Archive for setembro, 2009
Divulgado o Trailer de “Glorious 39″
“Glorious 39″ é o novo filme do diretor e roteirista Stephen Poliakoff (que, nos últimos 10 anos, vinha se dedicando a uma bem-sucedida carreira na televisão). A história é muito simples: dois membros remanescentes de uma família recorrem às lembranças do tempo que passaram, entre entes queridos, em 1939, numa época pra lá de complicada, nas vésperas da II Guerra Mundial. Em um determinado momento do trailer do filme, que foi revelado nesta semana, se tem aquela frase clichê: “o passado não é um dos melhores lugares para se visitar”.
O elenco de “Glorious 39″, que estreou no último Festival de Cinema de Toronto, aonde obteve críticas mistas, é o grande ponto de atrativo da obra. Em cena, encontramos alguns dos ótimos jovens atores ingleses, como Romola Garai, David Tennant, Eddie Redmayne, Hugh Bonneville, Juno Temple, Charlie Cox, Jeremy Northam e alguns dos monstros sagrados da atuação inglesa como Bill Nighy, Julie Christie e Christopher Lee.
“Glorious 39″ estreia no dia 20 de novembro, na Inglaterra.
Guerra S.A. – Faturando Alto

Antes de qualquer coisa, a guerra é uma atividade altamente dispendiosa do ponto de vista econômico, especialmente. Por outro lado, traz para aqueles que se envolvem nela um lucro enorme – é só pensar, por exemplo, no quanto a indústria bélica, de construção civil, de automóveis, de aviões, etc. ganham com os países que se encontram em conflito com outros.
O filme “Guerra S.A. – Faturando Alto”, do diretor Josh Seftel, tem como objeto principal uma empresa chamada Tamerlane, que ganha milhões ao forjar cenários de guerra em países, vislumbrando e atacando alvos, cuidando do assassinato de civis e políticos e trabalhando também o outro lado da batalha: aquele que mostra os benefícios do conflito, a vinda da democracia e da liberdade, a reconstrução moral e ética da localidade, entre outras bobagens ideológicas.
Estamos no Turaquistão, país fictício que fica na Ásia Ocidental, aonde a Tamerlane prepara o seu congresso anual. As estrelas da empresa estão no evento, jornalistas cobrem a ocasião e vivem experiências surreais. Até um casamento está sendo planejado para representar o recomeço do país. No meio deste furacão, temos Brand Hauser (John Cusack), um funcionário da Tamerlane, que está no Turaquistão para assassinar uma alta figura política do país. Porém, Hauser está em crise consigo mesmo e com o trabalho que faz – e isso será um enorme obstáculo que ele tem que enfrentar, principalmente na medida em que ele aprofunda o relacionamento com as personagens que são interpretadas por Marisa Tomei e por Hilary Duff.
Na sua essência, “Guerra S.A. – Faturando Alto” é uma dark comedy, com um roteiro altamente irônico e que dispara críticas para todos os lados. Se seguisse fielmente este caminho, o longa seria bem interessante – afinal, ele abraça e assume sua característica nonsense total. Entretanto, o roteiro tem um problema que não consegue ser solucionado: a construção do personagem de John Cusack. Hauser leva a obra para uma conotação mais séria e menos debochada. Sua crise existencial e a solução que é oferecida para ela simplesmente não combina com todo o resto.
Cotação: 1,0
Guerra S.A. – Faturando Alto (War, Inc., 2008)
Diretor: Josh Seftel
Roteiro: Mark Leyner, Jeremy Pilsen e John Cusack
Elenco: John Cusack, Hilary Duff, Marisa Tomei, Joan Cusack, Dan Aykroyd, Ned Bellamy, Montel Williams, Ben Kingsley
Falando Grego

Em 2002, o mundo foi apresentado ao nome de Nia Vardalos, que fez sucesso com um filme que, inicialmente, não tinha qualquer ambição, mas que se transformou num dos maiores hits daquele ano. “Casamento Grego” tinha um roteiro escrito por Vardalos, baseado em sua própria cultura e criação, e resultou em indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro, bem como em uma série de TV que nem chegou a completar uma temporada inteira no ar.
Eis que, em 2009, alguns quilos mais magra, bem mais bonita e sem nenhum outro sucesso no currículo, Nia Vardalos tenta recolocar a carreira nos eixos ao voltar para a cultura que a consagrou. “Falando Grego”, comédia romântica dirigida por Donald Petrie (um veterano por trás de filmes como “Como Perder um Homem em 10 Dias”, “Miss Simpatia” e “Três Mulheres, Três Amores”), a coloca novamente também ao lado das pessoas que a apoiaram naquele primeiro sucesso, como os produtores executivos Rita Wilson e Tom Hanks – donos da Playtone, maior financiadora da obra.
No filme, Nia Vardalos interpreta Georgia, que abandonou toda uma vida nos Estados Unidos e se mudou para a Grécia com o objetivo de viver mais perto de uma cultura que, além de rica, é totalmente inspiradora. Após ser demitida do cargo de professora universitária, Georgia arruma um bico que vira emprego fixo como guia turística, mas, como trabalha por obrigação, e não por amor, ela é a pior guia de todos os tempos, fazendo suas obrigações com total má vontade – e o descontentamento no lado profissional tem efeitos diretos em sua vida pessoal, a qual, para fazer uma referência ao título original do longa, está em ruinas.
O roteiro escrito por Mike Reiss coloca a personagem principal numa verdadeira encruzilhada: cansada de tudo e, principalmente, dos turistas que têm que aturar, Georgia tem que tomar uma decisão. Ou ela larga esse emprego ou ela continua infeliz. É aí que entra Irv (Richard Dreyfuss), um turista de muito bom humor, que sabe encarar da maneira certa as surpresas – nem sempre agradáveis – com as quais nos deparamos e que está em “Falando Grego” justamente para mostrar para Georgia todas as possibilidades que ela ainda pode explorar, de forma a transformar sua vida em algo muito melhor.
Quem for assistir a este filme pensando se tratar de um “Casamento Grego 2”, pode até se decepcionar, uma vez que “Falando Grego”, apesar de ter um romance, não explora diferenças culturais e uma família cheia de figuras engraçadas. O importante aqui é falar sobre a vida em si, sobre a questão de manter uma abertura para as pessoas e para as situações que se apresentam diante de nós. Uma premissa, aliás, muito parecida com a de “Up – Altas Aventuras”, de Pete Docter e Bob Petersen. E, se formos entrar em comparação direta com as duas obras, que estrearam em épocas parecidas aqui no Brasil, eu não pensaria duas vezes em recomendar que é muito mais recompensador assistir à animação da Pixar.
Cotação: 4,0
Falando Grego (My Life in Ruins, 2009)
Diretor: Donald Petrie
Roteiro: Mike Reiss
Elenco: Nia Vardalos, Richard Dreyfuss, Alexis Georgoulis, Rachel Dratch, Caroline Goodall, Rita Wilson, Ian Gomez
Cena da Semana
(Coreografia de “Dirty Dancing” é moda nos casamentos – Fantástico – 20.09.2009)
Na semana da morte do Patrick Swayze, o Fantástico acabou fazendo, sem querer, uma das melhores matérias tributo que vi sobre o ator. Uma prova do legado que ele deixou, uma prova do poder do cinema e, principalmente, das grandes cenas e das histórias que, genuinamente, conseguem uma conexão com a gente. Levante a mão quem nunca quis fazer o que esses casais tiveram a coragem de fazer!!!
Os 15 Anos de “Friends”
A temporada 1994-1995 foi excelente pro canal norte-americano NBC. Além da estreia do drama “ER“, que revolucionou a linguagem do gênero, com os movimentos inovadores em steadycam, tivemos a estreia de uma série que conquistou seu lugar na história da televisão norte-americana. Em 22 de Setembro de 1994 foi ao ar o primeiro episódio do programa “Friends”, criado pela David Crane e Marta Kauffman.
Toda a trama do programa se apoiava na amizade entre seis pessoas, totalmente diferentes uma das outras: os irmãos Ross (David Schwimmer) e Monica Geller (Courteney Cox Arquette), Rachel Greene (Jennifer Aniston), Chandler Bing (Matthew Perry), Phoebe Buffay (Lisa Kudrow) e Joey Tribbiani (Matt LeBlanc). Ao longo de dez temporadas, pudemos acompanhar a fase de crescimento deles pessoal e profissional, na medida em que eles encontravam seu lugar no mundo, formavam suas respectivas famílias, enfrentavam os obstáculos da vida com muito bom humor e, principalmente, encontravam na amizade e irmandade existente entre eles todo o amor e apoio para seguir em frente – basta dizer que os valores que a série passava foram importantíssimos para a América pós-11 de setembro, período, aliás, em que a série obteve maior sucesso entre o público e conquistou o esperado Emmy de Melhor Série de Comédia.
Em 15 anos de uma bem-sucedida trajetória na TV norte-americana, “Friends” obteve 65 indicações ao Emmy, as quais resultaram, acredite, em seis trofeus conquistados. A prova de seu prestígio foi provada pelas participações especiais de astros como Bruce Willis, Julia Roberts, Brad Pitt, Reese Witherspoon, Christina Applegate, Kathleen Turner, Paul Rudd, Elliott Gould, Tom Selleck, Giovanni Ribisi, Hank Azaria, Helen Hunt, Noah Wyle, George Clooney, Jon Favreau, Anna Faris, Adam Goldberg, Dermot Mulroney, Gary Oldman, Susan Sarandon, Sean Penn, Alec Baldwin, Jean Claude Van Damme, entre outros. Uma série que virou um fenômeno pop e cativa até hoje justamente por nos mostrar aquilo que realmente importa na vida! E estes seis amigos e suas aventuras sempre vão estar aqui pra nós – o que é melhor!


