se adequava aos diversos segmentos planejados e aos muitos filmes homenageados), gostei muito do aproveitamento da Orquestra na premiação e, principalmente, de alguns dos vencedores, como: “A Origem” nas categorias técnicas as quais estava indicado, Christian Bale em Ator Coadjuvante, Aaron Sorkin em Roteiro Adaptado e, principalmente, Natalie Portman em Melhor Atriz – naquela que foi a escolha de vencedora mais acertada da AMPAS, nesta categoria, desde Marion Cotillard.
E, se fica alguma lição da noite de hoje, eis ela: não dá para ser ousado em se tratando do Oscar. Eles são extremamente previsíveis. O estilo que eles gostam é muito bem definido. Quer apostar nos vencedores, vá, na maior parte das vezes, contra a maré, seja covarde e vote naquilo que é considerado mais clássico. Ousadia é uma palavra que a AMPAS ainda não conhece! Premiar filmes belamente orquestrados como “Cisne Negro” ou “A Origem” é demais. Reconhecer a direção sóbria, mas competente de um David Fincher?? Piorou!!! Mas, como otimistas que somos, espero poder ver, um dia, a Academia mudando seus conceitos….
Cena da Semana
(O mea culpa de Jules – Minhas Mães e Meu Pai [2010] – diretora: Lisa Cholodenko)
”So, sometimes, you know, you’re together for so long, that you just… You stop seeing the other person. You just see weird projections of your own junk. Instead of talking to each other, you go off the rails and act grubby and make stupid choices…”
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Em noite de Oscar 2011, fica o meu protesto às decisões dos estúdios hollywoodianos. Se Julianne Moore tivesse sido promovida em Atriz Coadjuvante, num ano tão fraco para a categoria como esse (tanto que a melhor das indicadas ao Oscar 2011 é uma performance claramente de Atriz Principal, a de Hailee Steinfeld), veríamos uma das atrizes mais overdues do cinema norte-americano vencendo sua primeira estatueta dourada. Não tenho dúvida disso…
Previsões para os Vencedores do Oscar 2011
Na noite do próximo domingo, dia 27 de fevereiro, será realizada aquela que é a noite mais importante do cinema mundial: a do 83rd Annual Academy Awards, que será realizado na casa da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS), o Kodak Theatre, que fica localizado em Los Angeles. A premiação terá apresentação de Anne Hathaway e do indicado ao Oscar 2011 de Melhor Ator James Franco, dois atores jovens e talentosos e que estão no comando desta noite justamente para dar ao Oscar um caráter mais ousado e diferente de todo o tradicionalismo que já é uma característica da maior premiação do cinema.
Nos últimos meses, comentamos as premiações que fazem os prognósticos dos vencedores do Oscar, bem como falamos a respeito das categorias mais movimentadas. Tudo isso para chegar a este momento, em que tentamos palpitar sobre quem sairão do Kodak Theatre com suas cobiçadas estatuetas nas mãos. E, na nossa opinião, a turma que entrará na história como os vencedores do 83rd Annual Academy Awards é:
Actor in a Leading Role
- Colin Firth in “The King’s Speech”
Actor in a Supporting Role
- Christian Bale in “The Fighter”
Actress in a Leading Role
- Natalie Portman in “Black Swan”
Actress in a Supporting Role
- Hailee Steinfeld in “True Grit”
Animated Feature Film
- “Toy Story 3” Lee Unkrich
Art Direction
- “Alice in Wonderland”
Production Design: Robert Stromberg; Set Decoration: Karen O’Hara
Cinematography
- “True Grit” Roger Deakins
Costume Design
- “Alice in Wonderland” Colleen Atwood
Directing
- “The Social Network” David Fincher
Documentary (Feature)
- “Exit through the Gift Shop” Banksy and Jaimie D’Cruz
Documentary (Short Subject)
- “Strangers No More” Karen Goodman and Kirk Simon
Film Editing
- “The Social Network” Angus Wall and Kirk Baxter
Foreign Language Film
- “In a Better World” Denmark
Makeup
- “The Wolfman” Rick Baker and Dave Elsey
Music (Original Score)
- “The King’s Speech” Alexandre Desplat
Music (Original Song)
- “I See the Light” from “Tangled” Music by Alan Menken Lyric by Glenn Slater
Best Picture
- “The Social Network” Scott Rudin, Dana Brunetti, Michael De Luca and Ceán Chaffin, Producers
Short Film (Animated)
- “Day & Night” Teddy Newton
Short Film (Live Action)
- “The Confession” Tanel Toom
Sound Editing
- “Inception” Richard King
Sound Mixing
- “The Social Network” Ren Klyce, David Parker, Michael Semanick and Mark Weingarten
Visual Effects
- “Inception” Paul Franklin, Chris Corbould, Andrew Lockley and Peter Bebb
Writing (Adapted Screenplay)
- “The Social Network” Screenplay by Aaron Sorkin
Writing (Original Screenplay)
- “The King’s Speech” Screenplay by David Seidler
A transmissão do Oscar acontecerá no canal TNT, com comentários de Rubens Ewald Filho, a partir das 21h. O E! Entertainment Television faz a sua tradicional cobertura do Countdown, Pre Show, Tapete Vermelho e Post Show a partir das 20h.
Santuário

Existem certos diretores cuja fama é tão enorme que eles acabam se tornando uma grife hollywoodiana. Faz parte do papel deles abrir espaço para obras menores de outros diretores, mas nas quais eles acreditam piamente. Se Steven Spielberg emprestou seu nome e reputação ao bancar a distribuição efetiva de “Atividade Paranormal” nos cinemas, porque James Cameron não pode fazer a mesma coisa? Além de colocar seu nome como produtor de “Santuário”, filme dirigido por Alister Grierson, Cameron também emprestou as mesmas câmeras e tecnologia 3D que foram utilizadas em “Avatar”.
Entretanto, se a tecnologia 3D se revela um dos grandes trunfos daquela que é considerada a sua obra prima, em “Santuário”, James Cameron não obteve o mesmo efeito. A verdade é que a história que nos é contada pelo roteiro escrito por John Garvin com base nas experiências reais de Andrew Wight pediam a tecnologia convencional 2D, até mesmo para causar o efeito de claustrofobia e de incômodo que o relato tanto pedia – o que acaba acontecendo aqui é o superdimensionamento da caverna, a ponto de prejudicar até mesmo as questões do enquadramento e da projeção.
“Santuário” conta a história de um time de mergulhadores experientes – liderados pelo explorador Frank (Richard Roxburgh, que muitos irão se lembrar por “Moulin Rouge! – Amor em Vermelho”) e pelo rico patrocinador Carl (Ioan Gruffudd) – que acabam presos numa caverna após uma tempestade fechar com a única saída que eles conheciam. Dentro de uma situação de puro pânico e medo, os mergulhadores que ali estão confinados têm que explorar todo o local desconhecido em busca de uma nova saída – a qual significa também a sobrevivência deles naquele momento de adversidade.
Apesar de abordar duas subtramas clichês sobre o difícil relacionamento entre um pai e o filho, bem como o sentimento de culpa de um namorado pela morte da pessoa amada, “Santuário” mostra uma visão bem interessante a respeito de pessoas deparadas numa situação de pura impotência. Na medida em que os acontecimentos vão se desenrolando, uma certeza fica mais clara: a de que, na luta pela sobrevivência, não existe espaço para julgamentos. Você faz o que tem que ser feito sem olhar para trás, pois isso pode significar a possibilidade de acontecer a sua própria perda.
Uma história como a que nos é contada em “Santuário” só funciona se causar na gente o mesmo sentimento que os personagens estão passando. A gente precisa se sentir na pele deles. A gente precisa se imaginar naquela situação. Infelizmente, a obra dirigida por Alister Grierson falha neste sentido, entretanto essa pequena grande falha acaba sendo compensada por uma direção que não compromete e por sólidas atuações de Richard Roxburgh, Ioan Gruffudd (apesar deste elevar, desnecessariamente, seu tom no ato final) e Rhys Wakefield.
Cotação: 6,5
Santuário (Sanctum, 2011)
Direção: Alister Grierson
Roteiro: John Garvin (com base no roteiro e na história de Andrew Wight)
Elenco: Richard Roxburgh, Ioan Gruffudd, Rhys Wakefield, Alice Parkinson, Dan Wyllie, Christopher Baker, Nicole Downs, Allison Cratchley, Cramer Cain, Andrew Hansen


